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ANÁLISE GRÁFICA ESTRATÉGICA

Além da análise fundamentalista, alguns investidores do mercado de ações também utilizam a análise gráfica (ou escola técnica) para embasar suas decisões de compra e venda dos papéis negociados na Bolsa de Valores. Essa escola observa o movimento dos preços das ações com base em três premissas:

1. tudo se reflete nos preços do mercado;
2. os preços movem-se conforme tendências que se mantêm ao longo do tempo, até que algum fato novo venha a alterá-las;
3. os movimentos do mercado obedecem a padrões repetitivos e identificáveis.


Esse tipo de análise tem como base o sobe-e-desce dos preços de uma ação durante determinado período de tempo, expresso em gráficos que também demonstram movimentos de mercado – antecipando, assim, ciclos de alta e de baixa na Bolsa de Valores.

Para os analistas técnicos, também chamados de "grafistas", não interessa a qual empresa se refere o gráfico; eles analisam apenas os movimentos e as tendências de preço de cada papel. Por meio dessa observação, conseguem projetar o possível comportamento dos papéis no futuro e definir, dessa forma, oportunidades de compra e venda.

Devido à sua maior complexidade, a compra e venda de ações por meio da análise técnica é recomendada para os investidores que tenham bom conhecimento do assunto e, geralmente, um horizonte de curtíssimo prazo para as suas aplicações.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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O LUCRO DAS EMPRESAS

Uma boa forma de participar diretamente dos lucros das empresas é investir nas chamadas carteiras de dividendos, compostas basicamente por papéis de empresas que possuem boas políticas de distribuição de seus lucros aos acionistas. Uma boa estratégia para aumentar seus recursos no futuro é reinvestir os dividendos ganhos em novas ações da empresa.

Essa distribuição se dá por meio do pagamento de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, proporcionais aos resultados da empresa em determinado período. Dessa maneira, o investidor conta com duas oportunidades de retorno: a da valorização das ações em bolsa e a da distribuição dos lucros das empresas.

As carteiras de dividendos tem como estratégia alocar os recursos em empresas boas pagadoras de dividendos, que tenham boa liquidez em bolsa e possuam bom potencial de valorização no futuro. É uma carteira bem diversificada por setores econômicos e é indicada para investidores com horizonte de aplicação para médio e longo prazos.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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FILHOS CONSUMISTAS

Uma preocupação cada vez maior que vejo das pessoas com quem converso e que possuem filhos é a dificuldade de impor limites de compra para crianças, que querem adquirir tudo que vêem na televisão e nos shoppings. Isso sempre termina no questionamento: Como saber se a criança virou consumista demais?

Essa é uma resposta complicada. Já que hoje a criança é elevada ao status de consumidora adulta sem estar preparada. E a publicidade utiliza de propagandas são apelativas, que causam desejos imediatos nas crianças de querer o produto, e isso não significa necessariamente que essa criança é excessivamente consumista, pois, esse desejo será rapidamente esquecido.

Contudo, uma situação que indica uma criança excessivamente consumista é quando ela gasta todo seu dinheiro ganho com mesadas e logo pede mais dinheiro para seus pais. Porém, não existe um índice que mostre qual o grau que esse problema atingiu e, infelizmente, vivemos em uma sociedade de consumo onde cada vez mais cedo as crianças estão expostas a um infindável número de produtos e, conseqüentemente, gastam mais.

Por isso, os pais possuem papel fundamental desde cedo para que seus filhos não percam o controle do dinheiro desde os primeiros anos. Principalmente porque cada família tem seus valores, e isso faz com que qualquer ação de pessoas fora desse grupo não tenha tanta relevância, é simples, se a criança vê os pais comprando sem parar, vão tender a seguir esse exemplo e acabar ficando desta forma.

Assim, é fundamental ter muito cuidado com o exemplo que os familiares passam, e desde cedo demonstrar que a felicidade não está associada ao consumismo desenfreado e sim na atitude de atingir seus objetivos. No caso do exemplo externo, a família também terá um papel de grande relevância, que é o de estabelecer os limites para esta atitude. Os pais podem reforçar ou não a atitude consumista da criança e se o comportamento da criança não mudar nesse primeiro momento é muito provável que ela se torne um adulto sem limite nos seus gastos e que estará facilmente exposta a indústria de crédito fácil e juros abusivos que leva milhões de brasileiros as estatísticas de endividamento.

O papel dos pais é sempre ensinar a criança que existem coisas que são realmente necessárias e outras nem tanto. Sempre direcione com que a criança ao se interessar por um produto faça a seguinte pergunta: Eu realmente preciso disto? Quanto tempo irei utilizá-lo? Isto fará com que ela pense a respeito da real necessidade desta compra.

Fonte: www.disop.com.br

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PRIMEIROS SALÁRIOS

A inexperiência no trato com o dinheiro, os impulsos consumistas e a facilidade em obter crédito fazem com que seja crescente o número de jovens brasileiros endividados. Combater essa situação, organizando as finanças é bastante complicado, para isso os jovens devem saber o que fazer com os primeiros salários e bolsas-auxílios.

"Ganhei o primeiro salário do meu primeiro emprego! Vou comprar um monte de coisa e fazer uma balada muito legal!" Esse é o pensamento da maioria dos jovens logo que recebem pela primeira vez seu salário. Contudo, apesar dessa idéia parecer muito boa, ela pode ser um grande erro, pois é fundamental que o jovem saiba o real valor do dinheiro que recebe para que atinja seus sonhos.

Você pode pensar: "Qual a relação do dinheiro com os meus sonhos?". Muito simples, os sonhos podem ser os mais variados – independência financeira, intercâmbio no exterior, pós-graduação, compra da casa própria ou o primeiro carro - entretanto, todos dependem de uma coisa em comum: a necessidade de poupar dinheiro para realizá-los. Assim, antes de começar qualquer controle financeiro, o jovem deve ter noção de sua situação atual e estabelecer os sonhos que deseja atingir.

A partir disso, deve iniciar um controle diário de todos os gastos. É importante que sejam inclusos até mesmo os gastos que consideram irrelevantes, como gorjetas, cinema, um suco ou um salgado antes da aula. São nessas pequenas ações que ocorre o desequilíbrio financeiro.

Outro alerta muito importante é a necessidade de evitar gastos desnecessários por influência de amigos ou mesmo dos meios de comunicações, o que faz que se gaste mais do que pode com festas, bares e viagens, ou até mesmo roupas e assessórios. A questão não é se privar desses prazeres e sim de controlá-los.

Uma dica para diminuir os gastos é não comprar por impulso. Sempre pense: "O que essa compra ou balada agregará para mim? Posso deixar esse desejo para depois?". Se não for relevante não faça. Se for, o jovem deve sempre realizar uma pesquisa de preços e negociar para abaixá-los o máximo possível.

