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O LUCRO DAS EMPRESAS

Uma boa forma de participar diretamente dos lucros das empresas é investir nas chamadas carteiras de dividendos, compostas basicamente por papéis de empresas que possuem boas políticas de distribuição de seus lucros aos acionistas. Uma boa estratégia para aumentar seus recursos no futuro é reinvestir os dividendos ganhos em novas ações da empresa.

Essa distribuição se dá por meio do pagamento de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, proporcionais aos resultados da empresa em determinado período. Dessa maneira, o investidor conta com duas oportunidades de retorno: a da valorização das ações em bolsa e a da distribuição dos lucros das empresas.

As carteiras de dividendos tem como estratégia alocar os recursos em empresas boas pagadoras de dividendos, que tenham boa liquidez em bolsa e possuam bom potencial de valorização no futuro. É uma carteira bem diversificada por setores econômicos e é indicada para investidores com horizonte de aplicação para médio e longo prazos.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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INVESTIMENTOS NA MEDIDA

Escolher a medida certa para os investimentos em um mercado financeiro com tantas alternativas de produtos e ativos não é tarefa fácil. São diferentes riscos envolvidos e, conseqüentemente, diferentes potenciais de retorno. Tudo isso em um cenário econômico que demanda cada vez mais a diversificação das aplicações, não importando em que perfil de investidor você se encaixe.

Uma das premissas mais importantes nesse contexto é a regra de não se colocarem "todos os ovos na mesma cesta". Trata-se de uma solução adequada para minimizar os riscos e potencializar os retornos, mas que leva a outra dúvida: "quantos ovos" devemos colocar em cada uma dessas "cestas"?

Baseado em dados históricos de desempenho e correlação entre as diversas classes de ativos financeiros, o modelo de alocação propõe, de acordo com o perfil do investidor, a distribuição de recursos mais conveniente a partir da combinação ideal entre fatores de risco e retornos pretendidos, tornando a carteira de investimentos mais eficiente.

Quando você possui apenas um tipo de investimento, você está 100% exposto ao risco desse investimento. Por exemplo, se tiver todo o seu capital aplicado em imóveis, você fica totalmente sujeito às flutuações e riscos do mercado imobiliário. Entretanto, se os seus recursos estiverem alocados em uma carteira diversificada, ou seja, com investimentos em renda fixa pré e pós-fixada, fundos multimercado, ações, ouro, imóveis etc., a exposição aos riscos é reduzida, pois qualquer alteração no cenário econômico afeta de forma diferente cada tipo de ativo que compõe a carteira.

A melhor forma de diminuir riscos, portanto, é formar uma carteira. Com a carteira formada, o seu acompanhamento passa a ser sobre o resultado total dessa carteira e não sobre um investimento em particular. Isso é o que chamamos de buscar uma melhor rentabilidade com uma gestão de risco mais eficiente.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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DIVERSIFICAR É PRECISO

Ao fazer um investimento você está necessariamente assumindo um risco. Ao contrário de poupar, em que o objetivo é apenas preservar o valor do seu dinheiro, sem correr riscos, no investimento você tem a possibilidade de obter maior rentabilidade sobre os recursos aplicados. E por isso aceita assumir algum risco.

Há, no entanto, maneiras de minimizar o risco inerente ao investimento. A mais importante delas é a chamada diversificação, na qual procura-se fazer uma distribuição adequada dos recursos entre diferentes alternativas de investimento. O objetivo é assegurar que eventuais perdas em uma das opções sejam compensadas por ganhos em outras.

Trata-se da sábia recomendação de não se colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Adaptado ao mercado financeiro, o conceito significa que, mesmo que uma cesta de aplicação - renda fixa ou Bolsa - pareça segura e confiável, podem ocorrer imprevistos no cenário econômico que a fragilizam.

