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O MARKETING POR SETH GODIN

Seth Godin ficou famoso por ser o autor de um dos blogues sobre marketing mais famosos em todo o mundo e um autor de livros cuja originalidade é aplaudida pelos leitores. Godin escreveu muitos livros, incluindo alguns que nada tem a ver com marketing. Porém, ele é mais famoso por sua ideologia de marketing. Em entrevista cedida para o Blog do Consignado, Seth Godin responde à perguntas sobre marketing.

O SEU NOVO LIVRO CHAMA-SE "MEATBALL SUNDAE" (SUNDAE DE BOLA DE CARNE). O QUE É UM SUNDAE DE BOLA DE CARNE?

Um sundae de bola de carne é o resultado infeliz da união de duas boas idéias. As bolas de carne são o alicerce, as coisas que precisamos (e ás vezes nós queremos). Falo das commodities que muitos negócios são focados e embasados. A parte de cima deste sundae (calda e afins) é o Novo Marketing, refiro-me as redes sociais, seus blogs e comunidades virtuais, Google e todas essas coisas atraentes que as pessoas ficam empolgadas. O desafio que as organizações enfrentam: tentar unir os dois. Eles tentam introduzir o Novo Marketing dentro de um modelo velho e enferrujado e inevitavelmente terminam apenas com um site medíocre. O livro fala sobre 14 tendências que estão mudando nosso mundo e como as organizações podem se beneficiar, ou se machucarem com essas tendências.

O QUE MUDOU DESDE 1964 E O QUE SIGNIFICA SER UM PROFISSIONAL DE MARKETING HOJE?

Em 1964, marketing era a mesma coisa que propaganda. Quanto mais propagandas você fazia, mais você crescia. Hoje, claro, propaganda é muito menos efetiva, e marketing hoje se embasa em criar histórias sobre produtos e serviços que as pessoas escolhem falar, via os infinitos canais de comunicação disponíveis hoje em dia.

QUAL SERIA SEU CONSELHO PARA AQUELES COLEGAS QUE AINDA ACREDITAM CEGAMENTE EM FORMAS TRADICIONAIS DE PROPAGANDA?

Torne-se um veterinário.

OS CLIENTES SE IMPORTAM COM AS MARCAS E SUAS PROMESSAS?

Uma marca é um atalho para as histórias e memórias que nós temos de um produto ou serviço. E as promessas feitas por uma marca são muito mais implícitas do que explícitas. Estas nós já desacreditamos!

VOCÊ PODERIA DAR EXEMPLOS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE TIVERAM A CORAGEM DE MUDAR E SE ADAPTAR AOS NOVOS DESAFIOS?

Por favor, lembre-se. A internet não foi feita para atender o que você é hoje. TV, rádio e outras formas de mídia de massa apenas existem por uma única razão: vender propaganda. Vender suas coisas. A internet não é assim, ela existe por outras razões. Paypal é um bom exemplo de uma instituição financeira que acreditou na net ao invés de ir pelo velho caminho.

QUAIS SÃO AS GRANDES OPORTUNIDADES E RISCOS PARA AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE PRETENDEM ATUAR NO AMBIENTE ON-LINE?

O maior desafio é dividir o controle, confiar, adotar a mídia, ser sério sobre as mudanças que pretendem fazer, não se resumindo a maneira que falam.

COMO APLICAR O CONCEITO DE MARKETING DE PERMISSÃO APROPRIADAMENTE NA CONSTRUÇÃO DE "MAILING" NO MERCADO DE CRÉDITO CONSIGNADO?

Spam não funciona! Pelo menos em longo prazo. As empresas de verdade e corajosas, as grandes empresas, mandam uma nota antecipada, personificada e relevante, de maneira alguma spam. Essa alternativa em curto prazo lhe colocará em problemas toda hora.

QUAL A REAL CONSEQÜÊNCIA DA PRÁTICA DE ENVIO DE "SPAM"?

O que eles não percebem é que conseguindo uma resposta de 1% ao utilizar um mailing não autorizado, 99% está sendo treinado ou para lhe ignorar ou lhe odiar. Odiar você! Uau! Ódio da sua marca. Esta é a conseqüência.

O QUE VOCÊ FARIA SE FOSSE CONTRATADO PARA TRABALHAR EM UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE ENCARA O MARKETING COMO CAIXA DE FERRAMENTAS?

Pararia com Propaganda. Ficaria um mês investindo em novos produtos e serviços. Acharia uma tribo de entusiastas que amassem nossas novas idéias e projetos. Começaria com Outbound Marketing.

Entrevista feita por Gabriel Rossi para a 3° edição da Revista HR CONSIGNADO.

Fonte: www.blogdoconsignado.com.br e pt.wikipedia.org

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DIVERSIFICAR É PRECISO

Ao fazer um investimento você está necessariamente assumindo um risco. Ao contrário de poupar, em que o objetivo é apenas preservar o valor do seu dinheiro, sem correr riscos, no investimento você tem a possibilidade de obter maior rentabilidade sobre os recursos aplicados. E por isso aceita assumir algum risco.

Há, no entanto, maneiras de minimizar o risco inerente ao investimento. A mais importante delas é a chamada diversificação, na qual procura-se fazer uma distribuição adequada dos recursos entre diferentes alternativas de investimento. O objetivo é assegurar que eventuais perdas em uma das opções sejam compensadas por ganhos em outras.

Trata-se da sábia recomendação de não se colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Adaptado ao mercado financeiro, o conceito significa que, mesmo que uma cesta de aplicação - renda fixa ou Bolsa - pareça segura e confiável, podem ocorrer imprevistos no cenário econômico que a fragilizam.