Essas ações são apenas uma pequena mostra do que se deve saber para lidar adequadamente com sua bolsa-auxílio.

Fonte: www.disop.com.br

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A BOLSA E SEUS MITOS

Ao contrário do que parece, a palavra mito habita não apenas o universo dos deuses e heróis, mas também ambientes bem terrenos como o mercado de ações. Entender o que são esses mitos e saber destruí-los é fundamental para que o investidor se sinta seguro ao entrar nesse mercado. Confira abaixo alguns deles.

A BOLSA É UM CASSINO

Essa é uma afirmação bem distante da realidade do mercado. Os mecanismos de regulação pelas próprias Bolsas (auto-regulação) e pelas entidades regulatórias (no caso do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM) são de boa qualidade e funcionam como excelentes antídotos para o conceito de jogo ou cassino. Além disso, cada vez mais as empresas se empenham em melhorar seus índices de governança corporativa, o que traz maior transparência ao mercado e aos investidores.

A BOLSA É UMA LOTERIA

Ao investir em ações, você está comprando parte de um negócio, e não um bilhete de loteria. É a possibilidade de participar de uma atividade lucrativa, beneficiando-se com os resultados das empresas (dividendos), além da possível valorização do papel e, por conseqüência, do seu investimento. Já para aqueles que desejam "jogar na Bolsa", sem ter noção do mercado, das empresas e respectivos setores, de fato a possibilidade de perder dinheiro é grande.

A BOLSA É TERRENO PARA GRANDES INVESTIDORES

Realmente é de grande relevância a participação dos grandes investidores, nacionais e estrangeiros, particularmente os chamados institucionais (fundos de pensão, seguradoras etc.). Mas há também espaço para o pequeno investidor, que pode participar desse mercado de várias formas, seja comprando/vendendo ações diretamente na internet por meio dos chamados home brokers, seja por meio de fundos de investimento especialmente criados para essa finalidade, como os fundos de ações, os fundos multimercados etc.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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A VIDA DE UM BILIONÁRIO

Em entrevista de uma hora na CNBC, Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo que recentemente fez uma doação de 31 bilhões de dólares para a caridade, esclarece alguns aspectos interessantes de sua vida. Confira estas preciosas dicas abaixo!

1. Comprou a sua primeira ação aos 11 anos, e hoje lamenta tê-lo feito tardiamente. As coisas eram baratas naquele tempo. Incentive seus filhos a investirem.

2. Comprou uma pequena fazenda aos 14 anos, com as economias oriundas da entrega de jornais. Pode-se comprar muitas coisas com pequenas economias. Incentive seus filhos a iniciarem algum tipo de negócio.

3. Ainda vive na mesma casa modesta, de 3 quartos, no distrito de Omaha, a qual comprou após se casar, 50 anos atrás. Diz ele que tem tudo o que precisa naquela casa. Sua casa não possui muros nem cercas. Não compre mais do que você "realmente precisa" e incentive seus filhos a fazerem e pensarem o mesmo.

4. Dirige seu próprio carro para todo lugar, e não tem motorista particular, nem equipe de segurança à sua volta. Você é o que é.

5. Nunca viaja em jato particular, embora seja proprietário da maior companhia aérea privada do mundo. Pense sempre num jeito de realizar as coisas de maneira econômica.

6. Sua empresa, Berkshire Hathaway, possui 63 companhias. Escreve apenas uma carta anual aos principais executivos destas companhias, dando-lhe as metas para o ano. Nunca promove encontros nem os convoca habitualmente. Nomeie as pessoas certas para as missões certas.

7. Transmitiu aos seus executivos somente duas regras: não perca nenhum centavo do dinheiro de seu acionista e não se esqueça da regra anterior. Estabeleça metas e certifique-se de que as pessoas nelas se concentrem.

8. Não costuma freqüentar a alta-sociedade. Seu passatempo, após chegar em casa, é fazer ele mesmo um pouco de pipoca e assistir a televisão. Não tente se mostrar, simplesmente seja você mesmo e faça aquilo que gosta de fazer.

9. Warren Buffet não usa telefone celular, nem tem computador sobre sua mesa.

10. Bill Gates, o homem mais rico do mundo, encontrou-se com ele, da primeira vez, cinco anos atrás. Bill Gates achava que nada tinha em comum com Warren Buffet. Portanto, programara seu encontro apenas por meia hora. No entanto, quando Gates o encontrou, este encontro perdurou por dez horas, e hoje em dia, Bill Gates o considera o seu guru.

Seus conselhos aos jovens:

Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários, invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se:

A - O dinheiro não cria o homem, mas é o homem quem criou o dinheiro.

B - Viva a sua vida da maneira mais simples possível.

C - Não faça o que os outros dizem, ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer.

D - Não se apegue às grifes famosas, use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável.

E - Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias, ao invés disto, gaste nas coisas que realmente precisa.

F - Afinal de contas, a vida é sua! Então, por que permitir que os outros estabeleçam leis em sua vida?

"As pessoas mais felizes não tem, necessariamente, as melhores coisas. Elas simplesmente apreciam aquilo que tem".

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INVESTIMENTOS NA MEDIDA

Escolher a medida certa para os investimentos em um mercado financeiro com tantas alternativas de produtos e ativos não é tarefa fácil. São diferentes riscos envolvidos e, conseqüentemente, diferentes potenciais de retorno. Tudo isso em um cenário econômico que demanda cada vez mais a diversificação das aplicações, não importando em que perfil de investidor você se encaixe.

Uma das premissas mais importantes nesse contexto é a regra de não se colocarem "todos os ovos na mesma cesta". Trata-se de uma solução adequada para minimizar os riscos e potencializar os retornos, mas que leva a outra dúvida: "quantos ovos" devemos colocar em cada uma dessas "cestas"?

Baseado em dados históricos de desempenho e correlação entre as diversas classes de ativos financeiros, o modelo de alocação propõe, de acordo com o perfil do investidor, a distribuição de recursos mais conveniente a partir da combinação ideal entre fatores de risco e retornos pretendidos, tornando a carteira de investimentos mais eficiente.

Quando você possui apenas um tipo de investimento, você está 100% exposto ao risco desse investimento. Por exemplo, se tiver todo o seu capital aplicado em imóveis, você fica totalmente sujeito às flutuações e riscos do mercado imobiliário. Entretanto, se os seus recursos estiverem alocados em uma carteira diversificada, ou seja, com investimentos em renda fixa pré e pós-fixada, fundos multimercado, ações, ouro, imóveis etc., a exposição aos riscos é reduzida, pois qualquer alteração no cenário econômico afeta de forma diferente cada tipo de ativo que compõe a carteira.

