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FILHOS CONSUMISTAS

Uma preocupação cada vez maior que vejo das pessoas com quem converso e que possuem filhos é a dificuldade de impor limites de compra para crianças, que querem adquirir tudo que vêem na televisão e nos shoppings. Isso sempre termina no questionamento: Como saber se a criança virou consumista demais?

Essa é uma resposta complicada. Já que hoje a criança é elevada ao status de consumidora adulta sem estar preparada. E a publicidade utiliza de propagandas são apelativas, que causam desejos imediatos nas crianças de querer o produto, e isso não significa necessariamente que essa criança é excessivamente consumista, pois, esse desejo será rapidamente esquecido.

Contudo, uma situação que indica uma criança excessivamente consumista é quando ela gasta todo seu dinheiro ganho com mesadas e logo pede mais dinheiro para seus pais. Porém, não existe um índice que mostre qual o grau que esse problema atingiu e, infelizmente, vivemos em uma sociedade de consumo onde cada vez mais cedo as crianças estão expostas a um infindável número de produtos e, conseqüentemente, gastam mais.

Por isso, os pais possuem papel fundamental desde cedo para que seus filhos não percam o controle do dinheiro desde os primeiros anos. Principalmente porque cada família tem seus valores, e isso faz com que qualquer ação de pessoas fora desse grupo não tenha tanta relevância, é simples, se a criança vê os pais comprando sem parar, vão tender a seguir esse exemplo e acabar ficando desta forma.

Assim, é fundamental ter muito cuidado com o exemplo que os familiares passam, e desde cedo demonstrar que a felicidade não está associada ao consumismo desenfreado e sim na atitude de atingir seus objetivos. No caso do exemplo externo, a família também terá um papel de grande relevância, que é o de estabelecer os limites para esta atitude. Os pais podem reforçar ou não a atitude consumista da criança e se o comportamento da criança não mudar nesse primeiro momento é muito provável que ela se torne um adulto sem limite nos seus gastos e que estará facilmente exposta a indústria de crédito fácil e juros abusivos que leva milhões de brasileiros as estatísticas de endividamento.

O papel dos pais é sempre ensinar a criança que existem coisas que são realmente necessárias e outras nem tanto. Sempre direcione com que a criança ao se interessar por um produto faça a seguinte pergunta: Eu realmente preciso disto? Quanto tempo irei utilizá-lo? Isto fará com que ela pense a respeito da real necessidade desta compra.

Fonte: www.disop.com.br

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O FORNECEDOR E O CONSUMIDOR

Ser grande não é tão fácil quanto se imagina, segundo a maior autoridade brasileira em Marketing, Francisco Alberto Madia de Souza, diretor-presidente e sócio do Madia Mundo Marketing, empresa líder em Consultoria de Marketing, advogado e administrador de empresas, com cursos de especialização em Marketing no Brasil e nos Estados Unidos – New York University e Master em Marketing pelo CFE.

Em entrevista entitulada "O fornecedor tem que ir onde o consumidor está", Francisco Alberto Madia de Souza afirma: "As grandes empresas são muitas vezes mais conscientes e maduras de que é importante diagnosticar e fazer planejamento, antes de agir. Mas a ativação do que se imagina é um processo lento. Por isso, historicamente, todas as ações que dependiam de uma decisão e um esforço físico, com alma e coragem, foram iniciativas das pequenas organizações. Foram iniciativas de guerrilheiros".

O empresário diz que quando se começou a falar em "pastinhas" no Brasil, se os grandes bancos tivessem ouvido tais conversas achariam um absurdo. "Hoje, todos eles têm seus "pastinhas" e estão buscando o consumidor onde ele está. As pequenas promotoras ensinaram o caminho, pois elas têm uma capacidade de reação diante da oportunidade muito maior do que as grandes organizações, amarradas a valores e processos importantes, mas muito pesados", avalia. Ele lembra que não foram os grandes bancos que inventaram o crédito consignado. Esse produto nasceu da manifestação das pequenas organizações, que tinham que encontrar alguma maneira de crescer, prosperar e sobreviver. "Elas recorreram ao consignado, que é uma maneira extraordinária de democratização do crédito", elucida.

