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IMPOSTO NA PREVIDÊNCIA

Os planos de previdência complementar também podem ser utilizados como importante instrumento de planejamento tributário, uma vez que os aportes podem ser abatidos do imposto de renda. No caso da declaração completa, a melhor alternativa é utilizar um plano PGBL, pois esse tipo de plano permite que o valor dos aportes sejam abatidos até o limite de 12% da renda bruta anual tributável para efeito de cálculo do IR, desde que o cliente também contribua para o regime do INSS ou para o regime próprio dos servidores públicos.

Se você é um profissional liberal e a renda tributável não chega a ser relevante, o plano ideal em termos tributários é o VGBL. Nesse plano, o imposto de renda incide somente sobre o ganho de capital dos recursos aplicados, não sobre o volume total. É a alternativa mais recomendada para quem faz a declaração simplificada do IR.

Há ainda a possibilidade de um mix dos dois perfis de planos no planejamento tributário, recomendado para os casos em que os aportes extrapolem o teto de 12% da declaração completa. Nesse caso, os especialistas recomendam que se adotem duas estratégias de formação de poupança: um PGBL até o valor correspondente ao limite de 12% dedutíveis e um VGBL para o restante.

É também importante saber que os fundos de previdência não pagam imposto durante o período de acumulação dos recursos – processo conhecido no mercado como come cotas, pois o imposto de renda só incidirá no momento do pagamento do benefício. A partir de 2005, uma nova regulamentação permitiu ainda que os fundos de previdência seguissem uma tabela regressiva de desconto do IR. Se o período de acumulação desse benefício for de dez anos ou mais, por exemplo, a alíquota do IR a incidir nos valores será de apenas 10% – um diferencial tributário importante em comparação com outras alternativas de investimento de longo prazo.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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FUNDOS CICLO DE VIDA

Se o seu estilo de vida muda ao longo dos anos, nada mais razoável que o seu plano de previdência acompanhe essas mudanças. Esse é o conceito dos chamados fundos "ciclo de vida", nos quais a política de investimentos prevê a alocação dos recursos entre renda fixa e renda variável de acordo com o horizonte de tempo planejado por você para utilização dos recursos.

Por exemplo: se você é jovem, a alocação dos recursos de seu plano em um primeiro momento pode ser mais arrojada, com maior participação de renda variável. Na medida em que se aproxima a data de realização do seu projeto de vida, essa alocação pode se tornar menos agressiva – privilegiando, por exemplo, os investimentos em renda fixa.

O objetivo é promover o equilíbrio entre o tempo do investimento e os riscos aos quais você estará associado nos diferentes períodos, permitindo assim a maximização do retorno financeiro e maior tranqüilidade no momento de utilização dos recursos.

Os fundos com conceito "ciclo de vida" são desenhados especialmente para as pessoas que não têm tempo ou experiência para acompanhar de perto o dia-a-dia do mercado financeiro. As decisões de investimento dos fundos, sempre de acordo com a data de saída escolhida, são tomadas por gestores de recursos altamente qualificados no longo prazo, que buscam as melhores oportunidades de ganhos no mercado financeiro. Em outras palavras, você determina quando irá precisar do dinheiro e, em função disso, o banco oferece o conjunto de investimentos mais adequado às suas necessidades.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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A BOLSA E SEUS MITOS

Ao contrário do que parece, a palavra mito habita não apenas o universo dos deuses e heróis, mas também ambientes bem terrenos como o mercado de ações. Entender o que são esses mitos e saber destruí-los é fundamental para que o investidor se sinta seguro ao entrar nesse mercado. Confira abaixo alguns deles.

A BOLSA É UM CASSINO

Essa é uma afirmação bem distante da realidade do mercado. Os mecanismos de regulação pelas próprias Bolsas (auto-regulação) e pelas entidades regulatórias (no caso do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM) são de boa qualidade e funcionam como excelentes antídotos para o conceito de jogo ou cassino. Além disso, cada vez mais as empresas se empenham em melhorar seus índices de governança corporativa, o que traz maior transparência ao mercado e aos investidores.

A BOLSA É UMA LOTERIA

Ao investir em ações, você está comprando parte de um negócio, e não um bilhete de loteria. É a possibilidade de participar de uma atividade lucrativa, beneficiando-se com os resultados das empresas (dividendos), além da possível valorização do papel e, por conseqüência, do seu investimento. Já para aqueles que desejam "jogar na Bolsa", sem ter noção do mercado, das empresas e respectivos setores, de fato a possibilidade de perder dinheiro é grande.