A melhor forma de diminuir riscos, portanto, é formar uma carteira. Com a carteira formada, o seu acompanhamento passa a ser sobre o resultado total dessa carteira e não sobre um investimento em particular. Isso é o que chamamos de buscar uma melhor rentabilidade com uma gestão de risco mais eficiente.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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QUAL SEU PERFIL DE INVESTIDOR

"Quanto maior o retorno, maior o risco." Não é por acaso que essa é a regra número 1 no mundo das finanças. No entanto, em um ambiente de juros elevados, mesmo aplicações consideradas de baixo risco, como os fundos DI, podem gerar retornos atrativos para os investidores. Por isso, é cada vez mais importante para o investidor entender qual é o seu perfil de risco.

Se o seu objetivo é apenas preservar o patrimônio conquistado, evitando riscos, você pode ser classificado como um investidor "conservador". Se visa fazer crescer o investimento, aceitando riscos maiores, será classificado como "arrojado". Ou, ainda, um meio-termo entre esses dois extremos: o perfil "moderado". É importante destacar que esse perfil não guarda relação direta com a sua personalidade ou com a sua idade, mas sim com o que você pretende fazer com o seu investimento. Por exemplo: é preciso levar em conta se você vai necessitar desses recursos no curto prazo ou se está disposto a aceitar variações negativas de rentabilidade nos momentos de maior volatilidade.

Um investidor que hoje se encaixa no perfil "arrojado" pode perfeitamente, em razão de mudanças na sua vida, passar para o perfil "conservador". O importante é que você se sinta confortável com o seu investimento.

CONSERVADOR

Busca segurança acima de tudo. Geralmente, são pessoas com vários dependentes, pouca experiência em mercado financeiro, não toleram perdas e o principal objetivo do investimento é a preservação do patrimônio. Os produtos com maior participação na carteira de investimentos desse perfil são: CDB, fundos DI e renda fixa.

MODERADO

Visa melhores retornos para seus investimentos, mas com moderação. Normalmente, aplica a maior parte em DI e renda fixa e o restante em produtos de média volatilidade, como fundos multimercado. Geralmente, são pessoas com algum conhecimento em mercado financeiro, poucos dependentes e cujos investimentos não serão utilizados em despesas diárias. Os produtos mais indicados para esse perfil são: fundos de renda fixa, multimercado e um pouco em ações ou fundo de ações.

ARROJADO

Aceita correr maiores riscos na busca de melhor rentabilidade. Aloca boa parte dos seus recursos em produtos de maior volatilidade, como ações e fundos de ações. Geralmente, são pessoas que conhecem muito bem o mercado financeiro, têm poucos dependentes, ou nenhum, e investimentos que serão utilizados no longo prazo. Os produtos mais indicados para esse perfil são os fundos multimercado, fundos de ações e ações.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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FINANÇAS NAS EMPRESAS

Segundo especialistas, finança é visto como uma ciência da gestão do dinheiro, que se preocupa com o desenvolvimento e entrega dos serviços antecipadamente, prevendo supostos erros e tomadas de decisões.

As grandes preocupações do setor financeiro são:

- processos;
- instituições;
- mercado;
- transferência de dinheiro;
- indivíduos;
- empresas;
- órgãos governamentais;
- planejamento financeiro;
- serviços bancários;
- investimentos e financiamentos;
- seguros;
- ações;
- concessão de crédito a clientes;
- avaliação de projetos de investimento;
- captação de fundos para financiar operações da empresa;
- negociação de orçamentos;
- avaliações de desempenho financeiro;
- venda de propostas;
- avaliação de demonstrações contábeis;
- fluxo de caixa organizado;
- análise de riscos e retornos.

Logo, os gerentes financeiros devem gerir ativamente todos os assuntos relacionados a finanças, desempenhando as mais diversas tarefas. Entretanto, atualmente, o ambiente possibilita expandir este campo no que se refere às mudanças no ambiente econômico, globalização de atividades e gestão do fluxo de caixa em diversas moedas.

Embora essas mudanças tornem a função de administração financeira mais completa, podem tornar a carreira mais gratificante e satisfatória. É importante ressaltar que o setor financeiro precisa ter ética e disciplina para que todos as ações e comunicações ocorram de maneira alinhada.

Gitman, 2004, cita algumas oportunidades de carreira para a área financeira:

- Analista Financeiro: prepara os planos financeiros e os orçamentos da empresa, faz previsões e comparações financeiras.
- Gerente de Investimentos: avalia e recomenda da aquisição de ativos; implantação de investimentos aprovados.
- Gerente Financeiro: busca financiamento para os investimentos aprovados, coordena consultores de projetos bancários.
- Gerente de Caixa: mantém e controla os saldos diários de caixa da empresa.
- Analista de Crédito: administra a política de crédito, avaliando solicitações de crédito.

O setor financeiro interage com todas as áreas da empresa, principalmente quando se trata de previsões úteis e as mais divergentes tomadas de decisões. O gestor financeiro utiliza como principal base o fluxo de caixa, pois é uma ferramenta transparente onde indica as receitas e despesas naquele período, possibilitando ao gestor fazer previsões em relação à média do período anterior.

Gitman, 2004, complementa que o fluxo de caixa mantém a solvência da empresa planejando exatamente tudo, cumprindo suas obrigações e adquirindo instrumentos para alcançar o objetivo determinado. Esta ferramenta auxilia o gestor a identificar os problemas existentes e futuros, podendo ficar precavido de qual caminho percorrer para atingir os melhores resultados.

As principais instituições que trabalham em conjunto com o setor financeiro das organizações são:

- bancos comerciais;
- associações de poupança e empréstimos;
- cooperativas de crédito;
- caixas econômicas;
- companhias de seguros;
- fundos de pensões;
- fundos de investimentos.

Estas instituições tem papel importante no que se refere à participação ativa dos mercados financeiros, como fornecedores e demandantes de fundos. Maximizar a riqueza dos proprietários, em nome dos quais elas são administradas, é o objetivo primordial de qualquer gestor financeiro, independente do tamanho e segmento da empresa.

O autor mencionado acima complementa afirmando que o administrador financeiro auxilia nas finalizações, devendo entender o ambiente econômico e apoiar-se fortemente no principio econômico da análise marginal ao tomar decisões, utilizando a contabilidade, mas concentrando nos fluxos de caixa e tomadas de decisões.

Fonte: daianifurtado.blogspot.com

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O ESPECULADOR DE 15 ANOS

Jonathan Lebed é um garoto americano de 15 anos de idade que gosta de esportes, de música e de sair com amigos. É bom aluno, tem gosto pela matemática e, em 1998, ganhou um torneio nacional de investimento em ações promovido para a garotada da 8ª série.