Daí a importância de construir uma carteira diversificada de investimentos, reduzindo os riscos da concentração em determinados ativos financeiros. Não é por acaso que as práticas modernas de gestão de recursos privilegiam cada vez mais o desempenho de uma carteira de investimentos, e não mais uma alternativa de investimento isolada.

Obviamente, essa alocação dos "ovos" em diferentes cestas precisa ser orientada por uma equipe de especialistas em assessoria financeira. Esses profissionais consideram não somente os riscos envolvidos em cada alternativa de investimento no cenário econômico, mas sobretudo o seu perfil de investidor. Essa avaliação indica o tipo de risco que você está disposto a assumir.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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DINHEIRO COM IMÓVEIS

Uma forma bastante interessante de investir em imóveis sem ter todo o capital que seria necessário para fazer isso sozinho é usar a teoria do “dividir para conquistar”. O nome mais formal dessa forma de organização é incorporação imobiliária, que é basicamente, um grupo de investidores por cotas.

Vejamos por exemplo como construir um pequeno prédio de 8 apartamentos de R$140.000 cada um. Vamos imaginar que o custo de construção deste prédio seja de R$800.000 já com o valor do terreno, de forma a termos um lucro total de pouco mais de R$ 300.000 na hora da venda das unidades. São 57% de rendimento no final do empreendimento.

Podemos dividir o investimento em 80 cotas de R$ 10.000, sendo que cada 10 cotas equivalem a um apartamento completo. As pessoas que vão investir nesta incorporação podem comprar quantas cotas quiserem, mas podemos também definir uma quantidade mínima, por exemplo, 2 cotas por pessoa. Neste caso precisaríamos de no máximo 40 investidores.

No final de 24 meses (6 meses de projeto e 18 meses de construção, por exemplo), os apartamentos podem ser vendidos e os investidores partem com seu lucro, provavelmente para iniciar o próximo empreendimento. E assim segue a vida. A coisa toda é bastante simples depois de formarmos um grupo de pessoas focadas em investir seriamente nisto. E pelos valores expostos, dá para notar que podemos fazer isso com um capital inicial relativamente pequeno (no exemplo, apenas R$20.000).

Para quem não tem nem os R$20.000 iniciais, há ainda a possibilidade de fazer o mesmo tipo de investimento substituindo os R$20.000 iniciais por prestações mensais de R$1.000.

Outra coisa que deve ser levada em conta é que como não vamos pagar a construção e materiais todos logo no início, a quantia arrecadada entre os investidores fica investida na conta da incorporação, rendendo juros todo mês e aumentando ainda mais o lucro final.

Resumidamente o que fazemos depois de ter estruturado uma incorporação imobiliária (mesmo que pequena e informal entre poucos amigos) é usar o dinheiro arrecadado não para pagar a construção, mas sim, para comprar cartas de crédito já contempladas que serão usadas para alavancar mais ainda nosso capital. Dessa forma, precisamos juntar bem menos dinheiro de cada um dos participantes da nossa Incorporação.

Não necessariamente precisamos comprar consórcios já contemplados. Existem três alternativas que se enquadram bem nesta oportunidade:

- Podemos comprar cartas contempladas com muitas prestações pagas. Essas cartas possuem um valor de entrada maior, alavancando um pouco menos o nosso capital. Por outro lado, possuem uma característica bastante agradável. Elas praticamente não tem ágio. Como já tiveram muitas prestações pagas, elas não são tão fáceis de serem vendidas rapidamente a não ser que o ágio seja bastante baixo ou até mesmo inexistente. Com essas cartas conseguimos alavancar uns 60% a 65% a mais do que nosso capital inicial.

- Podemos comprar cartas já contempladas com ágio. Semelhante aos consórcios da opção anterior, mas com a diferença de serem cartas contempladas logo no início do grupo. Com essas cartas conseguimos uma grande alavancagem do nosso capital, praticamente 100%. Isso mesmo, dobramos o valor que temos disponível. Mas isso tem um custo, o ágio embutido nas cartas. Temos que estar cientes disso e lembrar de colocar esse valor no cálculo final dos nossos custos. De toda forma, essa é uma alternativa para construirmos mesmo tendo apenas metade do valor necessário.

- A última forma para alavancar nosso capital para a construção de imóvel é através de cartas novas, mas em grupos antigos. Nesses grupos já aconteceram muitas contemplações, efetivamente fazendo com que a quantidade e tamanho dos lances necessários para a contemplação sejam bem menores. Assim, com um lance de aproximadamente 50% do valor do crédito, conseguimos contemplar esses consórcios.

Tudo isso é muito bom, mas depois de construído ainda temos o prédio / casa / condomínio, alienados em nome da administradora do consórcio. No caso exposto, a construção de um prédio de apartamentos, já na fase do projeto resolvemos isso. As unidades individuais (cada apartamento) são descritas separadamente. Então usamos os consórcios para financiar a construção de cada unidade. Isso nos dá uma vantagem extra na hora da venda.

Quando formos vender cada apartamento, como temos as cartas de consórcio garantidas por cada um deles, vendemos o apartamento já “pré-financiado” para o comprador. Ele dará um valor de entrada correspondente ao valor que já investimos e nosso lucro no empreendimento e ficará com o restante das prestações de uma ou mais cartas que estão atreladas àquele apartamento que ele está adquirindo.

Mais uma possibilidade que temos: como investimos apenas pouco mais da metade do dinheiro da construção, o resto tendo sido financiado pelos consórcios, podemos dar ainda mais facilidades ao comprador e ainda ganhar um pouco mais de lucro no final. Podemos financiar a parte do valor que representa nosso lucro (afinal, esse dinheiro não saiu do nosso bolso) e ainda ganhar juros em cima disso.

Fonte: www.moedacorrente.com.br

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