Cupom de Desconto

Mostrando postagens com marcador fisco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fisco. Mostrar todas as postagens

O ESPECULADOR DE 15 ANOS

Jonathan Lebed é um garoto americano de 15 anos de idade que gosta de esportes, de música e de sair com amigos. É bom aluno, tem gosto pela matemática e, em 1998, ganhou um torneio nacional de investimento em ações promovido para a garotada da 8ª série.

Ele tem dois negócios na internet: um site que instrui pessoas interessadas em criar uma página na rede e outro especializado na divulgação de sites alheios. As duas investidas empresariais, segundo Lebed, são lucrativas. Na semana passada, divulgou-se que esse garoto, com jeito de nerd, de Nova Jersey, deu um golpe no mercado acionário americano, foi pego e se deu mal. Ele usou a internet para manipular o valor das ações de pequenas companhias e ganhou quase 300.000 dólares. Descoberto pela SEC, a organização que fiscaliza o bom comportamento dos operadores e das empresas na bolsa, o garoto terá de devolver o que ganhou e ainda pagar uma multa de cerca de 12.000 dólares. "Todo mundo faz o que eu fiz", disse Jonathan Lebed, o Grande, como ele mesmo se cognomina.

O que Lebed fez, entre agosto de 1999 e fevereiro deste ano, foi inscrever-se em sites de investimento via internet, aplicar dinheiro de uma conta dos pais em ações de pequenas empresas e depois emitir uma série de mensagens, com nomes falsos, espalhando a notícia de que aquelas ações seriam as próximas a disparar e a dar um lucro de 1.000%. Muita gente ia atrás da conversa e comprava os papéis. Com a procura, o valor das ações subia. Neste momento, Lebed vendia com lucro o que tinha comprado. Fez isso onze vezes. Quando tinha de ir à escola no momento em que, pelo que calculava, as ações estariam em seu ponto máximo, já deixava a venda programada. "As pessoas caíam na conversa do menino porque suas mensagens pareciam coisa de adulto", diz David Horowitz, o administrador da SEC que descobriu o caso.

Essa é a primeira vez que um menor de idade é pego fraudando negócios nas bolsas de valores americanas. Mas as autoridades andam intrigadas com o fato de que os golpistas, nesta área, parecem estar ficando cada vez mais jovens. Em março, um grupo de estudantes de direito da Universidade Georgetown foi pego aplicando o mesmo golpe de Lebed. No mês passado, um rapaz de 23 anos, da Califórnia, foi preso por divulgar, via internet, informações que fizeram despencar, em minutos, a cotação de ações de uma empresa de fibra óptica. A recomendação da SEC, considerando que a negociação de ações pela web anda esquentando, é a seguinte: "Todos devem fazer suas próprias pesquisas antes de tomar uma decisão de investimento. Ir atrás de palpites na rede é uma tolice".

Fonte: veja.abril.com.br

leia mais...

MÁQUINA DE DINHEIRO

O crime organizado no Japão é tão competente que às vezes penso que a temida máfia japonesa, a Yakuza, andou tomando umas aulinhas com o Fisco brasileiro. Calma lá, não estou querendo insinuar que o Leão da Receita esconde sujeira embaixo do tapete. É que o maior grupo da máfia nipônica, o Yamaguchi-Gumi, tem dado verdadeiras aulas de sistema tributário. Não é que por trás de todo o mito acerca das suas atividades ilícitas eles estão conseguindo engordar a conta bancária do "Sindicato do Crime" com a cobrança de impostos às gangues afiliadas aqui do Japão?

Pois é, caro leitor, os tatuados da Yakuza conseguiram criar um novo tipo de contribuinte no país, que não declara imposto de renda, mas presta contas religiosamente. A prova disso foi o relatório recebido essa semana por um dos maiores jornais da Ásia, o Yomiuri Shimbun, que detalhava a movimentação e os lucros da máfia com a naturalidade de quem destrincha as contas de uma empresa multinacional: faturamento, formas de pagamento, número de funcionários. Estava tudo lá, só faltou um relatório com as ações sociais do grupo no último exercício!

Para se ter uma idéia, ao longo de 2006 a Yamaguchi conseguiu recolher cerca de um bilhão de yens (8 milhões de dólares) dos gangsters vinculados a ela - um aumento de quase 200% em relação ao ano anterior, quando foram arrecadados 300 milhões de yens (2,4 milhões de dólares). Mas os mafiosos também obedecem a hierarquia na hora de cobrar as suas taxas, e acabaram criando uma espécie de "Simples" do crime: gangues menores pagam a taxa mínima de 800 mil yens (módicos 6,4 mil dólares) por mês, enquanto as maiores desembolsam até 1,2 milhão de yens (9,7 mil dólares) mensais para os líderes da organização.

O mais engraçado é que o documento ainda trazia uma espécie de justificativa, dizendo que o dinheiro - coletado na forma de mensalidades - é usado para pagar as operações realizadas por esse braço administrativo da Yakuza, que tem como sede uma mansão na cidade portuária de Kobe, região Sul do país.

Mas se você de repente começou a avaliar os números aqui descritos e pensou – nossa, o tráfico carioca deve lucrar bem mais – saiba que nem só da Yamaguchi-Gumi sobrevive o Sindicato do Crime. A polícia nipônica estima que juntamente com os outros dois grandes grupos da máfia do Japão, o Sumiyoshi-Kai e o Inagawa-Kai, o Yamaguchi-Gumi agregue entre 21 mil e 40 mil membros em todo o país. Fontes da polícia calculam, porém, que com os criminosos "free lancers" o número de afiliados chegue a cerca de 85 mil. Onde vamos parar, com criminosos free lancers? Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco esse pessoal vai ter carteira assinada. Imagine se a moda pega!

Fonte: oglobo.globo.com

leia mais...
Grab this Widget ~ Blogger Accessories