Cupom de Desconto

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FILHOS CONSUMISTAS

Uma preocupação cada vez maior que vejo das pessoas com quem converso e que possuem filhos é a dificuldade de impor limites de compra para crianças, que querem adquirir tudo que vêem na televisão e nos shoppings. Isso sempre termina no questionamento: Como saber se a criança virou consumista demais?

Essa é uma resposta complicada. Já que hoje a criança é elevada ao status de consumidora adulta sem estar preparada. E a publicidade utiliza de propagandas são apelativas, que causam desejos imediatos nas crianças de querer o produto, e isso não significa necessariamente que essa criança é excessivamente consumista, pois, esse desejo será rapidamente esquecido.

Contudo, uma situação que indica uma criança excessivamente consumista é quando ela gasta todo seu dinheiro ganho com mesadas e logo pede mais dinheiro para seus pais. Porém, não existe um índice que mostre qual o grau que esse problema atingiu e, infelizmente, vivemos em uma sociedade de consumo onde cada vez mais cedo as crianças estão expostas a um infindável número de produtos e, conseqüentemente, gastam mais.

Por isso, os pais possuem papel fundamental desde cedo para que seus filhos não percam o controle do dinheiro desde os primeiros anos. Principalmente porque cada família tem seus valores, e isso faz com que qualquer ação de pessoas fora desse grupo não tenha tanta relevância, é simples, se a criança vê os pais comprando sem parar, vão tender a seguir esse exemplo e acabar ficando desta forma.

Assim, é fundamental ter muito cuidado com o exemplo que os familiares passam, e desde cedo demonstrar que a felicidade não está associada ao consumismo desenfreado e sim na atitude de atingir seus objetivos. No caso do exemplo externo, a família também terá um papel de grande relevância, que é o de estabelecer os limites para esta atitude. Os pais podem reforçar ou não a atitude consumista da criança e se o comportamento da criança não mudar nesse primeiro momento é muito provável que ela se torne um adulto sem limite nos seus gastos e que estará facilmente exposta a indústria de crédito fácil e juros abusivos que leva milhões de brasileiros as estatísticas de endividamento.

O papel dos pais é sempre ensinar a criança que existem coisas que são realmente necessárias e outras nem tanto. Sempre direcione com que a criança ao se interessar por um produto faça a seguinte pergunta: Eu realmente preciso disto? Quanto tempo irei utilizá-lo? Isto fará com que ela pense a respeito da real necessidade desta compra.

Fonte: www.disop.com.br

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O MARKETING POR SETH GODIN

Seth Godin ficou famoso por ser o autor de um dos blogues sobre marketing mais famosos em todo o mundo e um autor de livros cuja originalidade é aplaudida pelos leitores. Godin escreveu muitos livros, incluindo alguns que nada tem a ver com marketing. Porém, ele é mais famoso por sua ideologia de marketing. Em entrevista cedida para o Blog do Consignado, Seth Godin responde à perguntas sobre marketing.

O SEU NOVO LIVRO CHAMA-SE "MEATBALL SUNDAE" (SUNDAE DE BOLA DE CARNE). O QUE É UM SUNDAE DE BOLA DE CARNE?

Um sundae de bola de carne é o resultado infeliz da união de duas boas idéias. As bolas de carne são o alicerce, as coisas que precisamos (e ás vezes nós queremos). Falo das commodities que muitos negócios são focados e embasados. A parte de cima deste sundae (calda e afins) é o Novo Marketing, refiro-me as redes sociais, seus blogs e comunidades virtuais, Google e todas essas coisas atraentes que as pessoas ficam empolgadas. O desafio que as organizações enfrentam: tentar unir os dois. Eles tentam introduzir o Novo Marketing dentro de um modelo velho e enferrujado e inevitavelmente terminam apenas com um site medíocre. O livro fala sobre 14 tendências que estão mudando nosso mundo e como as organizações podem se beneficiar, ou se machucarem com essas tendências.