COMEÇO NEBULOSO

Para Francisco Madia, a iniciativa da criação do crédito consignado é brilhante. "É verdade que tudo começou de uma maneira torta e a imprensa repercutiu esse início nebuloso muito fortemente. Foi um escândalo, com direito a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e ampla cobertura jornalística. No entanto, o produto em si é brilhante. Num país que carecia de crédito, finalmente se encontrou uma forma de oferecê-lo por um preço que cabe no bolso das pessoas, garantindo às instituições financeiras total segurança. Ou seja, é o produto perfeito", diz. Madia avalia ainda que o crédito consignado é moderno, socialmente adequado e tem uma mecânica perfeita. "Acho que foi uma grande conquista para o Brasil", completa.

É POSSÍVEL SOBREVIVER?

Entre um generalista e um especialista, Madia aposta 100% no especialista. "Em termos de competitividade, é óbvio que quem concentra toda a sua energia, todo o seu tempo, talento, toda a sua inovação e criatividade, para uma coisa específica, tem vantagem", diz. Segundo ele, o mundo cada vez mais, é especialista, não porque essa seja a verdade maior. Mas porque nós, consumidores modernos, queremos nos relacionar com pessoas que a gente conheça, goste e respeite. E respeito está relacionado à especialização. "Cada vez mais o consumidor moderno vai procurar comprar seus serviços e produtos de empresas que sejam especializadas", avisa.

UM CONSELHO PARA PROMOTORAS E BANCOS

"Leve muito em consideração que, quando um negócio de prestação de serviços cresce, você tem que agregar terminais no seu processo de distribuição. E esses terminais são as pessoas físicas. Os gerentes, os promotores ou "pastinhas". Tenha em mente que os clientes do seu produto são muito mais clientes dessas pessoas, de quem eles gostam e em quem confiam, do que da sua organização. Você tem que ter uma marca respeitável e de qualidade, sim. Mas quem tem a capacidade de mobilizar seus clientes, são esses profissionais, aos quais chamamos de people da empresa", ensina. Para Madia, o segredo é mantê-los informados, motivados, reconhecidos e felizes.

CONSTRUINDO UMA MARCA D E PESO NOS ANOS 70

Em 1970, Madia já tinha sua primeira experiência numa pequena instituição financeira. Nessa época, o Itaú resolveu criar uma área de Marketing. Foi o primeiro banco a tomar essa iniciativa no Brasil. Contratou uma empresa de headhunting e Madia foi a pessoa escolhida para montar essa grande marca. "Fui para lá com uma equipe de 12 pessoas e quando cheguei ao banco, não encontrei o Itaú. Encontrei o Itaú, o América, o Sul Americano, a Aliança Portuguesa e a União Comercial. Porque esse foi o caminho que o doutor Olavo Setúbal (Fundador e Presidente do Banco Itaú), escolheu para tentar se aproximar do Bradesco, em algum momento no futuro", lembra.

Naquela época, em termos relativos, o Itaú tinha a metade do tamanho do Bradesco. Assim que a equipe de Madia começou a trabalhar, deu uma volta pelas agências e descobriu que o processo de fusão tinha sido muito importante para acelerar o crescimento, mas não conseguia produzir uma organização unida. Cada gerente continuava trabalhando como quando estava no banco do qual tinha vindo. Rapidamente ficou claro que a primeira coisa a fazer, era dar uma unidade para a organização. Então, todo o trabalho que foi feito durante dois ou três anos, foi o de procurar dar essa unidade. "Nós tivemos que eliminar rapidamente quase todas as denominações utilizadas no banco, porque a gente queria chegar na denominação mais curta possível. Depois desse período, conseguimos concentrar aquelas marcas na marca Itaú América", recorda.

