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ANÁLISE GRÁFICA ESTRATÉGICA

Além da análise fundamentalista, alguns investidores do mercado de ações também utilizam a análise gráfica (ou escola técnica) para embasar suas decisões de compra e venda dos papéis negociados na Bolsa de Valores. Essa escola observa o movimento dos preços das ações com base em três premissas:

1. tudo se reflete nos preços do mercado;
2. os preços movem-se conforme tendências que se mantêm ao longo do tempo, até que algum fato novo venha a alterá-las;
3. os movimentos do mercado obedecem a padrões repetitivos e identificáveis.


Esse tipo de análise tem como base o sobe-e-desce dos preços de uma ação durante determinado período de tempo, expresso em gráficos que também demonstram movimentos de mercado – antecipando, assim, ciclos de alta e de baixa na Bolsa de Valores.

Para os analistas técnicos, também chamados de "grafistas", não interessa a qual empresa se refere o gráfico; eles analisam apenas os movimentos e as tendências de preço de cada papel. Por meio dessa observação, conseguem projetar o possível comportamento dos papéis no futuro e definir, dessa forma, oportunidades de compra e venda.

Devido à sua maior complexidade, a compra e venda de ações por meio da análise técnica é recomendada para os investidores que tenham bom conhecimento do assunto e, geralmente, um horizonte de curtíssimo prazo para as suas aplicações.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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O LEGADO DE OLAVO SETUBAL

Empreendedor, empresário e homem público de sucesso, Olavo Setubal deixa como legado a Holding Itaúsa, que congrega operações industriais (Duratex, Itautec e Elekeiroz) e o Banco Itaú Holding Financeira (Itaú e Itaú BBA), além de sua imensa contribuição para a cultura nacional.

No campo empresarial, em 1947, fundou, com Renato Refinetti, a companhia Artefactos de Metal Deca Ltda. Na década de 50, a convite de seu tio, Alfredo Egydio, Olavo Setubal ingressou no Banco Federal de Crédito e, com Eudoro Villela, reestruturou a instituição e a transformou em base para a formação do Banco Itaú Holding Financeira, que se tornou um dos principais conglomerados financeiros da América Latina.

Na vida pública, ocupou cargos de destaque. Foi membro do Conselho Monetário Nacional em 1974, esteve à frente da prefeitura da cidade de São Paulo entre 1975 e 1979 e ocupou o cargo de chanceler no Ministério das Relações Exteriores de 1985 a 1986.

Desde 2001 ocupava a presidência do Conselho da Holding Itaúsa e, de 2003, do Banco Itaú Holding Financeira, onde foi atuante até os últimos dias de sua vida. Também exercia a presidência de honra do Instituto Itaú Cultural.

Perde-se o grande líder, mas ficam sua inspiração, seus ensinamentos, valores e lições que, sem dúvida, direcionam todos nós a continuar sua obra.

Fonte: www.itau.com.br

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O ESPECULADOR DE 15 ANOS

Jonathan Lebed é um garoto americano de 15 anos de idade que gosta de esportes, de música e de sair com amigos. É bom aluno, tem gosto pela matemática e, em 1998, ganhou um torneio nacional de investimento em ações promovido para a garotada da 8ª série.

Ele tem dois negócios na internet: um site que instrui pessoas interessadas em criar uma página na rede e outro especializado na divulgação de sites alheios. As duas investidas empresariais, segundo Lebed, são lucrativas. Na semana passada, divulgou-se que esse garoto, com jeito de nerd, de Nova Jersey, deu um golpe no mercado acionário americano, foi pego e se deu mal. Ele usou a internet para manipular o valor das ações de pequenas companhias e ganhou quase 300.000 dólares. Descoberto pela SEC, a organização que fiscaliza o bom comportamento dos operadores e das empresas na bolsa, o garoto terá de devolver o que ganhou e ainda pagar uma multa de cerca de 12.000 dólares. "Todo mundo faz o que eu fiz", disse Jonathan Lebed, o Grande, como ele mesmo se cognomina.