O QUE MUDOU DESDE 1964 E O QUE SIGNIFICA SER UM PROFISSIONAL DE MARKETING HOJE?

Em 1964, marketing era a mesma coisa que propaganda. Quanto mais propagandas você fazia, mais você crescia. Hoje, claro, propaganda é muito menos efetiva, e marketing hoje se embasa em criar histórias sobre produtos e serviços que as pessoas escolhem falar, via os infinitos canais de comunicação disponíveis hoje em dia.

QUAL SERIA SEU CONSELHO PARA AQUELES COLEGAS QUE AINDA ACREDITAM CEGAMENTE EM FORMAS TRADICIONAIS DE PROPAGANDA?

Torne-se um veterinário.

OS CLIENTES SE IMPORTAM COM AS MARCAS E SUAS PROMESSAS?

Uma marca é um atalho para as histórias e memórias que nós temos de um produto ou serviço. E as promessas feitas por uma marca são muito mais implícitas do que explícitas. Estas nós já desacreditamos!

VOCÊ PODERIA DAR EXEMPLOS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE TIVERAM A CORAGEM DE MUDAR E SE ADAPTAR AOS NOVOS DESAFIOS?

Por favor, lembre-se. A internet não foi feita para atender o que você é hoje. TV, rádio e outras formas de mídia de massa apenas existem por uma única razão: vender propaganda. Vender suas coisas. A internet não é assim, ela existe por outras razões. Paypal é um bom exemplo de uma instituição financeira que acreditou na net ao invés de ir pelo velho caminho.

QUAIS SÃO AS GRANDES OPORTUNIDADES E RISCOS PARA AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE PRETENDEM ATUAR NO AMBIENTE ON-LINE?

O maior desafio é dividir o controle, confiar, adotar a mídia, ser sério sobre as mudanças que pretendem fazer, não se resumindo a maneira que falam.

COMO APLICAR O CONCEITO DE MARKETING DE PERMISSÃO APROPRIADAMENTE NA CONSTRUÇÃO DE "MAILING" NO MERCADO DE CRÉDITO CONSIGNADO?

Spam não funciona! Pelo menos em longo prazo. As empresas de verdade e corajosas, as grandes empresas, mandam uma nota antecipada, personificada e relevante, de maneira alguma spam. Essa alternativa em curto prazo lhe colocará em problemas toda hora.

QUAL A REAL CONSEQÜÊNCIA DA PRÁTICA DE ENVIO DE "SPAM"?

O que eles não percebem é que conseguindo uma resposta de 1% ao utilizar um mailing não autorizado, 99% está sendo treinado ou para lhe ignorar ou lhe odiar. Odiar você! Uau! Ódio da sua marca. Esta é a conseqüência.

O QUE VOCÊ FARIA SE FOSSE CONTRATADO PARA TRABALHAR EM UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE ENCARA O MARKETING COMO CAIXA DE FERRAMENTAS?

Pararia com Propaganda. Ficaria um mês investindo em novos produtos e serviços. Acharia uma tribo de entusiastas que amassem nossas novas idéias e projetos. Começaria com Outbound Marketing.

Entrevista feita por Gabriel Rossi para a 3° edição da Revista HR CONSIGNADO.

Fonte: www.blogdoconsignado.com.br e pt.wikipedia.org

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O COFRINHO É UMA BOA OPÇÃO

Com a proximidade do dia das crianças, segue artigo do consultor e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro O Menino do Dinheiro (Editora Gente), no qual ele ensina como um simples cofrinho de presente para as crianças pode representar na mudança de comportamento em relação ao dinheiro com a educação financeira.

COFRINHOS SÃO ÓTIMAS OPÇÕES PARA EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Difícil encontrar alguém que na infância não tinha um cofrinho para guardar as moedas que ganhava dos familiares, ou que economizava no recreio da escola. Um momento que marcava na infância era o dia de quebrar esse objeto e descobrir o quanto tinha guardado e depois usar esse dinheiro nos mais variados desejos. Essa ação inocente, contudo, era muito importante, sendo os primeiros contatos das crianças com o dinheiro e o ato de poupar.

