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FINANÇAS PARA CRIANÇAS

Cada vez mais cedo as crianças estão expostas ao mundo das finanças pessoais, seja na escolinha, em casa ou mesmo na rua com os amigos o dinheiro já é parte fundamental de suas vidas. Mas como educá-los financeiramente da forma correta. A partir do que colocou em seu livro "O Menino do Dinheiro" (Editora Gente), Reinaldo Domingos elaborou dez dicas para seu filho começar a economizar.

01 - A partir dos dois anos, quando as crianças começam a demonstrar desejos próprios, já é o momento de iniciar a educação financeira, mostrando o processo de troca do dinheiro por produtos;

02 - Reserve as datas especiais para dar brinquedos às crianças, mostrando assim que ela não pode ter tudo na hora que quiser;

03 - Apesar de estar em desuso, os cofrinhos ainda são ótimas formas de mostrar a importância da economia para as crianças;

04 - Conheça alguns dos desejos da criança e demonstre quanto ela terá que guardar para comprar. Quando ela chegar a esse valor, acompanhe-a na compra, que será uma conquista;

05 - Desenvolva jogos e brincadeiras que estimulem as crianças a pensar em como utilizar dinheiro e como é importante poupar;

06 - Demonstre desde cedo a relação entre o dinheiro e o trabalho, isso pode ser feito levando-a ao seu local de trabalho;

07 - Faça com que as crianças participem das reuniões financeiras da família e das decisões sobre viagens; compra de material escolar e compras maiores. Isso também pode ser feito nas listas de supermercados;

08 - Explique para seu filho que nem tudo que são demonstrados nas publicidades tem um real valor para o cotidiano e que a aquisição desses produtos pode proporcionar frustrações;

09 - Analisar e quando perceber que a criança já possui um certo entendimento sobre o valor do dinheiro dar uma mesada, com a qual ela deverá adquirir produtos que deseja;

10 - Abra uma poupança para a criança, onde direcionará parte da mesada para que no futuro a criança tenha uma reserva. Faça um acompanhamento conjunto de quanto de dinheiro ela já possui.

Fonte: www.disop.com.br

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PRIMEIROS SALÁRIOS

A inexperiência no trato com o dinheiro, os impulsos consumistas e a facilidade em obter crédito fazem com que seja crescente o número de jovens brasileiros endividados. Combater essa situação, organizando as finanças é bastante complicado, para isso os jovens devem saber o que fazer com os primeiros salários e bolsas-auxílios.

"Ganhei o primeiro salário do meu primeiro emprego! Vou comprar um monte de coisa e fazer uma balada muito legal!" Esse é o pensamento da maioria dos jovens logo que recebem pela primeira vez seu salário. Contudo, apesar dessa idéia parecer muito boa, ela pode ser um grande erro, pois é fundamental que o jovem saiba o real valor do dinheiro que recebe para que atinja seus sonhos.

Você pode pensar: "Qual a relação do dinheiro com os meus sonhos?". Muito simples, os sonhos podem ser os mais variados – independência financeira, intercâmbio no exterior, pós-graduação, compra da casa própria ou o primeiro carro - entretanto, todos dependem de uma coisa em comum: a necessidade de poupar dinheiro para realizá-los. Assim, antes de começar qualquer controle financeiro, o jovem deve ter noção de sua situação atual e estabelecer os sonhos que deseja atingir.

A partir disso, deve iniciar um controle diário de todos os gastos. É importante que sejam inclusos até mesmo os gastos que consideram irrelevantes, como gorjetas, cinema, um suco ou um salgado antes da aula. São nessas pequenas ações que ocorre o desequilíbrio financeiro.

Outro alerta muito importante é a necessidade de evitar gastos desnecessários por influência de amigos ou mesmo dos meios de comunicações, o que faz que se gaste mais do que pode com festas, bares e viagens, ou até mesmo roupas e assessórios. A questão não é se privar desses prazeres e sim de controlá-los.

Uma dica para diminuir os gastos é não comprar por impulso. Sempre pense: "O que essa compra ou balada agregará para mim? Posso deixar esse desejo para depois?". Se não for relevante não faça. Se for, o jovem deve sempre realizar uma pesquisa de preços e negociar para abaixá-los o máximo possível.

Essas ações são apenas uma pequena mostra do que se deve saber para lidar adequadamente com sua bolsa-auxílio.

