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FUNDOS CICLO DE VIDA

Se o seu estilo de vida muda ao longo dos anos, nada mais razoável que o seu plano de previdência acompanhe essas mudanças. Esse é o conceito dos chamados fundos "ciclo de vida", nos quais a política de investimentos prevê a alocação dos recursos entre renda fixa e renda variável de acordo com o horizonte de tempo planejado por você para utilização dos recursos.

Por exemplo: se você é jovem, a alocação dos recursos de seu plano em um primeiro momento pode ser mais arrojada, com maior participação de renda variável. Na medida em que se aproxima a data de realização do seu projeto de vida, essa alocação pode se tornar menos agressiva – privilegiando, por exemplo, os investimentos em renda fixa.

O objetivo é promover o equilíbrio entre o tempo do investimento e os riscos aos quais você estará associado nos diferentes períodos, permitindo assim a maximização do retorno financeiro e maior tranqüilidade no momento de utilização dos recursos.

Os fundos com conceito "ciclo de vida" são desenhados especialmente para as pessoas que não têm tempo ou experiência para acompanhar de perto o dia-a-dia do mercado financeiro. As decisões de investimento dos fundos, sempre de acordo com a data de saída escolhida, são tomadas por gestores de recursos altamente qualificados no longo prazo, que buscam as melhores oportunidades de ganhos no mercado financeiro. Em outras palavras, você determina quando irá precisar do dinheiro e, em função disso, o banco oferece o conjunto de investimentos mais adequado às suas necessidades.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

A previdência complementar, como o próprio nome sugere, é um produto financeiro que visa complementar a renda paga aos aposentados pelo Estado por meio da Previdência Social (INSS) ou propiciar que os valores acumulados e rentabilizados durante determinado período sejam utilizados para a realização de projetos de vida, como num investimento de longo prazo.

COMO FUNCIONA

É dividida em dois momentos distintos: o de acumulação e o de renda. No primeiro, a pessoa aporta os seus recursos de maneira periódica no plano escolhido e esses valores são investidos e rentabilizados durante o prazo contratado. No segundo momento, a pessoa deixa de fazer os aportes e passa a receber os recursos na forma de uma renda mensal ou do resgate integral dos depósitos mais o rendimento contabilizado no período. Os planos de previdência complementar possuem características específicas, e cada vez mais valorizadas para os investimentos de longo prazo.

ENTIDADES ABERTAS E FECHADAS

A previdência complementar pode ser administrada por empresas fechadas ou abertas. Fechadas são entidades de previdência ligadas a uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ou uma associação de classe que oferecem a previdência complementar exclusivamente aos seus funcionários e associados. Já as entidades abertas, como bancos e seguradoras, oferecem os planos de previdência complementar a todos os interessados, da mesma forma como disponibilizam outros produtos financeiros.

COMO ESCOLHER UM PLANO

Ao contrário do passado, existe hoje uma grande variedade de produtos de previdência no mercado, permitindo a você a escolha criteriosa de um plano que atenda exatamente a seus objetivos e necessidades. Os planos PGBL e VGBL são atualmente os mais procurados, por serem produtos ajustáveis a cada perfil e também pela possibilidade de ser utilizados como instrumento de planejamento tributário da família.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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O MARKETING POR SETH GODIN

Seth Godin ficou famoso por ser o autor de um dos blogues sobre marketing mais famosos em todo o mundo e um autor de livros cuja originalidade é aplaudida pelos leitores. Godin escreveu muitos livros, incluindo alguns que nada tem a ver com marketing. Porém, ele é mais famoso por sua ideologia de marketing. Em entrevista cedida para o Blog do Consignado, Seth Godin responde à perguntas sobre marketing.

O SEU NOVO LIVRO CHAMA-SE "MEATBALL SUNDAE" (SUNDAE DE BOLA DE CARNE). O QUE É UM SUNDAE DE BOLA DE CARNE?

Um sundae de bola de carne é o resultado infeliz da união de duas boas idéias. As bolas de carne são o alicerce, as coisas que precisamos (e ás vezes nós queremos). Falo das commodities que muitos negócios são focados e embasados. A parte de cima deste sundae (calda e afins) é o Novo Marketing, refiro-me as redes sociais, seus blogs e comunidades virtuais, Google e todas essas coisas atraentes que as pessoas ficam empolgadas. O desafio que as organizações enfrentam: tentar unir os dois. Eles tentam introduzir o Novo Marketing dentro de um modelo velho e enferrujado e inevitavelmente terminam apenas com um site medíocre. O livro fala sobre 14 tendências que estão mudando nosso mundo e como as organizações podem se beneficiar, ou se machucarem com essas tendências.