O que Lebed fez, entre agosto de 1999 e fevereiro deste ano, foi inscrever-se em sites de investimento via internet, aplicar dinheiro de uma conta dos pais em ações de pequenas empresas e depois emitir uma série de mensagens, com nomes falsos, espalhando a notícia de que aquelas ações seriam as próximas a disparar e a dar um lucro de 1.000%. Muita gente ia atrás da conversa e comprava os papéis. Com a procura, o valor das ações subia. Neste momento, Lebed vendia com lucro o que tinha comprado. Fez isso onze vezes. Quando tinha de ir à escola no momento em que, pelo que calculava, as ações estariam em seu ponto máximo, já deixava a venda programada. "As pessoas caíam na conversa do menino porque suas mensagens pareciam coisa de adulto", diz David Horowitz, o administrador da SEC que descobriu o caso.

Essa é a primeira vez que um menor de idade é pego fraudando negócios nas bolsas de valores americanas. Mas as autoridades andam intrigadas com o fato de que os golpistas, nesta área, parecem estar ficando cada vez mais jovens. Em março, um grupo de estudantes de direito da Universidade Georgetown foi pego aplicando o mesmo golpe de Lebed. No mês passado, um rapaz de 23 anos, da Califórnia, foi preso por divulgar, via internet, informações que fizeram despencar, em minutos, a cotação de ações de uma empresa de fibra óptica. A recomendação da SEC, considerando que a negociação de ações pela web anda esquentando, é a seguinte: "Todos devem fazer suas próprias pesquisas antes de tomar uma decisão de investimento. Ir atrás de palpites na rede é uma tolice".

Fonte: veja.abril.com.br

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ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

Você consegue resumir a estratégia da sua empresa em poucas palavras? Caso sua resposta seja sim, seus colegas de trabalho fariam isso da mesma forma? É sabido que poucos executivos conseguem, com sinceridade, responder de forma afirmativa perguntas simples como essa. E as empresas para as quais esse seleto grupo trabalha são, não por coincidência, bem-sucedidas nos segmentos que atuam.

Em oposição a isso, as empresas que não possuem uma definição clara e simples de suas estratégias estão fadadas a pertencer à categoria das companhias que falham na execução das estratégias ou, ainda pior, à categoria daquelas que nunca tiveram uma.

Em um número surpreendente de empresas, os executivos, funcionários da linha de frente e todos aqueles que atuam no meio desses dois extremos, são frustrados por conta da falta de uma estratégia clara para a empresa ou para as suas linhas de negócios. Os tipos de reclamações mais recorrentes nessas instituições incluem:

- Eu passo meses tentando iniciar um projeto novo e torná-lo bem-sucedido, mas, depois, ele é descartado, porque não se adere à estratégia da empresa. Por que ninguém me avisou no início?

- Não sei se devo ir atrás dessa oportunidade de mercado. Não sinto firmeza do alto-comando.

- Por que estamos tentando ganhar esse cliente novamente? Nós perdemos (a concorrência) no ano passado e tinha entendido que não desperdiçaríamos nosso tempo tentando novamente!

- Devo reduzir o preço para este cliente? Não sei se é melhor ganhar esse contrato por um preço menor ou desistir dele.

Os líderes das empresas não conseguem explicar por que aquilo que eles pensavam ser uma linda estratégia esculpida à mão nunca foi implementado. Eles partem do pressuposto de que as ações descritas na volumosa documentação do orçamento anual ou do planejamento estratégico garantirão o sucesso. Falham em não perceber a necessidade de possuir uma definição simples, clara e sucinta de uma estratégia que todos possam internalizar e utilizar como guia para tomar decisões.

Uma constatação triste: a maioria dos executivos não sabe, de fato, quais são os elementos que compõem uma definição de estratégia, o que os torna incapazes de desenvolver uma.

Com uma clara definição, no entanto, duas coisas ocorrem: primeiramente, a formulação dela torna-se infinitamente mais fácil, porque os executivos sabem o que eles estão tentando criar. Em segundo lugar, a implementação torna-se bem mais simples, porque a essência da estratégia pode ser prontamente comunicada e facilmente internalizada por todos na organização.

Fonte: www.hsm.com.br

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