Fonte: www.disop.com.br

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COMO É FEITO O DINHEIRO

As moedas e as cédulas de real são feitas na Casa da Moeda, que fica no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Mas nem todas as etapas da produção da grana rolam por lá. As grandes folhas de papel que vão virar notas, por exemplo, já chegam à Casa da Moeda pré-preparadas, fornecidas por empresas terceirizadas - que também entregam a matéria-prima que dá origem às moedas. Ligada ao Ministério da Fazenda, a Casa da Moeda tem três prédios: um para a fábrica de cédulas, outro para a de moedas mesmo e o terceiro para a gráfica geral, que imprime documentos como passaportes e carteiras de motorista. Essa dinheirolândia tem 500 mil m2 e emprega quase 2 mil funcionários.

É claro que, por conta da grana alta que sai de lá, o lugar tem um superesquema de segurança. Os empregados, por exemplo, usam crachás personalizados que só dão acesso ao prédio em que trabalham. Há também câmeras por todos os lados e, para evitar riscos, a matéria-prima que vai virar dinheiro fica armazenada no almoxarifado em quantidades pequenas, suficientes para apenas dois dias de produção. No final de cada dia de trabalho, toda grana é conferida e lacrada, e depois que sai do parque industrial vira responsabilidade do Banco Central. A Casa da Moeda tem capacidade para produzir 2 bilhões de cédulas e 1,2 bilhão de moedas por ano. As moedas levam dois dias para ficar prontas, enquanto as notas demoram nove.

MOEDAS

1 - A Casa da Moeda compra de uma empresa terceirizada o metal que vai ser transformado em dinheiro. Dependendo da moeda, mais de uma matéria-prima é usada. A de 1 real, por exemplo, leva aço inox e aço-carbono (material do aro que a envolve). Esses metais chegam lisinhos, mas já cortados em formato de discos.

2 - Para facilitar a identificação, as moedas ganham tamanhos e cores diferentes. Por isso, o aço-carbono do aro da moeda de 1 real passa por um banho galvânico: ele é mergulhado em uma solução com bronze e recebe uma corrente elétrica que faz o metal amarelado aderir ao aço.

3 - Após algumas horas de secagem, o aro da moeda está pronto para ser cunhado. Ele e o núcleo da moeda de 1 real (que não passou pelo banho galvânico) seguem para uma prensa por meio de uma esteira rolante. Com até 60 toneladas de pressão ela marca as duas faces da moeda (cara e coroa) ao mesmo tempo. São até 850 moedas cunhadas por minuto.

4 - A moeda de 1 real (única bimetálica do país) passa mais uma vez pela prensa para que as suas duas partes (aro e núcleo) se unam. Também por meio da pressão, o núcleo de aço inox se encaixa no aro de aço-carbono "bronzeado". Esse processo de produção leva dois dias para terminar.

NOTAS

1 - O papel das notas chega à Casa da Moeda em grandes folhas que já possuem itens de segurança, como o fio magnético e a marca-d'água (desenho que aparece contra a luz). A marca-d'água é feita com tramas de filetes de cobre que marcam o papel quando ele ainda é uma pasta, antes de virar "sólido".

2 - A grande folha de papel vai para uma primeira impressora, que trabalha simultaneamente os dois lados das futuras cédulas. Ela imprime as microletras, o registro de coincidência (esfera que tem nos dois lados da nota) e a tonalidade mais clara do fundo colorido da cédula. A tinta demora cerca de 48 horas para secar.

3 - Depois de seca, a folha segue para uma segunda impressora, que acrescenta, com o uso de chapas em baixo relevo, os outros itens visuais da cédula: algarismos, desenhos, tarjas e o fundo mais escuro. Essa máquina imprime um lado de cada vez, com intervalos para secagem de até 72 horas.

4 - Uma terceira impressora marca as cédulas com as assinaturas do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central e ainda os números de série que identificam cada nota. Aí só falta cortar a grande folha de papel (que rende 50 notas) e embalar as cédulas, que estão prontas para circular no país, após nove dias sendo produzidas. Tanto as moedas como as cédulas saem da Casa da Moeda em caminhões do Banco Central, escoltados por viaturas da Polícia Militar, e são distribuídas às agências bancárias. As moedas têm uma vida útil de até 20 anos. Já as notas circulam por muito menos tempo: as de 10 reais, por exemplo, são recolhidas após 22 meses no mercado.

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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