Infelizmente, nas décadas de 80 e 90 essas peças sumiram dos quartos das crianças em função dos altos índices de inflação e da mudança constante de moedas. Mas depois desse período cada vez é mais interessante que os pais voltem a presentear seus filhos com os cofrinhos para que eles iniciem um contato cada vez maior com o dinheiro, aprendendo a poupar para realizar esses sonhos.

Esses cofres podem ter os mais variados formatos, os mais comuns são os porquinhos, de todos os tamanhos e cores, isso não importa. O que realmente é importante é que na hora que se dá esse presente para as crianças se tenha uma conversa mostrando a importância de poupar, relacionando o dinheiro guardado a um sonho a ser realizado.

Um ponto importante é quando o dinheiro guardado no cofrinho atinge o valor do sonho, neste momento os pais devem fazer com que a compra do bem desejado seja realizada. Mas muito cuidado, é comum que os pais fiquem orgulhosos ao ver que a criança atingiu seu objetivo e ao invés de levá-la com seu dinheiro para realizar a compra os pais acabam não utilizando o dinheiro dela, quebrando neste momento o encanto e o prazer de conquista da criança de continuar poupando para realização de seus sonhos.

Não existe uma hora certa para a quebra do cofrinho, é aconselhável que o mesmo esteja cheio, ou em uma data que foi pré-estabelecida quando começou a guardar o dinheiro nele, como faz O Menino do Dinheiro. A antecipação da quebra demonstra falta de controle, pois é um compromisso que a criança assumiu. Assim, a quebra do cofrinho antes da hora somente em caso de extrema necessidade.

Fonte: www.disop.com.br

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PRIMEIROS SALÁRIOS

A inexperiência no trato com o dinheiro, os impulsos consumistas e a facilidade em obter crédito fazem com que seja crescente o número de jovens brasileiros endividados. Combater essa situação, organizando as finanças é bastante complicado, para isso os jovens devem saber o que fazer com os primeiros salários e bolsas-auxílios.

"Ganhei o primeiro salário do meu primeiro emprego! Vou comprar um monte de coisa e fazer uma balada muito legal!" Esse é o pensamento da maioria dos jovens logo que recebem pela primeira vez seu salário. Contudo, apesar dessa idéia parecer muito boa, ela pode ser um grande erro, pois é fundamental que o jovem saiba o real valor do dinheiro que recebe para que atinja seus sonhos.

Você pode pensar: "Qual a relação do dinheiro com os meus sonhos?". Muito simples, os sonhos podem ser os mais variados – independência financeira, intercâmbio no exterior, pós-graduação, compra da casa própria ou o primeiro carro - entretanto, todos dependem de uma coisa em comum: a necessidade de poupar dinheiro para realizá-los. Assim, antes de começar qualquer controle financeiro, o jovem deve ter noção de sua situação atual e estabelecer os sonhos que deseja atingir.

A partir disso, deve iniciar um controle diário de todos os gastos. É importante que sejam inclusos até mesmo os gastos que consideram irrelevantes, como gorjetas, cinema, um suco ou um salgado antes da aula. São nessas pequenas ações que ocorre o desequilíbrio financeiro.

Outro alerta muito importante é a necessidade de evitar gastos desnecessários por influência de amigos ou mesmo dos meios de comunicações, o que faz que se gaste mais do que pode com festas, bares e viagens, ou até mesmo roupas e assessórios. A questão não é se privar desses prazeres e sim de controlá-los.

Uma dica para diminuir os gastos é não comprar por impulso. Sempre pense: "O que essa compra ou balada agregará para mim? Posso deixar esse desejo para depois?". Se não for relevante não faça. Se for, o jovem deve sempre realizar uma pesquisa de preços e negociar para abaixá-los o máximo possível.

Essas ações são apenas uma pequena mostra do que se deve saber para lidar adequadamente com sua bolsa-auxílio.