A BOLSA É TERRENO PARA GRANDES INVESTIDORES

Realmente é de grande relevância a participação dos grandes investidores, nacionais e estrangeiros, particularmente os chamados institucionais (fundos de pensão, seguradoras etc.). Mas há também espaço para o pequeno investidor, que pode participar desse mercado de várias formas, seja comprando/vendendo ações diretamente na internet por meio dos chamados home brokers, seja por meio de fundos de investimento especialmente criados para essa finalidade, como os fundos de ações, os fundos multimercados etc.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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VOLATILIDADE DA RENDA FIXA

Imagine que você e mais dois amigos decidiram comprar uma casa pelo valor de R$ 450 mil, onde cada um contribuiu com R$ 150 mil. Três anos mais tarde, o valor da casa caiu para R$ 300 mil. Digamos, então, que um dos sócios queira sair da sociedade. Nesse momento, não se toma como base o valor da compra e sim o valor que a casa vale no mercado. Assim, sua cota valerá R$ 100 mil. Em sentido oposto, numa eventual valorização do imóvel para R$ 600 mil, a cota individual passaria a ser de R$ 200 mil, e não mais de R$ 150 mil.

Nos fundos de investimento ocorre o mesmo, só que os ativos são títulos e valores mobiliários contabilizados diariamente pelo preço que valem no mercado, o que explica a possibilidade de oscilações positivas ou negativas das cotas. A precificação destes ativos no patrimônio do fundo é determinada por um procedimento conhecido como "marcação a mercado", que nada mais é do que contabilizar o ativo pelo seu preço real, ou seja, valor pelo qual ele seria vendido no mercado em determinado momento, assim como no exemplo da casa.

Essa medida, determinada pelo Banco Central e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), visa dar maior transparência aos investidores, uma vez que reflete corretamente as variações dos ativos, das cotas e do patrimônio líquido do fundo de acordo com o mercado.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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QUAL SEU PERFIL DE INVESTIDOR

"Quanto maior o retorno, maior o risco." Não é por acaso que essa é a regra número 1 no mundo das finanças. No entanto, em um ambiente de juros elevados, mesmo aplicações consideradas de baixo risco, como os fundos DI, podem gerar retornos atrativos para os investidores. Por isso, é cada vez mais importante para o investidor entender qual é o seu perfil de risco.

Se o seu objetivo é apenas preservar o patrimônio conquistado, evitando riscos, você pode ser classificado como um investidor "conservador". Se visa fazer crescer o investimento, aceitando riscos maiores, será classificado como "arrojado". Ou, ainda, um meio-termo entre esses dois extremos: o perfil "moderado". É importante destacar que esse perfil não guarda relação direta com a sua personalidade ou com a sua idade, mas sim com o que você pretende fazer com o seu investimento. Por exemplo: é preciso levar em conta se você vai necessitar desses recursos no curto prazo ou se está disposto a aceitar variações negativas de rentabilidade nos momentos de maior volatilidade.

Um investidor que hoje se encaixa no perfil "arrojado" pode perfeitamente, em razão de mudanças na sua vida, passar para o perfil "conservador". O importante é que você se sinta confortável com o seu investimento.

CONSERVADOR

Busca segurança acima de tudo. Geralmente, são pessoas com vários dependentes, pouca experiência em mercado financeiro, não toleram perdas e o principal objetivo do investimento é a preservação do patrimônio. Os produtos com maior participação na carteira de investimentos desse perfil são: CDB, fundos DI e renda fixa.

MODERADO

Visa melhores retornos para seus investimentos, mas com moderação. Normalmente, aplica a maior parte em DI e renda fixa e o restante em produtos de média volatilidade, como fundos multimercado. Geralmente, são pessoas com algum conhecimento em mercado financeiro, poucos dependentes e cujos investimentos não serão utilizados em despesas diárias. Os produtos mais indicados para esse perfil são: fundos de renda fixa, multimercado e um pouco em ações ou fundo de ações.

ARROJADO

Aceita correr maiores riscos na busca de melhor rentabilidade. Aloca boa parte dos seus recursos em produtos de maior volatilidade, como ações e fundos de ações. Geralmente, são pessoas que conhecem muito bem o mercado financeiro, têm poucos dependentes, ou nenhum, e investimentos que serão utilizados no longo prazo. Os produtos mais indicados para esse perfil são os fundos multimercado, fundos de ações e ações.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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PRÁTICA ESPÚRIA

Prática espúria é um motivo - antigamente chamada de alínea - de devolução de cheque pelo banco sacado. Só pode ser informado pelos bancos que tenham assumido o Compromisso de Pronto Acolhimento, ou seja, pagam o cheque mesmo que não tenha fundos.