Daí a importância de construir uma carteira diversificada de investimentos, reduzindo os riscos da concentração em determinados ativos financeiros. Não é por acaso que as práticas modernas de gestão de recursos privilegiam cada vez mais o desempenho de uma carteira de investimentos, e não mais uma alternativa de investimento isolada.

Obviamente, essa alocação dos "ovos" em diferentes cestas precisa ser orientada por uma equipe de especialistas em assessoria financeira. Esses profissionais consideram não somente os riscos envolvidos em cada alternativa de investimento no cenário econômico, mas sobretudo o seu perfil de investidor. Essa avaliação indica o tipo de risco que você está disposto a assumir.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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COMPENSAÇÃO DE CHEQUES

A compensação de cheques consiste no acerto de contas entre os bancos, referente aos cheques depositados em estabelecimentos diferentes dos sacados. Esse serviço é prestado pelo Banco do Brasil S.A, no papel de Executante da Centralizadora de Compensação de Cheques. A Centralizadora de Compensação de Cheques (Compe) é regulamentada pelo Banco Central do Brasil e dela participam todos os bancos com carteira comercial e caixas econômicas existentes no Brasil.

A Compe e o respectivo processamento de dados são considerados como serviços ou atividades essenciais, tendo o Banco do Brasil S.A. como Executante da Compensação, fornecendo o espaço físico e o apoio logístico necessários ao seu funcionamento, seja para a troca física de documentos, nas situações em que isso ocorre, seja para a compensação eletrônica de todas as obrigações.

As atividades do Executante consistem, basicamente, em divulgar ao sistema financeiro as normas e regulamentos expedidos pelo Banco Central e gerir as Câmaras de Compensação, realizando, entre outros, os serviços de:

- recepção e processamento dos arquivos magnéticos remetidos pelos bancos;
- fechamento do movimento compensatório e emissão dos relatórios de fechamento automático da compensação;
- processamento e geração de arquivo magnético da compensação eletrônica;
- prestação de informação do resultado dos bancos ao Banco Central, para liquidação financeira da Compe.

A troca física de documentos entre os bancos participantes da Compe é realiza nas Câmaras de Compensação. As atividades de troca de documentos são realizadas em duas sessões (diurna e noturna) compreendidas em:

- sessão específica de troca (diurna), realizada diariamente até as 15h00 do dia útil subseqüente ao acolhimento dos documentos, para a troca de cheques de valor inferior ao maior valor referência, atualmente fixado em R$ 299,99;
- sessão de devolução e fechamento (diurna), com início assim que concluída a sessão de troca específica;
- sessão contínua de troca (noturna), na qual acontece a troca dos demais documentos, após a chegada dos malotes das praças centralizadas, observado o horário limite para encerramento;
- sessão de devolução e fechamento (noturna), realizada na seqüência da sessão de troca;
- sessão especial de acertos, exclusiva para regularização de lançamentos indevidos de valores expressivos.

Para o transporte de documentos, a Compe conta com o Serviço de Transporte Compartilhado de Malotes (TCM), que presta atendimento às dependências bancárias e seus correspondentes (participantes de um SIRC - Sistema Integrado Regional de Compensação). O TCM tem por objetivo a otimização dos prazos e recursos envolvidos no transporte de malotes, mediante o compartilhamento de sua estrutura e respectivos custos. Este serviço destina-se ao intercâmbio de papéis compensáveis e não compensáveis, materiais de expediente e objetos de pequeno porte, respeitada a capacidade máxima de carga dos veículos contratados, priorizando-se o transporte de documentos compensáveis, observados, rigorosamente, os horários da compensação.

Fonte: www.bb.com.br

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COMO É FEITO O DINHEIRO

As moedas e as cédulas de real são feitas na Casa da Moeda, que fica no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Mas nem todas as etapas da produção da grana rolam por lá. As grandes folhas de papel que vão virar notas, por exemplo, já chegam à Casa da Moeda pré-preparadas, fornecidas por empresas terceirizadas - que também entregam a matéria-prima que dá origem às moedas. Ligada ao Ministério da Fazenda, a Casa da Moeda tem três prédios: um para a fábrica de cédulas, outro para a de moedas mesmo e o terceiro para a gráfica geral, que imprime documentos como passaportes e carteiras de motorista. Essa dinheirolândia tem 500 mil m2 e emprega quase 2 mil funcionários.