Fonte: www.disop.com.br

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EDUCAÇÃO PARA INVESTIDORES

Em 2002 a Bovespa lançou um programa de popularização do mercado de ações, feito para quem queria começar a investir, porém este não obteve os resultados esperados.

E então, há um ano, a Bovespa criou vários cursos gratuitos para quem tem de 11 a 70 anos, com o objetivo de ajudar as pessoas a primeiro organizar suas finanças para só depois pensar em investir. Elas aprendem que a administração do dinheiro tem muito a ver com sua vida e que isso pode trazer muitos ganhos futuros.

É por causa da falta de uma educação e administração das próprias finanças que muitas pessoas não conseguem prosperar financeiramente. Infelizmente nem todo mundo faz cursos, estuda ou procura entender sobre suas finanças. Mas elas querem investir, querem ganhar dinheiro, mas não conseguem porque têm dificuldade de lidar com o dinheiro, gastando mais do que podem, ficando naquele "vai-e-vem financeiro". E se conseguem investir, não ficam felizes o suficiente, pois os ganhos não correspondem às suas expectativas. Isso tudo porque a pessoa não foi educada financeiramente, não da maneira correta, ou se está tentando, ainda não conseguiu.

De acordo com a psicóloga Fernanda Patriarca, planejar seu dinheiro é planejar sua vida, e para ser alguém próspero, é preciso olhar para nossas raízes familiares, nossa cultura e principalmente para quem somos e como fazemos nossas escolhas. Para sair do saldo negativo não basta apenas entender de cálculos. A forma como as pessoas lidam com o dinheiro tem tudo a ver com a maneira como se relacionam com seu dia-a-dia. É necessário gastar com a razão e não com o sentimento, pois as dívidas são o reflexo de uma desorganização emocional. Agir com a razão antes de comprar é se perguntar: "Eu preciso mesmo disso?". É comprar tendo a certeza de que você precisa mesmo daquilo.

Precisamos também perceber quando seguimos para o caminho dos extremos: o perdulário e o avarento. A pessoa que gasta demais, não tendo controle, não poupa para o futuro. Mas quem guarda tudo, não se permite ser feliz, restringindo-se aos pequenos prazeres da vida. Educar-se financeiramente é seguir a trilha do meio e esse é um processo longo, onde é preciso determinação e persistência, o que nem sempre é fácil.

Tenha certeza que quem consegue chegar a esse caminho se permitirá a uma vida muito mais tranqüila, tendo em mãos ferramentas poderosas para transformar alguns de seus sonhos em realidade.

Fonte: sucesso.hitechlive.com.br

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GESTÃO DO DINHEIRO

Degustar um bom vinho e escolher uma roupa de grife já são hábitos incorporados à rotina de muitos brasileiros. Aliás, comprar, gastar, consumir parecem não ter qualquer mistério para a maioria. Mas, quando o assunto é controlar e administrar com inteligência as próprias finanças, a situação muda completamente. Muita gente erra. E não é difícil entender por que isso acontece.

Decisões relacionadas a dinheiro geralmente são complexas e envolvem o lado emocional das pessoas. Um grande passo mal dado ou uma sucessão de equívocos menores pode colocar tudo a perder. Seja nas bolsas de valores, no mercado imobiliário ou no supermercado, nós sempre cometemos erros financeiros que nos causam enormes perdas.

Os enganos podem começar pelas pequenas economias que deixam de ser feitas no dia-a-dia, passar pela falta de informação na hora de aplicar o dinheiro que sobra e chegar às grandes decisões, como a compra de um imóvel ou a abertura de um negócio próprio. Mesmo o investimento em imóveis, tido como um negócio incondicionalmente lucrativo, pode não trazer o retorno esperado.