Este motivo caracteriza-se quando:
- forem apresentados, no mesmo dia, mais de 3 cheques sem fundos de valor até o estabelecido em dispositivo específico, sacados contra a mesma conta de depósitos;
- já tiverem sido pagos, em datas diferentes e em razão do referido Compromisso de Pronto Acolhimento, 3 ou mais cheques sem fundos de valor até o estabelecido em dispositivo específico.

Para assumir o Compromisso de Pronto Acolhimento, revogável a qualquer tempo, pelo qual se comprometerão a não devolver os cheques de valor até o estabelecido em dispositivo específico, pelos motivos 11 e 12, os bancos devem se registrar no Banco Central do Brasil junto ao Departamento de Organização e Autorizações Bancárias.

Vale lembrar que, nas devoluções pelo motivo 14 (prática espúria), os bancos são responsáveis pela inclusão do correntista no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF).

No caso de cheque emitido por pessoa que age de má fé e sabe que a conta está encerrada, além de recair na sanção administrativa de inclusão de seu nome no banco de dados do CCF e SERASA, está cometendo infração ao artigo 171, caput do Código Penal, na figura do estelionato simples, e não ao disposto no parágrafo 2º, VI do mesmo artigo (fraude no pagamento por meio de cheque), que é aplicado a quem emite cheques sem a devida provisão de fundos.

Na dúvida, para evitar problemas, mantenha a discilpina, equilibre suas finanças e controle o uso do cheque.

Fonte: www.sci.com.br e www.bcb.gov.br e jus.uol.com.br

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FUNDOS DE INVESTIMENTO

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os fundos classificam-se em:

- CURTO PRAZO;
- REFERENCIADO;
- RENDA FIXA;
- MULTIMERCADO;
- AÇÕES;
- CAMBIAL;
- DÍVIDA EXTERNA.


CURTO PRAZO: Investem seus recursos exclusivamente em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito. Estes títulos podem ser de renda fixa, pós ou prefixados, e geralmente, sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros usada nas operações entre os bancos (conhecida como taxa do CDI). Investem em papéis com prazo máximo a decorrer de 375 dias e o prazo médio da carteira é de, no máximo, 60 dias. Por estas características, são considerados os mais conservadores, indicados para investidores com objetivo de investimento de curtíssimo prazo, pois suas cotas são menos sensíveis as oscilações das taxas de juros.

REFERENCIADO: Identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar. Para tal, investe no mínimo 80% em títulos públicos federais ou em títulos de renda fixa privados classificado na categoria baixo risco de crédito. Além disso, no mínimo 95% de sua carteira é composta por ativos que acompanhem a variação do seu indicador de desempenho, o chamado benchmark. Usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge). Os fundos referenciados mais conhecidos são os DI. Você provavelmente já ouviu falar deles. São fundos que buscam acompanhar a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI), e se beneficiam em um cenário de alta de juros.

RENDA FIXA: Aplicam uma parcela significativa de seu patrimônio (mínimo 80%) em títulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou pós-fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço). Além disso, usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge). Nos fundos de Renda Fixa acontece o oposto dos fundos Referenciados DI, pois se beneficiam em um cenário de redução das taxas de juros.

MULTIMERCADO: Possuem políticas de investimento que envolve vários fatores de risco, pois combinam investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio, ações, entre outros. Além disso, utilizam-se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições, ou para proteção de suas carteiras (hedge). São fundos com alta flexibilidade de gestão, por isso dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos (market timing), na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será investido em cada um dos mercados (asset mix).

AÇÕES: Investem no mínimo 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Alguns fundos desta classe têm como objetivo de investimento acompanhar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o Ibovespa ou o IBX. São mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.

CAMBIAL: Estes fundos devem manter no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, diretamente ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou à uma taxa de juros (o chamado de cupom cambial). Nesta classe os fundos mais conhecidos são os chamados fundos Cambiais Dólar que objetivam seguir a variação da cotação da moeda norte americana. Mas é importante ficar atendo, pois estes fundos não refletem exatamente a cotação do dólar, pois nele estão envolvidos custos de taxa de administração, imposto de renda, bem como a variação da taxa de juro.

DÍVIDA EXTERNA: Aplicam no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior. Estes títulos são mantidos no exterior. Para o investidor no Brasil, este fundo é a única forma de aplicar nos papéis emitidos pelo governo brasileiro negociados no exterior.

Fonte: www.comoinvestir.com.br

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