O QUE MUDOU DESDE 1964 E O QUE SIGNIFICA SER UM PROFISSIONAL DE MARKETING HOJE?

Em 1964, marketing era a mesma coisa que propaganda. Quanto mais propagandas você fazia, mais você crescia. Hoje, claro, propaganda é muito menos efetiva, e marketing hoje se embasa em criar histórias sobre produtos e serviços que as pessoas escolhem falar, via os infinitos canais de comunicação disponíveis hoje em dia.

QUAL SERIA SEU CONSELHO PARA AQUELES COLEGAS QUE AINDA ACREDITAM CEGAMENTE EM FORMAS TRADICIONAIS DE PROPAGANDA?

Torne-se um veterinário.

OS CLIENTES SE IMPORTAM COM AS MARCAS E SUAS PROMESSAS?

Uma marca é um atalho para as histórias e memórias que nós temos de um produto ou serviço. E as promessas feitas por uma marca são muito mais implícitas do que explícitas. Estas nós já desacreditamos!

VOCÊ PODERIA DAR EXEMPLOS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE TIVERAM A CORAGEM DE MUDAR E SE ADAPTAR AOS NOVOS DESAFIOS?

Por favor, lembre-se. A internet não foi feita para atender o que você é hoje. TV, rádio e outras formas de mídia de massa apenas existem por uma única razão: vender propaganda. Vender suas coisas. A internet não é assim, ela existe por outras razões. Paypal é um bom exemplo de uma instituição financeira que acreditou na net ao invés de ir pelo velho caminho.

QUAIS SÃO AS GRANDES OPORTUNIDADES E RISCOS PARA AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE PRETENDEM ATUAR NO AMBIENTE ON-LINE?

O maior desafio é dividir o controle, confiar, adotar a mídia, ser sério sobre as mudanças que pretendem fazer, não se resumindo a maneira que falam.

COMO APLICAR O CONCEITO DE MARKETING DE PERMISSÃO APROPRIADAMENTE NA CONSTRUÇÃO DE "MAILING" NO MERCADO DE CRÉDITO CONSIGNADO?

Spam não funciona! Pelo menos em longo prazo. As empresas de verdade e corajosas, as grandes empresas, mandam uma nota antecipada, personificada e relevante, de maneira alguma spam. Essa alternativa em curto prazo lhe colocará em problemas toda hora.

QUAL A REAL CONSEQÜÊNCIA DA PRÁTICA DE ENVIO DE "SPAM"?

O que eles não percebem é que conseguindo uma resposta de 1% ao utilizar um mailing não autorizado, 99% está sendo treinado ou para lhe ignorar ou lhe odiar. Odiar você! Uau! Ódio da sua marca. Esta é a conseqüência.

O QUE VOCÊ FARIA SE FOSSE CONTRATADO PARA TRABALHAR EM UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE ENCARA O MARKETING COMO CAIXA DE FERRAMENTAS?

Pararia com Propaganda. Ficaria um mês investindo em novos produtos e serviços. Acharia uma tribo de entusiastas que amassem nossas novas idéias e projetos. Começaria com Outbound Marketing.

Entrevista feita por Gabriel Rossi para a 3° edição da Revista HR CONSIGNADO.

Fonte: www.blogdoconsignado.com.br e pt.wikipedia.org

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ENRIQUECER FAZENDO DÍVIDA

O empresário Eduardo Rosemberg enriqueceu fazendo dívida. O primeiro empréstimo foi um lance de ousadia: R$ 70 mil para pagar em 18 meses. Com o dinheiro, virou sócio de uma loja de material esportivo. Tudo planejado e bem pago.

Hoje ele é dono de uma rede de lojas, abertas com a ajuda do crédito. "A idéia é tudo! Vale mais que o crédito. Ele te ajuda, claro, vai contribuir. Ele vira um aliado. Tem que estar muito bem amparado, porque senão o crédito vira uma grande bola furada", comenta Eduardo.

Antes de ser um empresário de sucesso, ele trabalhou no setor de empréstimos em um grande banco em São Paulo. Eduardo viu tanta gente errar nas contas naquela época que aprendeu: só com cálculos bem feitos poderia passar a trabalhar por conta própria. Hoje, ele tem sete lojas, 12 lojas em clubes, uma revista, uma loja-móvel, lojas virtuais e 180 funcionários. E tudo começou com o crédito.