Endividar-se além das possibilidades também está entre os maiores pecados financeiros que se podem cometer. Você certamente deve conhecer alguém que tem um bom carro, uma casa confortável, freqüenta os melhores restaurantes, mas vive atolado em dívidas. Pessoas assim não poupam um centavo sequer porque querem manter o status. Pagam altos juros no cartão de crédito e no cheque especial e nem se dão conta de quanto isso é prejudicial para o seu bolso. Outro engano comum é pensar mais no curto prazo do que em planejamentos mais longos.

Muita gente ainda pensa como nos tempos de inflação alta, em que o importante era a sobrevivência imediata, e acaba por tomar decisões erradas. Não há problema em cometer erros, isso acontece até com os especialistas, mas você realmente terá dificuldades se não aprender com eles ou se continuar a cometer os mesmos erros um dia depois do outro. Melhor ainda do que aprender com os próprios erros, é poder antecipar-se e conhecer os erros dos outros para não repeti-los.

Por isso, listamos os nove principais erros cometidos na gestão do patrimônio:

INVESTIR NAQUILO QUE NÃO CONHECE
É provável que você já tenha ouvido falar de alguém que perdeu grandes quantias num negócio próprio que não deu certo ou num investimento exótico oferecido por um vendedor mal-intencionado. Pode ser que você mesmo já tenha passado por uma situação semelhante e, no final, vociferado contra o gerente do banco ou qualquer outra pessoa que o tenha estimulado a tomar aquela decisão. Infelizmente, nessas ocasiões, encontrar culpados não costuma ser recomendável para a sua saúde física e mental nem alivia o tamanho da sua perda. O erro maior, segundo os especialistas, não está em ouvir a opinião de fulano ou beltrano, mas em deixar de conferir se o que se diz tem real fundamento antes de entrar numa barca furada. Se você não for capaz de compreender em que está investindo, não o faça. Antes de tomar uma decisão, é aconselhável informar-se, primeiro, sobre as características do negócio ou da aplicação nos quais você está interessado. Mergulhar em algo novo sem conhecer as suas especificidades pode ser um convite ao fracasso. Em tempo: não se esqueça de que o olho do dono engorda a boiada. Quem deixa a cargo de um conhecido ou de um profissional as decisões de sua empresa ou de todos seus investimentos pode abrir uma brecha para surpresas indesejáveis. Mesmo que você acredite que um expert possa trazer melhores resultados na gestão de seu patrimônio, você será sempre a melhor pessoa para administrar o seu dinheiro.

CONCENTRAR SEUS INVESTIMENTOS EM IMÓVEIS
A concentração de quase todo o patrimônio em imóveis é um dos principais erros cometidos pelos investidores brasileiros. Nem poderia ser diferente. Nossos avós costumavam dizer que um bem de raiz, como o imóvel, é o melhor investimento do mundo. E, realmente, durante a era da superinflação, ter um imóvel era uma forma eficiente e segura de proteger o dinheiro contra a desvalorização da moeda e as bruxarias heterodoxas geradas pelos economistas do governo. Uma família típica brasileira chega a ter 90% do patrimônio em imóveis, segundo consultores de finanças pessoais. O ideal, no entanto, de acordo com os especialistas, seria imobilizar de 35% a, no máximo, 60% do patrimônio, contando com a sua própria casa. A compra de imóveis nem sempre compensa. É claro que, do ponto de vista do investimento, tudo depende do tipo de imóvel do qual se está falando, da região, do bairro e até do trecho da rua em que ele se localiza. Num mercado tão diversificado, existem alguns inconvenientes comuns à concentração do patrimônio em imóveis. Talvez a principal desvantagem seja a falta de liquidez. Você coloca o imóvel à venda, mas entra mês, sai mês e o negócio simplesmente não acontece. Se estiver precisando do dinheiro com urgência, você, provavelmente, terá de baixar o preço. Conseguir o valor que você acredita ser justo leva tempo, às vezes, anos. E, no final, é possível que você se dê conta de que aquele imóvel ao qual se afeiçoou tanto pode não valer a quantia imaginada. Uma vez realizado o sonho da casa própria, comprar outro imóvel nem sempre está entre as melhores opções de investimento.