Ele tem dois negócios na internet: um site que instrui pessoas interessadas em criar uma página na rede e outro especializado na divulgação de sites alheios. As duas investidas empresariais, segundo Lebed, são lucrativas. Na semana passada, divulgou-se que esse garoto, com jeito de nerd, de Nova Jersey, deu um golpe no mercado acionário americano, foi pego e se deu mal. Ele usou a internet para manipular o valor das ações de pequenas companhias e ganhou quase 300.000 dólares. Descoberto pela SEC, a organização que fiscaliza o bom comportamento dos operadores e das empresas na bolsa, o garoto terá de devolver o que ganhou e ainda pagar uma multa de cerca de 12.000 dólares. "Todo mundo faz o que eu fiz", disse Jonathan Lebed, o Grande, como ele mesmo se cognomina.

O que Lebed fez, entre agosto de 1999 e fevereiro deste ano, foi inscrever-se em sites de investimento via internet, aplicar dinheiro de uma conta dos pais em ações de pequenas empresas e depois emitir uma série de mensagens, com nomes falsos, espalhando a notícia de que aquelas ações seriam as próximas a disparar e a dar um lucro de 1.000%. Muita gente ia atrás da conversa e comprava os papéis. Com a procura, o valor das ações subia. Neste momento, Lebed vendia com lucro o que tinha comprado. Fez isso onze vezes. Quando tinha de ir à escola no momento em que, pelo que calculava, as ações estariam em seu ponto máximo, já deixava a venda programada. "As pessoas caíam na conversa do menino porque suas mensagens pareciam coisa de adulto", diz David Horowitz, o administrador da SEC que descobriu o caso.

Essa é a primeira vez que um menor de idade é pego fraudando negócios nas bolsas de valores americanas. Mas as autoridades andam intrigadas com o fato de que os golpistas, nesta área, parecem estar ficando cada vez mais jovens. Em março, um grupo de estudantes de direito da Universidade Georgetown foi pego aplicando o mesmo golpe de Lebed. No mês passado, um rapaz de 23 anos, da Califórnia, foi preso por divulgar, via internet, informações que fizeram despencar, em minutos, a cotação de ações de uma empresa de fibra óptica. A recomendação da SEC, considerando que a negociação de ações pela web anda esquentando, é a seguinte: "Todos devem fazer suas próprias pesquisas antes de tomar uma decisão de investimento. Ir atrás de palpites na rede é uma tolice".

Fonte: veja.abril.com.br

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EDUCAÇÃO PARA INVESTIDORES

Em 2002 a Bovespa lançou um programa de popularização do mercado de ações, feito para quem queria começar a investir, porém este não obteve os resultados esperados.

E então, há um ano, a Bovespa criou vários cursos gratuitos para quem tem de 11 a 70 anos, com o objetivo de ajudar as pessoas a primeiro organizar suas finanças para só depois pensar em investir. Elas aprendem que a administração do dinheiro tem muito a ver com sua vida e que isso pode trazer muitos ganhos futuros.

É por causa da falta de uma educação e administração das próprias finanças que muitas pessoas não conseguem prosperar financeiramente. Infelizmente nem todo mundo faz cursos, estuda ou procura entender sobre suas finanças. Mas elas querem investir, querem ganhar dinheiro, mas não conseguem porque têm dificuldade de lidar com o dinheiro, gastando mais do que podem, ficando naquele "vai-e-vem financeiro". E se conseguem investir, não ficam felizes o suficiente, pois os ganhos não correspondem às suas expectativas. Isso tudo porque a pessoa não foi educada financeiramente, não da maneira correta, ou se está tentando, ainda não conseguiu.

De acordo com a psicóloga Fernanda Patriarca, planejar seu dinheiro é planejar sua vida, e para ser alguém próspero, é preciso olhar para nossas raízes familiares, nossa cultura e principalmente para quem somos e como fazemos nossas escolhas. Para sair do saldo negativo não basta apenas entender de cálculos. A forma como as pessoas lidam com o dinheiro tem tudo a ver com a maneira como se relacionam com seu dia-a-dia. É necessário gastar com a razão e não com o sentimento, pois as dívidas são o reflexo de uma desorganização emocional. Agir com a razão antes de comprar é se perguntar: "Eu preciso mesmo disso?". É comprar tendo a certeza de que você precisa mesmo daquilo.

Precisamos também perceber quando seguimos para o caminho dos extremos: o perdulário e o avarento. A pessoa que gasta demais, não tendo controle, não poupa para o futuro. Mas quem guarda tudo, não se permite ser feliz, restringindo-se aos pequenos prazeres da vida. Educar-se financeiramente é seguir a trilha do meio e esse é um processo longo, onde é preciso determinação e persistência, o que nem sempre é fácil.

Tenha certeza que quem consegue chegar a esse caminho se permitirá a uma vida muito mais tranqüila, tendo em mãos ferramentas poderosas para transformar alguns de seus sonhos em realidade.

Fonte: sucesso.hitechlive.com.br

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MERCADO DE CAPITAIS

Com a globalização e todas as transformações do mercado, as organizações precisam buscar alternativas para continuar atraente perante a situação, por isso algumas instituições utilizam-se do mercado de capitais, sendo um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização. Sendo constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e instituições financeiras.

Os principais títulos negociados representam o capital social das empresas, tangibilizado em suas ações ou ainda empréstimos tomados pelas empresas, no mercado, representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros papéis comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o desenvolvimento econômico.

No mercado de capitais ainda podem ser negociados os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação. Tendo como principal objetivo a canalização de recursos financeiros da sociedade para o comércio.

O mercado de capitais, passa por divisão, mercado de credito e mercado de titulos resumidos logo abaixo:

MERCADO DE CRÉDITO
Os contratos são feitos de forma individualizadas entre as duas partes e as obrigaçãoes resultantes em geral não são transferíveis. Há intermediação financeira, no caso o banco comercial é o intermediador entre o tomador do empréstimo e o proprietário do recurso. Podem ser divididos em curto prazo e longo prazo.

MERCADO DE TÍTULOS
Os contratos são mais genéricos e padronizados de forma que podem ser transferíveis a terceiros, ou seja, tais contratos podem ser negociáveis em mercados secundários, ganhando liquidez. Não há intermediação financeira, o banco apenas promove o encontro entre investidores e tomadores com a cobrança de uma taxa de corretagem. Divide-se em:

• Títulos de Propriedade (ações);
• Títulos de Dívidas (debêntures, commercial papers, bônus-bonds).

MERCADO DE CAPITAIS
À medida que crescem os lucros organizacionais constituem-se as fontes principais do financiamento dos investimentos de um país. Tais investimentos são o motor do crescimento econômico e este, por sua vez, gera aumento de renda, com conseqüente aumento dos lucros e do investimento.

Esse é o esquema da circulação de capital, presente no processo de desenvolvimento econômico. As empresas, à medida que se expandem, carecem de mais e mais recursos, que podem ser obtidos por meio de empréstimos, revestimentos de lucros e com a participação de acionistas.