É claro que, por conta da grana alta que sai de lá, o lugar tem um superesquema de segurança. Os empregados, por exemplo, usam crachás personalizados que só dão acesso ao prédio em que trabalham. Há também câmeras por todos os lados e, para evitar riscos, a matéria-prima que vai virar dinheiro fica armazenada no almoxarifado em quantidades pequenas, suficientes para apenas dois dias de produção. No final de cada dia de trabalho, toda grana é conferida e lacrada, e depois que sai do parque industrial vira responsabilidade do Banco Central. A Casa da Moeda tem capacidade para produzir 2 bilhões de cédulas e 1,2 bilhão de moedas por ano. As moedas levam dois dias para ficar prontas, enquanto as notas demoram nove.

MOEDAS

1 - A Casa da Moeda compra de uma empresa terceirizada o metal que vai ser transformado em dinheiro. Dependendo da moeda, mais de uma matéria-prima é usada. A de 1 real, por exemplo, leva aço inox e aço-carbono (material do aro que a envolve). Esses metais chegam lisinhos, mas já cortados em formato de discos.

2 - Para facilitar a identificação, as moedas ganham tamanhos e cores diferentes. Por isso, o aço-carbono do aro da moeda de 1 real passa por um banho galvânico: ele é mergulhado em uma solução com bronze e recebe uma corrente elétrica que faz o metal amarelado aderir ao aço.

3 - Após algumas horas de secagem, o aro da moeda está pronto para ser cunhado. Ele e o núcleo da moeda de 1 real (que não passou pelo banho galvânico) seguem para uma prensa por meio de uma esteira rolante. Com até 60 toneladas de pressão ela marca as duas faces da moeda (cara e coroa) ao mesmo tempo. São até 850 moedas cunhadas por minuto.

4 - A moeda de 1 real (única bimetálica do país) passa mais uma vez pela prensa para que as suas duas partes (aro e núcleo) se unam. Também por meio da pressão, o núcleo de aço inox se encaixa no aro de aço-carbono "bronzeado". Esse processo de produção leva dois dias para terminar.

NOTAS

1 - O papel das notas chega à Casa da Moeda em grandes folhas que já possuem itens de segurança, como o fio magnético e a marca-d'água (desenho que aparece contra a luz). A marca-d'água é feita com tramas de filetes de cobre que marcam o papel quando ele ainda é uma pasta, antes de virar "sólido".

2 - A grande folha de papel vai para uma primeira impressora, que trabalha simultaneamente os dois lados das futuras cédulas. Ela imprime as microletras, o registro de coincidência (esfera que tem nos dois lados da nota) e a tonalidade mais clara do fundo colorido da cédula. A tinta demora cerca de 48 horas para secar.

3 - Depois de seca, a folha segue para uma segunda impressora, que acrescenta, com o uso de chapas em baixo relevo, os outros itens visuais da cédula: algarismos, desenhos, tarjas e o fundo mais escuro. Essa máquina imprime um lado de cada vez, com intervalos para secagem de até 72 horas.

4 - Uma terceira impressora marca as cédulas com as assinaturas do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central e ainda os números de série que identificam cada nota. Aí só falta cortar a grande folha de papel (que rende 50 notas) e embalar as cédulas, que estão prontas para circular no país, após nove dias sendo produzidas. Tanto as moedas como as cédulas saem da Casa da Moeda em caminhões do Banco Central, escoltados por viaturas da Polícia Militar, e são distribuídas às agências bancárias. As moedas têm uma vida útil de até 20 anos. Já as notas circulam por muito menos tempo: as de 10 reais, por exemplo, são recolhidas após 22 meses no mercado.

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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