NÃO TER UMA RESERVA PARA EMERGÊNCIAS
Você gasta tudo o que ganha mensalmente e não tem uma reserva, por menor que seja, no banco? Se a resposta for positiva, cuidado! Você pode estar no fio da navalha. O que você faria se precisasse de um dinheiro extra para cobrir acidentes de percurso: uma doença, um falecimento na família, uma demissão ou um período de entressafra no seu negócio? Provavelmente, ficaria na mão ou teria de recorrer a parentes ou amigos. Ou pediria um empréstimo no banco a juros estratosféricos. Portanto, se você faz parte do time dos sem-reserva, talvez seja conveniente começar a formá-la. Em princípio, essa poupança deve ser feita para não ser usada. Mas, se for preciso, ela estará lá. Segundo os especialistas, essa reserva não deve ser misturada com a sua poupança de longo prazo. Deve ficar numa conta à parte. Como ela pode ser necessária quando você menos espera, é recomendável que esteja investida em aplicações de alta liquidez, ou seja, que permitam resgate a qualquer hora, como a velha caderneta de poupança ou um fundo de renda fixa. O objetivo aqui não é conseguir a melhor rentabilidade do mercado. Apenas preservar o valor do dinheiro. Para a pessoa física, manter uma reserva para emergências é uma obrigação, assim como uma empresa não pode viver sem capital de giro.

PERDER O CONTROLE DAS DÍVIDAS
Ficar no vermelho por causa de uma emergência ou de um descuido eventual não é demérito para ninguém. O crédito bancário existe exatamente para isso. Mas pagar juros no cartão de crédito ou no cheque especial com freqüência é, obviamente, um erro drástico. Seja simplesmente pelo fato de se gastar mais do que se ganha, seja por não querer sacar o dinheiro aplicado no banco. Não há investimento que compense os juros exorbitantes do cheque especial e do cartão de crédito, os maiores do mercado, hoje na faixa de 9% ao mês. A essas taxas, uma dívida dobra de valor em apenas oito meses. Muita gente incorpora o limite de crédito dado por bancos e administradoras de cartões como parte da renda familiar. Às vezes, ao juntar todas essas facilidades, a capacidade de compra pode até dobrar. O cliente fica com a sensação equivocada de poder consumir mais, sem se dar conta de que, na prática, ao usar boa parte de sua renda para o pagamento de juros, estará diminuindo o seu padrão de vida.

DAR IMPORTÂNCIA ÀS GRANDES DECISÕES E MENOSPREZAR AS PEQUENAS
Quase todo mundo costuma se preocupar com os grandes gastos, como a compra de um carro ou de um imóvel, mas acaba se esquecendo das pequenas despesas do dia-a-dia. Como as compras, em geral, são semanais ou mensais, cada ida ao supermercado oferece uma infinidade de possibilidades de economizar preciosos trocados. Quem conseguir economizar 10 reais uma vez por semana a cada ida ao supermercado terá acumulado no final de um ano 540 reais, o suficiente para passar, no mínimo, dois fins de semana com a família na praia. O mesmo princípio vale para as idas ao restaurante, à padaria, a consultas médicas e a outras atividades corriqueiras. O importante não é poupar muito, mas poupar sempre. É claro que ninguém vai quebrar porque paga uma tarifa de 20 reais por um pacote de serviços de um banco, enquanto poderia estar gastando apenas 5 reais em outra instituição. Mas, ao longo de um ano, esses 15 reais de diferença se transformarão em 180 reais. E se você somar os 180 reais que poderiam ser economizados em tarifas bancárias com os 540 reais do supermercado, já seriam 720 reais num ano. Isso para ficar em apenas dois exemplos banais. A compulsão pelas compras com cheque pré-datado, essa instituição nacional que se popularizou na era da superinflação, é mais uma armadilha que consome valiosos reais que poderiam estar reforçando sua poupança. Muita gente pensa que um desconto de 5% nas compras à vista é desprezível. Mas é preciso levar em conta que, num cenário de economia relativamente estável como o atual, representa muito. A maioria das aplicações financeiras hoje em dia não rende nem 1% ao mês. O mesmo vale para os pagamentos em três, quatro, cinco ou até dez vezes "sem juros" oferecidos por muitas lojas. O dinheiro, como qualquer outra mercadoria, tem um custo, e nenhum comerciante, absolutamente nenhum, vai cobri-lo para você de graça. Na verdade, o que costuma acontecer nesses casos é que o lojista, que deveria viver da venda de suas mercadorias, acaba atuando como se fosse um banqueiro. Com a diferença de que você acha que ele está sendo "bonzinho".