Mas é pela participação de novos sócios que uma organização ganha condições de obter novos recursos não exigíveis. Com os recursos necessários, as empresas têm condições de investir em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas melhorando seu processo produtivo.

Para operar neste mercado de ações é necessário que o investidor se dirija a uma sociedade corretora membro de uma bolsa de valores, na qual funcionários especializados poderão fornecer os mais diversos esclarecimentos e orientação na seleção do investimento, de acordo com os objetivos definidos pelo aplicador. Se pretender adquirir ações de emissão nova, ou seja, no mercado primário, o investidor deverá procurar um banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários, que participem do lançamento das ações pretendidas.

O mercado de capitais é dividido em:

• Mercado Primário: refere-se a colocação inicial de um título, é aqui que o emissor obtém os recursos. Para colocação de ações no mercado primário, a empresa contrata os serviços de instituições especializadas, tais como: bancos de investimento, sociedades corretoras e sociedades distribuidoras, é firmado um contrato entre a instituição financeira líder do lançamento de ações e a sociedade anônima, que deseja abrir o capital.

• Mercado Secundário: onde ocorre a negociação contínua dos papéis emitidos no passado. Para operar no mercado secundário, é necessário que o investidor se dirija a uma sociedade corretora membro de uma bolsa de valores. Se pretender adquirir ações de emissão nova, ou seja, no mercado primário, o investidor deverá procurar um banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários, que participem do lançamento das ações pretendidas.

Fonte: daianifurtado.blogspot.com

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FUNDOS DE INVESTIMENTO

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os fundos classificam-se em:

- CURTO PRAZO;
- REFERENCIADO;
- RENDA FIXA;
- MULTIMERCADO;
- AÇÕES;
- CAMBIAL;
- DÍVIDA EXTERNA.


CURTO PRAZO: Investem seus recursos exclusivamente em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito. Estes títulos podem ser de renda fixa, pós ou prefixados, e geralmente, sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros usada nas operações entre os bancos (conhecida como taxa do CDI). Investem em papéis com prazo máximo a decorrer de 375 dias e o prazo médio da carteira é de, no máximo, 60 dias. Por estas características, são considerados os mais conservadores, indicados para investidores com objetivo de investimento de curtíssimo prazo, pois suas cotas são menos sensíveis as oscilações das taxas de juros.

REFERENCIADO: Identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar. Para tal, investe no mínimo 80% em títulos públicos federais ou em títulos de renda fixa privados classificado na categoria baixo risco de crédito. Além disso, no mínimo 95% de sua carteira é composta por ativos que acompanhem a variação do seu indicador de desempenho, o chamado benchmark. Usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge). Os fundos referenciados mais conhecidos são os DI. Você provavelmente já ouviu falar deles. São fundos que buscam acompanhar a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI), e se beneficiam em um cenário de alta de juros.

RENDA FIXA: Aplicam uma parcela significativa de seu patrimônio (mínimo 80%) em títulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou pós-fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço). Além disso, usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge). Nos fundos de Renda Fixa acontece o oposto dos fundos Referenciados DI, pois se beneficiam em um cenário de redução das taxas de juros.

MULTIMERCADO: Possuem políticas de investimento que envolve vários fatores de risco, pois combinam investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio, ações, entre outros. Além disso, utilizam-se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições, ou para proteção de suas carteiras (hedge). São fundos com alta flexibilidade de gestão, por isso dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos (market timing), na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será investido em cada um dos mercados (asset mix).

AÇÕES: Investem no mínimo 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Alguns fundos desta classe têm como objetivo de investimento acompanhar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o Ibovespa ou o IBX. São mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.

CAMBIAL: Estes fundos devem manter no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, diretamente ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou à uma taxa de juros (o chamado de cupom cambial). Nesta classe os fundos mais conhecidos são os chamados fundos Cambiais Dólar que objetivam seguir a variação da cotação da moeda norte americana. Mas é importante ficar atendo, pois estes fundos não refletem exatamente a cotação do dólar, pois nele estão envolvidos custos de taxa de administração, imposto de renda, bem como a variação da taxa de juro.

DÍVIDA EXTERNA: Aplicam no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior. Estes títulos são mantidos no exterior. Para o investidor no Brasil, este fundo é a única forma de aplicar nos papéis emitidos pelo governo brasileiro negociados no exterior.

Fonte: www.comoinvestir.com.br

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DUE DILIGENCE

O Due Diligence ou Diligência Prévia refere-se ao processo de investigação de uma oportunidade de negócio que o investidor deverá encarar. Embora possa ser uma obrigação legal, o termo refere-se normalmente a investigações voluntárias. Um exemplo de diligência prévia é o processo segundo o qual um potencial adquirente avalia o o seu alvo e respectivos ativos, quando tem a intenção de proceder a uma aquisição.

O termo Due Diligence entrou em uso geral com o US Securities Act de 1933. Este ato incluía uma defesa referida no ato como a defesa Due Diligence que poderia ser usada pelos brokers quando acusados de insuficiente divulgação de informação relevante aos investidores.

Desde que o broker tivesse feito a sua investigação de diligência prévia em relação à companhia cujas ações estavam a venda e tivessem divulgado aos investidores o que tinham apurado, o broker não poderia ser acusado de não divulgação de informação (que não tivesse sido obtida nessa investigação).

A totalidade dos brokers rapidamente institui isto como uma prática padrão, conduzindo investigações de diligência prévia em qualquer oferta pública de venda na qual se envolvessem. Originalmente o termo limitava-se a oferta pública de ações, mas ao longo do tempo também passou a ser associado a investigações de fusões e aquisições.

Fonte: pt.wikipedia.org

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SURGIMENTO DAS OPÇÕES

O primeiro registro de um a transação de opções envolvendo um contrato está na bíblia. O Livro de Gênesis conta com o Jacob fez um contrato do tipo opções para se casar com a filha mais nova de Laban, Rachel. Jacob obteve permissão para casar com Rachel se ele concordasse em trabalhar para Laban por sete anos. Na linguagem das opções, Jacob pagou o “prêmio” de sete anos de trabalho e recebeu o “direito mas não a obrigação” de casar com Rachel.

O primeiro especulador com opções que se tem registro foi Thales, um astrônomo e o primeiro eminente filósofo grego. Segundo Aristótele, Thales “sabia pelos seus conhecimentos das estrelas, ainda no inverno, que ocorreria uma grande colheita de azeitonas no ano seguinte. Tendo pouco dinheiro, ele reservou todos os depósitos de olivas em Chios e Miletus, pagando taxas bem baratas porque não haviam mais interessados.” Uma colheita abundante e uma grande demanda por depósitos de olivas provou que as previsões de Thales estavam corretas, e com seus contratos de locação já pagos, ele utilizou os depósitos com grande lucros.