Então, a equipe de Madia fez uma primeira convenção de gerentes, com os 300 gerentes das 300 agências que o Itaú tinha, e conseguiu uma unidade de mensagem, uma unidade de pensamento, uma unidade de ação e, a partir daquele momento, as pessoas passaram a olhar numa mesma direção: para fora, para o mercado e em busca de clientes, muito embora o Itaú continuasse a comprar outros bancos. "Nós precisamos de mais três anos para convencer a toda a organização de que a gente tinha que reduzir ainda mais o nome do banco. O Banco América, um dos bancos do qual se originou o Itaú, pertencia à família Levi. O doutor Herbert Levi estava vivo e a gente teve uma negociação muito difícil, no início, mas depois ele acabou concordando. Reduzimos o nome para Itaú, em 1973. A linha estava definida, existia uma unidade e, então, o banco pôde crescer, prosperar e chegar à posição em que está. Depois de quase 38 anos, ele está colado com o Bradesco, disputando cabeça a cabeça essa posição. E eu tenho muito orgulho desse trabalho", comemora.

Há 12 anos, a equipe do Madia Mundo Marketing foi chamada pelo Bradesco para realizar um trabalho semelhante aquele feito no Itaú. "Trabalhamos durante três ou quatro anos no reposicionamento do banco. E temos muito orgulho em dizer que participamos do processo de planejamento, posicionamento e construção das duas marcas de maior valor desse país, segundo as consultorias que medem valor de marca", conclui.

TENDÊNCIAS DE MERCADO

Se retratarmos o que aconteceu com o Marketing e com a Administração das empresas, em 200 anos - a partir do início da revolução industrial – será possível notar que, no início, havia uma dependência muito grande na matéria prima e as empresas estavam todas olhando para trás. Um pouco depois, quando conseguiram resolver o problema dos suprimentos, os empresários começaram a olhar para dentro e a organizar o que se chamava, na época, de escritório; depois passaram a organizar a fábrica, pra conseguir produzir em maior quantidade porque passou a haver uma maior demanda para tudo. Quando nasceu a concorrência, as empresas começaram a olhar com desconfiança e curiosidade para fora e para o consumidor.

"Hoje, para ter um comportamento adequado e identificar exatamente o que tem que ser feito, você tem que estar o tempo todo olhando para fora da empresa, e não mais olhando apenas para o consumidor, mas se colocando no lugar dele. O empresário e a empresa têm que conseguir entrar nos sonhos, expectativas e motivações das pessoas. E têm que saber esperar. Se posicionando da forma mais digna possível, nos lugares por onde ele vai passar. Se fizer isso, vai conseguir sua atenção", ensina. Madia diz que todas as tendências vão decorrer disso. Todas as novas ferramentas vão decorrer dessa nova postura do cliente e do consumidor. Porque é assim que sempre acontece. As ferramentas não nascem antes. O comportamento do mercado é que muda e, a partir daí, as empresas tentam encontrar as ferramentas adequadas para trabalhar. Muitas vezes até usando um instrumento antigo, mas fazendo uma releitura da forma de utilizá-lo.

Entrevista feita por Gabriel Rossi para a 3° edição da Revista HR CONSIGNADO.

Fonte: www.blogdoconsignado.com.br

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CRÉDITO CONSIGNADO

O chamado crédito consignado é uma modalidade de empréstimo relativamente recente em nosso país. Consiste na autorização de débito diretamente na folha de pagamento (holerite) de profissionais empregados ou subtração dos benefícios a receber, no caso de aposentados, da prestação mensal decorrente de um empréstimo feito. Como a instituição credora tem uma garantia real de recebimento, posto que o tomador terá o valor deduzido de seu salário ou aposentadoria, as taxas de juros praticadas são menores do que as de um CDC (Crédito Direto ao Consumidor).

Criado em 2003, o crédito consignado representa atualmente a modalidade de empréstimo pessoal mais pujante do país. Devido à sua facilidade de contratação e taxas menores aplicadas, poderia ser entendido como a melhor alternativa financeira possível. Contudo, vejo com preocupação esta tese.

A armadilha reside na falta de educação financeira. Fazer a antecipação de uma renda futura, seja para consumir no presente, seja para liquidar uma dívida de maior ônus, pode significar o comprometimento da estabilidade num horizonte próximo.

Muitos são os casos de pessoas que entram no crédito consignado para quitar, por exemplo, o cheque especial. Porém, como não há um planejamento orçamentário adequado e a renda disponível passa a ser menor em virtude do desconto mensal da prestação do crédito consignado, imediatamente o ciclo de endividamento se reinicia.