NÃO SEGUIR OS OBJETIVOS FINANCEIROS QUE VOCÊ MESMO DEFINIU
Você decide economizar para comprar um apartamento. No meio do caminho, não resiste a uma promoção tentadora e desvia aquele suado dinheiro para a compra de um carro. Resultado: tem de recomeçar do zero a poupança para o apartamento. E sejamos sinceros: se a cada novo impulso consumista você deixar de lado o apartamento, dificilmente vai conseguir comprá-lo. O mesmo raciocínio vale para a simples compra de um computador, a tão sonhada temporada no exterior ou aquela renda complementar para aproveitar tranqüilamente a aposentadoria. Por falta de disciplina, muita gente não estabelece prioridades em seus objetivos e acaba desviando seu foco de atenção daquilo que realmente importa. A maioria das pessoas não traça planos nem controla seus hábitos de consumo. Simplesmente sai gastando sem se planejar, endivida-se além da conta e depois reclama que não ganha o suficiente. A culpa, como sempre, sobra para o patrão. De acordo com os consultores, a palavra-chave para se ater às suas prioridades é disciplina. Sem ela, fica difícil conseguir realizar qualquer um de seus sonhos. E disciplina significa, quase sempre, poupar, fazer uma reserva para alcançar seus objetivos, separar uma parte da sua renda mensal, de 10% a 20%, para aplicar e esquecer que esse dinheiro existe. O hábito de poupar independe da sua renda. É muito mais uma questão de atitude, que pode ser incorporada ao cotidiano de qualquer um. Tem gente que ganha pouco e consegue guardar seu rico dinheirinho. Outras pessoas, que recebem verdadeiras fortunas, gastam absolutamente tudo. Isso quando não entram no cheque especial. Um dos grandes erros do brasileiro é investir apenas o que sobra no final do mês e não ter disciplina de guardar um pouco de seu dinheiro com regularidade.

USAR MAIS A EMOÇÃO DO QUE A RAZÃO NA HORA DE INVESTIR
Eis aqui outro erro clássico do brasileiro. É difícil, mas é fundamental deixar a emoção de lado na hora de aplicar seu dinheiro. Em geral, por medo ou desconhecimento, as pessoas agem precipitadamente e acabam perdendo dinheiro por isso. Para se sentir livre em relação ao dinheiro, é essencial perder o medo que se tem dele. O mercado acionário costuma ser um dos melhores testes para avaliar o lado emocional dos investidores. O sobe-e-desce faz parte da dinâmica das bolsas, sujeitas a turbulências provocadas pela variação de resultado das empresas e pelas expectativas de investidores em relação ao desempenho econômico do Brasil e de outros países. Quem investe em ações sabe que bolsa não é o lugar apropriado para cardíacos. Mesmo assim, é comum encontrar investidores que se desesperam nos piores momentos do mercado. Agem de forma emocional e tiram o dinheiro justamente quando a ação chega ao seu nível mais baixo, teoricamente o melhor momento para comprar. Se agissem racionalmente, provavelmente manteriam seus investimentos até que passasse o pânico e o cenário clareasse. As reações emocionais causadas pela perda são enormes e muitos investidores comuns não conseguem suportá-las. Pular de galho em galho na tentativa de sempre acertar o melhor alvo também é uma atitude emocional. A probabilidade de ser bem-sucedido é mínima; nem os experts costumam conseguir essa proeza. O investidor assíduo, que aplica sempre, com consciência e sob o império da razão, tem mais chance de se dar bem do que aquele que está sempre em busca do melhor momento para entrar e sair do mercado. Obviamente, ser racional não significa ser omisso. Quem fica parado é poste. Mas muita gente acaba por avaliar seus investimentos pelo que eles eram quando foram feitos, e não pelo que valem hoje ou pelo seu potencial futuro de valorização. E isso vale para tudo, não apenas para o mercado financeiro.