"Alguém acreditou no projeto e me concedeu o primeiro crédito. O valor é difícil mensurar. Temos um grupo de quase 200 pessoas trabalhando e tudo começou com esse crédito", avalia Eduardo. Empréstimo que virou investimento. Investimento que se transformou em geração de renda e empregos.

Em uma das lojas de Eduardo, há quase um ano, o vendedor Roberto Pereira Silva Junior passou a ter a garantia de um salário certo no fim do mês. E salário certo na carteira de trabalho. Aos 24 anos, ele acha que faltou maturidade para dizer não.

"Você fica meio deslumbrado: cartão, cheque, crediário e limite de crédito. Era fácil pegar dinheiro emprestado, fazer crediário, ter cheque e cartão. Com carteira assinada há mais de seis meses e o comprovante do salário, isso tudo foi fácil. A gente faz o crediário, parcela, vê quantas vezes pode pagar. Dependendo dos juros, quanto menos vezes você fizer, melhor", comenta o vendedor.

Moto, aparelhos eletrônicos, material para reforma da casa. Tudo em pequenas parcelas a perder de vista, mas, na hora de somar tudo, não deu pra pagar. Roberto atrasou o pagamento do armário, do DVD, da moto. A dívida virou um problema em família.

A irmã, Juliana Aguilera Silva, ajudou, a moto teve que ser vendida e, hoje, as contas estão em dia. "A gente acabou aprendendo que fazer financiamento é complicado", conta ela. "Não quero mais ouvir a palavra 'devedor'. As cartas que chegam aqui são para agredecer pelo pagamento efetuado", comemora Roberto.



Fonte: globoreporter.globo.com

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MULHER E O ORÇAMENTO MENSAL

Quem planeja com cuidado tem fartura, mas apressado acaba passando necessidade. Quando comecei a dar os primeiros passos em busca de uma vida financeira equilibrada, confesso que não foi fácil, começar a me disciplinar não foi uma tarefa fácil, tudo o que eu via eu queria comprar e comprava, mesmo sabendo que depois iria me arrepender.

A disciplina em qualquer área é algo que, de início nos causa irritação e agonia, mas depois é doce como o mel. Foi assim comigo, passei quase um mês tentando apenas por no papel as minhas contas, parece fácil falar, mas na prática não é bem assim para quem tem dificuldades nesta área.

Eu colocava valores ilusórios e bem abaixo do valor real para que sobrasse dinheiro no meu orçamento. Só assim eu poderia comprar aquela bolsa que estava numa liquidação especial e que, no momento, eu considerava a oportunidade da minha vida. Se eu não comprasse naquele mês ela iria voltar ao seu valor normal, que era o triplo ou alguém mais esperta que eu a compraria, então, eu separava R$300,00 para as compras do mercado, mas na realidade chegava a gastar R$500,00. Por esta razão o meu orçamento era uma furada. Às vezes pensava "neste mês vou gastar só isso mesmo, não vou comprar besteiras, vou entrar na economia", mas a gente se conhece e sabe quando estamos nos enganando.

Às vezes leio muitos artigos em que as pessoas dizem "é só você fazer isso", principalmente artigos de auto ajuda "é só você parar de comer para emagrecer", "é só você acordar de madrugada e estudar para passar no concurso", "é só você guardar dinheiro todo mês para ter aquele carro". Bom, descobri que na vida não existe essa história de "é só". Tudo é muito difícil e trabalhoso quando temos dificuldade numa área, conheço pessoas que não vêem dificuldade de ir na academia todos os dias, em compensação não consegue ler um livro inteiro, outras não têm a menor dificuldade de se comunicar mas não conseguem elaborar um projeto e realiza-lo até o final.

Então, se uma das suas dificuldades é a área financeira vou ser sincera com você: não é fácil, foi por isto que fui orar a Deus, desde que conheci a Jesus descobri nele um amigo fiel que pode me ajudar nas coisas que não consigo. Se eu consegui, você também pode! só não pare no meio do caminho, se neste mês seu orçamento furar continue trabalhando no orçamento do próximo mês, não seja dura consigo mesmo, você está em fase de adaptação. Vença esse obstáculo e dê mais esse passo!


Autora: Shirley Varjão
Fonte:
www.artigonal.com e femininablog.blogspot.com

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ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

Você consegue resumir a estratégia da sua empresa em poucas palavras? Caso sua resposta seja sim, seus colegas de trabalho fariam isso da mesma forma? É sabido que poucos executivos conseguem, com sinceridade, responder de forma afirmativa perguntas simples como essa. E as empresas para as quais esse seleto grupo trabalha são, não por coincidência, bem-sucedidas nos segmentos que atuam.