Ainda que muitas pessoas associem opções apenas com especulação, o conceito de opção veio de uma necessidade de controle do risco ligado as flutuações dos preços nos mercados agrícolas. A primeira documentação de tal uso das opções ocorre na Holanda em 1634. As tulipas eram um símbolo de status entre a aristrocacia holandesa do século 17 e, neste tempo, era comum os mercadores venderem a futuro (para entregar a posteriori). Havia portanto, grande risco em aceitar vender a um preço fixo no futuro sem saber, com certeza, qual seria o preço exato no momento da venda. Para limitar este risco e assegurar uma margem de lucro, muitos mercadores compravam opções dos plantadores. Estas opções asseguravam aos mercadores o direito, mas não a obrigação, de comprar tulipas dos plantadores a um preço pré-determinado por um período específico de tempo. Em outras palavras, o preço máximo para os mercadores era fixado até que chegasse a hora de entregar as tulipas aos aristocratas e receber o pagamento. Se as tulipas passassem a custar mais que o preço máximo (ou pré-determinado), os mercadores que possuiam as opções, exigiariam do plantador a entrega ao preço máximo combinado, assegurando uma margem de lucro. Se, entretanto, o preço caísse e a opção expirasse sem valor, o mercador ainda podia ter lucro comprando tulipas a um preço mais baixo e depois revendendo com lucro. Estes contratos de opções, permitiu que muitos mercadores permanecessem trabalhando durante períodos de extrema volatilidade nos preços das tulipas.

O conceito importante que fica desta pequena história é que as opções não foram criadas para serem o instrumento especulativo que muitos fazem uso, mas sim, para serem um intrumento de proteção contra grandes variações de preços.

Fonte: www.carteiradeinvestimento.wordpress.com

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OS MAIS RICOS DO MUNDO

01: Bill Gates (americano, Microsoft) - US$ 46,5 bilhões
02: Warren Buffet (americano, investidor) - US$ 44 bilhões
03: Lakshmi Mittal (indiano, International Steel Group) - US$ 25 bilhões
04: Carlos Slim (mexicano, Telmex, Móvil, Televisa) - US$ 23,8 bilhões
05: Príncipe Alwaleed Bin Talal (saudita, investidor) - US$ 23,7bilhões


06: Ingvar Kamprad (sueco, Ikea) - US$ 23 bilhões
07: Paul Allen (americano, Microsoft e investidor) - US$ 21 bilhões
08: Karl Albrecht (alemão, varejo) - US$ 18,5 bilhões
09: Larry Ellison (americano, Oracle) - US$ 18,4 bilhões
10: S. Robson Walton (americano, Wal-Mart) - US$ 18,3 bilhões

11: Jim Walton (americano, Wal-Mart) - US$ 18,2 bilhões
12: John Walton (americano, Wal-Mart) - US$ 18,2 bilhões
13: Alice Walton (americana, Wal-Mart) - US$ 18 bilhões
14: Helen Walton (americana, Wal-Mart) - US$18 bilhões
15: Kenneth Johnson (canadense, área editorial) - US$ 17,9 bilhões

16: Liliane Bettencourt (francesa, L'Oréal) - US$ 17,2 bilhões
17: Bernard Arnault (francês, Louis Vuitton e Tag Heuer) - US$ 17 bilhões
18: Michael Dell (americano, Dell Computer) - US$ 16 bilhões
19: Sheldon Adelson (americano, cassinos e hotéis) - US$ 15,6 bilhões
20: Theo Albrecht (alemão, varejo) - US$ 15,5 bilhões

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O CLUBE DOS BILHÕES

O comediante Groucho Marx, o mais esperto dos Irmãos Marx, foi autor de sacadas geniais. Mas a mais famosa delas é: "Não entro para um clube que me aceita como sócio". No caso do Clube dos Bilhões - a lista dos homens mais ricos do mundo divulgada anualmente pela revista Forbes - é ele que não aceita nenhum de nós como sócio. Para fazer parte dessa sociedade, é preciso ter um patrimônio – ou fortuna, vá lá – acima de um bilhão de dólares. Dos seis bilhões de habitantes da Terra, 691 pessoas (que, juntas, têm 2,2 trilhões de dólares) têm cacife para entrar nesse clube.

OS IRMÃOS SAFRA: UM NOME QUE VALE OURO
No mundo todo, existe uma mística em torno do clã que remonta aos tempos em que Jacob, o patriarca, iniciou seu primeiro banco em Alepo, atual Síria, no início do século passado. Os filhos seguiram o caminho e também se transformaram em banqueiros de sucesso. Edmond, que morreu num incêndio criminoso em seu apartamento em Mônaco, em 1999, fez do seu Republic National Bank of New York uma referência mundial no comércio de ouro – ou "safra", como o metal é chamado em árabe. No Brasil, os irmãos Joseph e Moise viraram sinônimo de gestão de grandes fortunas com o banco Safra. Os irmãos estão no topo da lista dos brasileiros mais ricos, com uma fortuna estimada em US$ 4,7 bilhões. Agora, entra em cena o mais novo membro da dinastia Safra. Alberto Joseph Safra, o filho caçula de Joseph, está entrando no ramo bancário e vai comandar o banco J. Safra, que está sendo estruturado na cidade de São Paulo. Discretíssimos, como convém, os Safra quase não aparecem socialmente e não dão entrevistas. Sobretudo para falar de sua fortuna.

ALOYSIO ANDRADE FARIA: UM REAL TRANSFORMADO EM DÓLAR
Na 170ª posição da lista da Forbes está Aloysio Andrade Faria, hoje com 84 anos, com fortuna avaliada em US$ 3,2 bilhões – o segundo brasileiro mais rico do mundo. Mas Faria, bom mineiro que é, não transparecer isso. Cultiva fanaticamente a discrição e não tem nada do estereótipo do banqueiro cheio de si - e de grana. Ainda parece um médico de família, o que, na verdade, ele foi. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduado na Northwestern University, de Chicago, ele teve de abandonar a profissão para tocar o banco do pai, Clemente Faria, que faleceu em 1948. A atual fortuna de Aloysio engrossou com a venda do Banco Real para o ABN Amro em 1998, por US$ 2,1 bilhões. Foi o maior cheque já emitido no país, segundo comentam analistas do mercado. Além de aplicar a bolada no mercado financeiro, o que resulta em ganhos astronômicos num país com os juros mais altos do mundo, a parte do negócio que não foi vendida foi transformada no Banco Alfa, que se tornou o 16º maior banco do Brasil, com ativos de US$ 2,7 bilhões, de acordo com a Forbes. O banqueiro também tem outros negócios fora do setor financeiro, inclusive a rede de lojas Casa e Construção e mais 18 empresas, entre elas a rádio Transamérica e a rede de sorveterias La Basque. Aloysio adora sorvete. Ele dá expediente diário no banco, auxiliado por uma única secretária. Quando não está trabalhando, curte a fazenda no interior de São Paulo, onde se dedica a sua maior paixão, a criação de puros-sangues da raça Árabe – plantel considerado um dos melhores do País. Sua paixão é tanta que, ocasionalmente, ele abandona a reclusão e se expõe nos leilões de seus animais.