NÃO CORRER RISCOS
Desde pequeno, todo mundo aprendeu a evitar riscos. "Cuidado com o escorregador, não brinque perto do carro", diziam e dizem as mamães. A lição começou em casa, continuou na escola e entrou na vida das pessoas - a insegurança, o medo de trocar o certo pelo duvidoso, ainda é muito forte para a maioria, principalmente na carreira e nos assuntos relacionados a dinheiro. Não é raro encontrar quem se acomode numa posição na qual o salário não parece bom e o trabalho não satisfaz. Afinal, para que arriscar? É difícil evoluir profissionalmente sem correr riscos. Na carreira, assim como nos investimentos, as grandes oportunidades embutem risco, por isso as recompensas são maiores. Com as aplicações financeiras não é diferente. A maioria não suporta a idéia de investir suas economias e não tê-las de volta integralmente. Uma máxima do mercado financeiro, no entanto, diz justamente que, quanto maior for o risco de uma aplicação, maior a possibilidade de ganho. Essencialmente, toda decisão que nós tomamos é um risco, de uma forma ou de outra. É importante aprender a gerenciar o risco, em vez de evitá-lo. No dia-a-dia, já fazemos isso sem nos dar conta. Quando deixamos de ir a um caixa eletrônico à noite, num lugar escuro, por exemplo, estamos minimizando o risco de ser assaltados. Se não fizermos esportes radicais, também teremos menor probabilidade de morrer ou de nos acidentar. Que tal aplicar esse princípio para fazer a gestão de risco de seus investimentos? Ao diversificar as suas aplicações, por exemplo, você poderá diminuir o risco de ver o seu patrimônio minguar. A idéia do gerenciamento de riscos é não ser surpreendido.

NÃO LEVAR EM CONTA A INFLAÇÃO, POR MENOR QUE ELA SEJA
Quando se fala em investimento, um dos maiores erros que se podem cometer é desprezar a inflação, independentemente de ela ser alta ou baixa. A inflação pode anular parte ou todo o ganho que o investidor acredita estar obtendo com uma aplicação financeira. Principalmente quando o que está em pauta é uma poupança de longo prazo, seja para custear a sua aposentadoria, seja para pagar a faculdade das crianças dentro de alguns anos. É certo que, hoje em dia, com a estabilidade trazida pelo Plano Real, implementado em 1994, esse problema já não é tão grave quanto alguns anos atrás. Afinal, desde então, o salário deixou de ser corroído diariamente pela inflação e as pessoas puderam organizar seus gastos. Muita gente tem conseguido até se planejar para realizar objetivos futuros. Mas nem por isso a inflação deve ser desprezada por qualquer investidor digno do nome. A tendência é que a inflação continue sob controle. Ao menos é o que se espera. Mas a recente desvalorização cambial mostra que nem tudo pode ser previsto. Para se garantir, é importante, sempre, levar em conta o rendimento real, ou seja, descontado da inflação, de seus investimentos. Muitas vezes, ao descontar os impostos e a inflação, os ganhos que você julgava extraordinários são mínimos e, em alguns casos, até inexistentes. Isso significa que, em termos reais, o investidor está perdendo dinheiro ou diminuindo o seu patrimônio. A única maneira realmente efetiva para resguardar o valor das aplicações é obter um rendimento maior do que a taxa inflacionária do período em que você está aplicando seu capital.

Fonte: www.guiadeinvestimento.com.br

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