Em oposição a isso, as empresas que não possuem uma definição clara e simples de suas estratégias estão fadadas a pertencer à categoria das companhias que falham na execução das estratégias ou, ainda pior, à categoria daquelas que nunca tiveram uma.

Em um número surpreendente de empresas, os executivos, funcionários da linha de frente e todos aqueles que atuam no meio desses dois extremos, são frustrados por conta da falta de uma estratégia clara para a empresa ou para as suas linhas de negócios. Os tipos de reclamações mais recorrentes nessas instituições incluem:

- Eu passo meses tentando iniciar um projeto novo e torná-lo bem-sucedido, mas, depois, ele é descartado, porque não se adere à estratégia da empresa. Por que ninguém me avisou no início?

- Não sei se devo ir atrás dessa oportunidade de mercado. Não sinto firmeza do alto-comando.

- Por que estamos tentando ganhar esse cliente novamente? Nós perdemos (a concorrência) no ano passado e tinha entendido que não desperdiçaríamos nosso tempo tentando novamente!

- Devo reduzir o preço para este cliente? Não sei se é melhor ganhar esse contrato por um preço menor ou desistir dele.

Os líderes das empresas não conseguem explicar por que aquilo que eles pensavam ser uma linda estratégia esculpida à mão nunca foi implementado. Eles partem do pressuposto de que as ações descritas na volumosa documentação do orçamento anual ou do planejamento estratégico garantirão o sucesso. Falham em não perceber a necessidade de possuir uma definição simples, clara e sucinta de uma estratégia que todos possam internalizar e utilizar como guia para tomar decisões.

Uma constatação triste: a maioria dos executivos não sabe, de fato, quais são os elementos que compõem uma definição de estratégia, o que os torna incapazes de desenvolver uma.

Com uma clara definição, no entanto, duas coisas ocorrem: primeiramente, a formulação dela torna-se infinitamente mais fácil, porque os executivos sabem o que eles estão tentando criar. Em segundo lugar, a implementação torna-se bem mais simples, porque a essência da estratégia pode ser prontamente comunicada e facilmente internalizada por todos na organização.

Fonte: www.hsm.com.br

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ADMINISTRAÇÃO DO DINHEIRO

Histórias de casais que não conseguem conversar sobre dinheiro e muito menos administrar a renda familiar em parceria tornaram-se comuns desde que a mulher começou a despontar no mercado de trabalho. As mulheres têm agora mais reconhecimento financeiro, mais poder, e isso pode ser um pontapé no ego de muitos homens.

Para entender como esse trinômio casamento-carreira-dinheiro está sendo administrado pelos profissionais brasileiros, foram entrevistados 150 profissionais na capital paulista, das classes A e B, que são casados ou moram juntos. Dentre as mulheres, 37% dizem ganhar mais do que os maridos, mas só 13% deles admitem (ou sabem) isso! Quatro em cada dez casais dividem igualmente as despesas da casa.

A pesquisa confirma o conflito: 38% das pessoas já assumem que brigam em casa por causa de dinheiro. Falta de dinheiro e despesas excessivas do cônjuge são as razões mais apontadas. Os homens dizem que discutem porque a esposa gasta demais. E as mulheres tendem a discordar da decisão deles sobre onde aplicar o dinheiro. O fato é que essa transferência de responsabilidades não leva a nada. Acontece que muita gente ainda continua escorregando nos erros clássicos: falta de comunicação e de objetivos em comum, descontrole do orçamento, excesso de dívidas e nenhum plano para emergências.

É preciso ter disciplina e disposição para manter as contas do casal sob controle e, claro, seguir algumas recomendações básicas como estas:

PERGUNTE QUANTO ELE GANHA: Um terço das mulheres declara que seu companheiro não sabe quanto é sua renda. No caso dos homens, 21% mantêm em segredo o valor do salário. Os escritórios de advocacia já detectaram um outro fenômeno: altos executivos escondem o valor do bônus e a existência de contas no exterior. Tudo isso para evitar que o dinheiro entre na partilha em caso de divórcio. Em resumo: falta a confiança para que exista o diálogo. Segundo os sociólogos americanos Philip Blumstein e Pepper Schwartz, os casais, em geral, se sentem mais confortáveis em conversar sobre detalhes da vida sexual pregressa do que dividir sua intimidade financeira. Nessas horas, as pessoas tendem a ser emocionais e reativas, menos estratégicas e desconsideram a personalidade financeira do outro. Um conjunto de fatores determinará o estilo de cada um ao lidar com dinheiro. As pessoas são, em certa medida, resultado do seu passado, da educação que receberam dos pais, dos valores que aprenderam em casa e da vida que tiveram. O dinheiro pode representar liberdade, segurança, poder e amor. O fator determinante da sua personalidade financeira é aquele que o faz acordar toda manhã e batalhar por seu salário. Essa informação deve ser usada na hora de sentar e conversar abertamente sobre a situação financeira, os sonhos e as frustrações do casal.