JORGE PAULO LEHMAN: GARANTIA DE BONS NEGÓCIOS
Foi Marcel Telles, presidente do Conselho de Administração da Ambev, quem idealizou, costurou e planejou e executou o maior negócio já feito no mundo na área de cervejas: a aliança entre a belga Interbrew e a brasileira Ambev, no ano passado. Na operação, os três principais ex-controladores da companhia – o próprio Telles e seus sócios Jorge Paulo Lehman e Carlos Alberto Sicupira – receberam um prêmio de 78% na venda de suas ações ordinárias, papéis com direito a voto, e embolsaram US$ 4,1 bilhões. Mas a fortuna de Jorge Paulo Lehman antecede a venda das ações da Ambev. Fundador do Banco Garantia, controlador das Lojas Americanas e investidor em grandes negócios, Jorge Paulo é, sem dúvida, o mais fechado de todos os bilionários brasileiros. Se os demais normalmente não se expõem, Lehman tem verdadeira obsessão por segurança. Diante da ameaça de seqüestro de seus filhos, mandou-os para a Europa. E passa lá a maior parte de seu tempo. Não existem fotos recentes dele e, mesmo na internet, contam-se nos dedos as reportagens que falam de Lehman – que foi surfista e tenista na juventude - fora do mundo dos negócios. Antes de fazer fortuna, ele freqüentava as grandes festas do Rio e, com sua boa pinta, papo agradável e êxito nos negócios, fazia sucesso entre as mulheres. A venda de suas ações na Ambev agregou mais 1 bilhão de dólares a seu patrimônio.

ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES: FEITO DE CIMENTO
Ele é a terceira geração que comanda o grupo Votorantim, criado por seu avô, o imigrante português Antônio Pereira Ignácio. Tudo começou com uma tecelagem em Sorocaba. Nas décadas seguintes, seu pai, José Ermírio de Moraes, que chegou a ser senador, transformou a empresa num império. A sede da Votorantim fica no centro da capital paulista, em um prédio com vista para o Theatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, que um dia abrigou o mais luxuoso hotel de São Paulo, o Esplanada. É neste local que Antonio Ermírio de Moraes, aos 77 anos, dá expediente diariamente. O grupo - que atua nas áreas de cimento, celulose, papel, alumínio, zinco, níquel e aços longos - emprega mais de 25 mil pessoas. E é Antônio Ermírio – que tem nove filhos – quem comanda a transição do grupo para as novas gerações. Presente em todos os momentos econômicos e políticos do país e uma das opiniões mais respeitadas do empresariado nacional, o executivo é viciado em trabalho. Trabalha a partir das 7h da manhã e, em mais de 50 anos no comando da empresa, só tirou férias uma única vez. Não anda com seguranças. E dizem que usa o mesmo terno há décadas. Mas, em contrapartida, é de extrema elegância em matéria de ética e postura pessoal. Nacionalista inveterado, é o único dos bilionários brasileiros que fez fortuna exclusivamente com indústria. E não usufrui dela. A não ser para reinvestir em suas empresas.

JULIO BOZANO: CAVALGANDO MILHÕES
Um dos últimos baluartes na banca de investimentos brasileira, o empresário Júlio Rafael de Aragão Bozano, 64 anos, gaúcho radicado no Rio, em 2000 passou na grana o Grupo Meridional, que inclui o legendário banco Bozano, Simonsen, fundado em parceria com o falecido economista Mário Henrique Simonsen e amealhou mais US$ 1,3 bilhão. Com seu faro infalível para bons negócios - ele já foi considerado o Rei do Aço, quando comprou siderúrgicas com moedas podres, Bozano manteve para si as participações em empresas não-financeiras, como a Embraer (11%), e o portal de investimentos InvestShop. O que Bozano melhor sabe fazer é dinheiro. Nos anos 90, comprou participações importantes na Usiminas, na Cosipa e na CST. Depois vendeu tudo, com um lucro estimado em US$ 500 milhões. Mesmo assim, Bozano precisou pensar muito, e hesitar muitas vezes, antes de tomar essa decisão crucial. Afinal, onde quer que estivesse, o Bozano, Simonsen fazia parte de sua rotina. Ele ainda viaja muito, principalmente para locais onde possui cavalos - Estados Unidos, Argentina e o sul do Brasil. Mas quando está no Rio de Janeiro dá expediente diariamente como qualquer executivo. É raro encontrá-lo de terno. É comum vê-lo elegante em roupas esportivas, como calça bege, camisa branca e velhos mocassins. Discreto, com pavor de holofotes e com fama de administrador agressivo, apesar do jeito calmo e bonachão, Bozano aparece pouco. Nas raras vezes em que dá declarações, repete uma de suas frases preferidas: "O que o dinheiro me dá não é a possibilidade de fazer o que quero, mas a oportunidade de não fazer o que não quero". Sua maior paixão, a exemplo de Aloysio Faria, são os cavalos. Ele tem mais de 600.

ABILIO DINIZ: AÇÚCAR QUE VIROU DINHEIRO
O empresário Abilio Diniz, dono do Pão de Açúcar, pode ser traduzido em dois números básicos: 6,5% e US$ 1,3 bilhão. O primeiro expressa sua taxa de gordura no corpo. O segundo aponta a fortuna de um dos 691 homens mais ricos do planeta e a sexta maior riqueza do Brasil. Essas duas cifras representam a obsessão com o esporte e a revolução administrativa que tirou o Pão de Açúcar da quase insolvência para o posto de campeão do varejo no país. Abilio corre 10 quilômetros todas as manhãs e faz pelo menos três horas de ginástica diárias. No auge da crise do, entre 1988 e 1992, o grupo chegou a reduzir o quadro de funcionários para apenas 17 mil pessoas. Hoje são 70 mil empregados e um faturamento de mais de 13 bilhões. A história do Grupo Pão de Açúcar pode ser dividida em duas partes. A primeira começa em 1929, quando Valentim, o patriarca dos Diniz, hoje nonagenário, embarcou num navio com o sonho de começar vida nova na América. O imigrante português acabara de cruzar o Atlântico e encantou-se com a beleza de um maciço de pedra no horizonte. "É o Pão de Açúcar", avisou um passageiro. A partir de uma pequena padaria, o jovem luso ergueu, em 1948, um estabelecimento que se tornou ponto de encontro das madames paulistanas na época: a doceira Pão de Açúcar. A segunda parte da história da empresa tem como marco a recuperação do buraco em que ela se encontrava no final dos anos 80. É aí que entra o tino empresarial de Abilio dos Santos Diniz. Quatrocentas unidades da rede haviam sido fechadas e mais de 30 mil funcionários, demitidos. Parecia não restar alternativa senão esperar o grupo definhar até a morte. Abilio não se conformou. Vendeu imóveis, tomou empréstimos e anunciou a venda dos carros cedidos aos gerentes e diretores. "Chegamos até aqui com trabalho e humildade, mas agradeço primeiramente a Deus", costuma dizer Abilio, devoto de Santa Rita de Cássia.