A intranqüilidade financeira gera conflitos no lar e no trabalho, problemas físicos e emocionais, queda de produtividade no trabalho e, até mesmo, risco de acidentes laborais. Por isso, enquanto não tivermos uma disciplina regular de educação financeira, caberá às empresas oferecerem aos seus colaboradores, antes mesmo do crédito consignado, aulas práticas sobre consumo consciente, noções de matemática financeira e instrução sobre orçamento doméstico.

Fonte: www.tomcoelho.com.br

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BOLA DE NEVE

Aumentar o limite do cheque especial sem a autorização do correntista, mesmo que o consumidor ache bom, é ilegal. Impor um serviço ou condição sem a solicitação do cliente é má prestação de serviço. A partir do momento que o aumento do limite não foi contratado e está sendo feito sem autorização fica configurada má prestação pelo não cumprimento daquilo que foi determinado, ou seja, é descumprimento de contrato. Além de má prestação de serviço, a situação também pode ser considerada prática abusiva, de acordo com o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. Fica evidente aqui a vantagem do prestador do serviço e isso é abusivo porque força uma situação que não ocorreria sem a imposição.

Para resolver o problema, recomenda-se duas ações. A primeira é entrar em contato com o banco exigindo que a situação volte ao que era antes. Caso o banco não queira desfazer a confusão, reclame nos órgãos de defesa do consumidor e denuncie o abuso ao Banco Central. A segunda atitude importante é conferir todos os extratos, cobranças e débitos lançados nas contas, poupanças e investimentos. Quando houver alguma cobrança ou serviço não autorizado, ou desconhecido, reclame formalmente, por escrito. Os registros dos meios eletrônicos são dúbios e na maioria dos casos só aparecem quando a situação é favorável ao próprio banco.

Para evitar problemas futuros o melhor é só aceitar uma oferta depois de entender tudo que ela compreende. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, todo e qualquer produto sem solicitação é brinde. Portanto, se o consumidor quiser ficar com o limite colocado pelo banco pode. O parágrafo único do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor determina que "produtos remetidos ou entregues ao consumidor sem solicitação prévia se equiparam a amostra grátis”. É polêmico, mas o consumidor deve ir à Justiça e dizer que não vai pagar pois não solicitou o serviço.

Primeiro é sempre melhor tentar com a própria empresa uma solução amigável, para se chegar a um consenso. O mais importante para se precaver nessas situações é sempre pedir ou cancelar os serviços por escrito. Nesse caso, de limite de cheque especial, quando o banco alegar que pode cobrar os juros, não terá prova documental, que é o pedido que o correntista não fez. Porém, para evitar polêmicas e discussão é importante, ao verificar que o limite aumentou, ir ao banco e conversar com o gerente. Diga que vai usar o serviço, mas que não vai pagar os juros porque não solicitou o aumento.

O cheque especial não é renda e por isso deve ser usado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar o cheque especial por um período maior, procure um banco e faça um empréstimo e liquide o débito. Os juros são menores, mas também exigem atenção. Como cada banco pratica um patamar de juros próprio, é melhor evitar cair nessa armadilha. Quando fizer isso cubra o valor usado rapidamente, use o limite somente em curtíssimo prazo e em casos de emergência.

De acordo com os especialistas, os juros desse serviço são os mais altos e a situação piora porque freqüentemente são cobrados juros sobre juros, o que é ilegal, mas muito comum e polêmico em termos judiciais. Os bancos têm vários processos, súmulas e diretrizes na Justiça favoráveis, mas o juro sobre juro continua sendo ilegal.

Entrar no cheque especial é umas das formas mais fáceis de cair num ciclo vicioso de dívidas. A situação fica muito difícil de ser resolvida, as dívidas ganham grandes dimensões e ficam quase impossíveis de pagar. O cheque especial é um dos principais motivos da inadimplência no País e no mundo.

Não use o cartão de crédito para quitar a dívida do cheque especial. Essa é a pior opção, porque no cartão também são cobrados juros sobre juros quando se paga somente o crédito rotativo, ou seja, não se faz o pagamento total das faturas.A melhor atitude para evitar esse tipo de dívida é fazer um controle rígido no orçamento. É preciso um esforço nessa situação e cortar supérfluos até o pagamento total do débito.

Fonte: www.estadao.com.br

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