NÃO SONHE SOZINHO: A primeira conseqüência da falta de comunicação é a inexistência de um objetivo comum, de uma prioridade do casal. É quando ela sonha com a casa própria e ele quer o carro zero. Se cada um sonhar sozinho, o casamento e as finanças ficam no prejuízo. Há especialistas que defendem que um plano financeiro, com direito a metas numéricas, pode ser um excelente remédio para casais em crise. A importância de compartilhar um objetivo não vale apenas para quem tem uma certa folga financeira. Vale também para quem está no vermelho.

DIVIDA AS TAREFAS: Determinada a meta do casal, é hora de pôr a mão na massa, organizar o dinheiro que entra, estabelecer a divisão das despesas e optar ou não pela conta conjunta. Não há uma fórmula perfeita para dividir a gestão das finanças. Cabe ao casal buscar um caminho que seja satisfatório para os dois. A regra no país ainda é a de que o homem paga as contas mais pesadas e a mulher, as menores. Somente 22% dos casais mantêm conta bancária conjunta. Na maioria dos casos (51%), o homem arca com as contas de aluguel, escola dos filhos, enquanto a mulher fica com contas de gás, luz, água e telefone. Os especialistas recomendam que cada parceiro reserve um pedaço de sua renda para os gastos individuais. É aquele dinheirinho para bancar a manicure, os presentinhos, o equipamento de mergulho, entre outros. Além de preservar a privacidade de ambos, essa estratégia evita brigas. E mais, se um dos dois não estiver trabalhando, é preciso estipular uma mesada, de comum acordo, que sairá do salário de quem está na ativa. Isso é recomendado se quem estiver sem trabalho assumiu responsabilidades de cuidar da casa e dos filhos.

NÃO AFUNDE SEU CASAMENTO EM DÍVIDAS: 37% dos casais estão endividados. E a explicação não é novidade, na grande maioria dos casos, as dívidas são resultado da falta de controle do orçamento. Os especialistas dizem que há pelo menos duas verdades no mundo da psicologia das finanças. A primeira é que não existe a hora mais adequada para economizar. As pessoas sempre vão encontrar algo mais atraente para fazer com o dinheiro do que simplesmente deixá-lo numa conta no banco. Por isso, é preciso esforço, disciplina e objetividade nessa hora. A segunda mostra que as despesas tendem a crescer conforme aumenta o contra-cheque. Quanto maior é o salário, mais despesas as pessoas assumem. O psicólogo e matemático Daniel Kahneman levou o Prêmio Nobel de Economia em 2002 ao provar que não somos racionais na hora de tomar decisões sobre como gastar nosso dinheiro. Tendemos a ser emocionais. Portanto, todo cuidado é pouco. Administre seu orçamento sempre levando em conta as metas e os sonhos já traçados. Fuja de dívidas!

MULTIPLIQUE SEU DINHEIRO: Administrar o orçamento é também cuidar dos investimentos, fazer o dinheiro crescer. O investimento determina como será administrado o orçamento do ano: os cortes nas despesas e a inclusão de outros gastos. Se esse não é o seu caso, busque ajuda. Pode ser um especialista, um gerente de banco de sua confiança ou mesmo um livro. Monte um plano considerando o perfil de investimento do casal. Diversifique os produtos. Se você não tem intimidade com o mercado financeiro, fuja dos mais arriscados, como ações e derivativos. Mantenha-se informado sobre a economia e o rumo do país.

Depois de tanto empenho, é preciso comemorar as vitórias. Abra uma garrafa de champanhe, vá jantar fora, saia para uma noite especial. As recompensas não são apenas uma boa idéia, elas são indispensáveis. Além da diversão, elas ajudam a reforçar a mudança de comportamento. Afinal, a organização das finanças não é um fim em si mesma. Ela só tem sentido se permitir que o casal ultrapasse os pequenos problemas do cotidiano para conquistar uma vida a dois feliz, realizada e mais rica.

Fonte: vocesa.abril.uol.com.br

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