MARCEL TELLES E CARLOS SICUPIRA: CERVEJA GELADA
Eles aparecem juntos porque fizeram carreira juntos e juntos ficaram bilionários. Marcel Herrmann Telles é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. De 1989 a 1999, exerceu o cargo de diretor-presidente da cervejaria Brahma. Carlos Alberto da Veiga Sicupira é formado em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e diplomado na Harvard Business School, dos EUA. Ele é também membro do Conselho de Administração da AmBev e sócio da GP Investimentos. De 1990 a 1999, atuou como membro do Conselho de Administração da Brahma. Com a venda de suas ações na Ambev, cada qual levou mais ou menos 1 bilhão de dólares. Bem-vindos ao clube! E um brinde com cerveja.

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RICO COMO WARREN BUFFET

Quer ser rico como ele? Então, pode começar prestando atenção aos conselhos de Warren Buffett, o homem que entendeu como ninguém como o mercado funciona. Uma multidão cada vez mais numerosa se reúne todos os anos para ouvir os conselhos do investidor americano Warren Buffett no tradicional encontro de acionistas de sua empresa, a Bershire Hathaway, na pequena cidade de Omaha, no estado de Nebraska.

Ao falar, Buffett coloca a inexpressiva Omaha no mapa. O interesse em torno do gênio das finanças cresce na mesma medida de sua incrível capacidade de ganhar (muito) dinheiro investindo na bolsa. Neste ano, ele aumentou sua fortuna em 10 bilhões de dólares. Com um patrimônio pessoal de 44 bilhões de dólares, Buffett se mantém, aos 76 anos, como o segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas do americano Bill Gates, seu velho amigo e discípulo.

Hoje suas idéias são cultuadas de maneira quase religiosa por seguidores e propagadas em centenas de livros nos Estados Unidos. No mercado editorial brasileiro, porém, os títulos sobre Buffett são poucos. Em parte, essa lacuna poderá ser preenchida por uma obra que será lançada em novembro. Trata-se de O Tao de Warren Buffet, escrito por Mary Buffett, ex-nora do investidor, em parceria com David Clark, um velho amigo da família. Na obra, Mary se descreve como uma 'buffettologista', integrante de um grupo de estudiosos para os quais quanto mais se pensa nas afirmações do investidor, mais elas se mostram reveladoras, tal qual os ensinamentos de um mestre taoísta - daí o nome do livro.

Durante anos de convívio com Buffett, os autores tiveram a chance de colecionar seus mandamentos de uma maneira privilegiada. A dupla anotou frases ditas por ele em reuniões sociais e encontros familiares. A obra traz 125 dessas citações acompanhadas de uma descrição do contexto em que surgiram. A coleção traça o retrato de um homem disciplinado e precavido e dá pistas de como ele consegue manter um poderoso portfólio de investimentos sob a bem-sucedida holding Berkshire Hathaway. Quando fundou a companhia, na década de 60, cada ação da Berkshire Hathaway valia 8 dólares - hoje, o valor dos papéis supera 100.000 dólares.

Dois princípios de Buffett predominam entre as citações do livro. Um deles é apostar apenas em empresas com fundamento ótimos - ou, nas palavras do investidor, que possam ser comandadas por qualquer idiota. Ele se refere a companhias lucrativas por longos períodos e que tenham uma marca e um conceito de produto tão bons que sejam à prova de fases ruins. Esses momentos de baixa seriam, aliás, o momento perfeito para aumentar a carteira com papéis da empresa e esperar pela valorização. Buffett aplicou essa lição, por exemplo, em 1973, ao comprar 11 milhões de dólares em ações da Washington Post Company, dona de um dos jornais mais importantes dos Estados Unidos. Na época, o grupo de comunicação atravessava um período turbulento e parecia pouco atraente para os analistas. A situação mudou e os papéis começaram a subir. Hoje, a participação de Buffett na companhia vale algo em torno de 1,5 bilhão de dólares.

A disposição em segurar por tanto tempo um mesmo ativo sintetiza o segundo lema de Warren Buffett para os negócios - uma lição aprendida em sua estréia na bolsa, aos 11 anos de idade. Na época, ele comprou três ações da petrolífera City Services, a 38 dólares cada. Logo o preço caiu para 27 dólares. Assim que elas se recuperaram e alcançaram uma cotação de 40 dólares, o pequeno Buffett as vendeu. Pouco tempo depois, elas alcançaram a cotação de 200 dólares e mostraram um dos muitos ensinamentos que ele gosta de passar adiante: paciência vale ouro. Segundo ele, o bom investidor se compromete com as ações de uma boa companhia para toda a vida e ignora ascensões e quedas momentâneas. Buffett não costuma se arriscar em ofertas iniciais de ações - os chamados IPOs - e prefere ações de companhias que vendem produtos tradicionais, como alimentos e roupas. Sinal de sua cautela é a recusa em adquirir ações de empresas de tecnologia. Buffett costuma afirmar que não importa o quanto a Microsoft rende hoje, mas sim o fato de que nem o dono dela, seu amigo Bill Gates, sabe qual será o futuro do setor daqui a dez anos. Logo, defende, trata-se de uma ação perigosa demais para comprar.

Apesar da riqueza, Buffett não faz o tipo esbanjador. Mesmo depois de ganhar seus primeiros milhões, Buffett rodava pela cidade onde nasceu e vive até hoje, Omaha, a bordo de um Fusca velho. Ele acreditava que os 25 000 dólares que gastaria num carro novo seriam mais úteis aplicados no mercado de ações - segundo seus cálculos, em 20 anos essa quantia poderia se transformar em quase 1 milhão de dólares. O mesmo raciocínio valia para as roupas, razão pela qual ele só usava ternos baratos. Mesmo seus aparentes excessos - como viagens a bordo de um jatinhos luxuosos - são regidos pela lógica financeira. Para poder voar nesses aviões, ele achou melhor comprar sua própria empresa, a NetJets, e ganhar mais um dinheirinho vendendo cotas que garantem aos compradores o uso de um determinado número de horas de vôo por ano.

Fonte: portalexame.abril.uol.com.br

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