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A ESTRATÉGIA OCEANO AZUL

O que diferencia perdedores de vencedores? O que torna algumas empresas ícones de uma época enquanto outras naufragam, tentando vencer a concorrência? O professor sul-coreano Chan Kim, da escola de negócios Insead, na França, diz ter encontrado a resposta: ganhadores não competem com os rivais, eles os tornam irrelevantes. A base disso está na maneira como elaboram e executam sua estratégia para o futuro.

Kim é co-autor do livro A Estratégia do Oceano Azul, um fenômeno editorial em todo o mundo. Ao estudar a história econômica do último século, ele descobriu que as empresas que inventam seu próprio ambiente de negócios nadam livres num oceano azul, no qual a concorrência não faz a menor diferença. Para Kim, a mesma regra vale para os profissionais. Tudo começa com uma mudança de foco. Pare de olhar para profissionais concorrentes. Pense em oportunidades alternativas, em que suas competências serão úteis. Pare de enxergar apenas o cliente (chefe e equipe) e analise os não-clientes. Resista à tentação de julgar o seu sucesso pelo sucesso do outro.

Um dos exemplos preferidos de Kim vem do Cirque du Soleil, o circo canadense que arrasou em sua passagem pelo Brasil no ano passado. Guy Laliberté criou seu oceano azul ao eliminar atributos do espetáculo tradicional, como os animais, e em seu lugar ofereceu a vibração do circo aliada à sofisticação intelectual do teatro. Ao estudar movimentos estratégicos como esses, Kim e a co-autora de Oceano Azul, Renée Mauborgne, também professora do Insead, descobriram fatores em comum que podem ser copiados por qualquer empresa ou profissional. A partir daí, montaram a metodologia que vem sendo usada por empresas de todo o mundo. Uma das ferramentas é chamada de quatro passos da visualização da estratégia.

PASSO 1: O DESPERTAR VISUAL

Kim diz que a primeira coisa que percebe quando a empresa vai elaborar sua estratégia é que ela não se conhece. Com os executivos acontece a mesma coisa. Acabam elaborando planos que não se concretizam ou vão custar muito mais caro que o previsto. No caso dos profissionais, uns se acham melhores do que são e outros vivem inseguros, pensando que são piores do que são. Neste primeiro passo, o objetivo é montar uma matriz de valor, em que constam suas principais competências e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas. "Você desenha quem deseja ser", diz Kim. No mesmo gráfico, repita a operação com o perfil de um profissional que você admira e respeita. Talvez essa pessoa não exista, mas você pode colocá-la como um target ideal. Ao comparar as duas linhas, você visualiza onde está em relação ao que pode ser.

PASSO 2: A EXPLORAÇÃO VISUAL

Vá a campo para descobrir como você está sendo percebido. No caso de uma empresa, isso significa entender como seus produtos e serviços são usados e percebidos pelos clientes. Assim como elas, você jamais deve terceirizar seus olhos e ouvidos. "Nada substitui a própria percepção - os grandes artistas não pintam seus quadros com base em descrições apresentadas por outras pessoas, tampouco reproduzem fotografias. Gostam de ver o tema com os próprios olhos", diz Kim. Michael Bloomberg, antes de virar prefeito de Nova York, criou o mais inovador serviço de informações financeiras a partir da observação de que os operadores usavam papel, lápis e calculadora eletrônica para anotar as cotações e calcular os preços antes de tomar decisões sobre que ações comprar ou vender. Ele mesmo comentava que a idéia deveria ter sido óbvia para qualquer um que observasse que o mercado estava carente de ferramentas que ajudassem a interpretar os dados.

É claro que o primeiro a opinar deve ser seu cliente (no caso, o chefe e a equipe), mas você deve ir atrás também do não-cliente. Não basta conversar. Também é preciso analisar como eles podem encontrar maneiras alternativas de suprir as necessidades que hoje são atendidas por você. A seguir, desenhe uma nova matriz estratégica para sua carreira. O desafio é identificar com sucesso, em meio à pilha de possibilidades existentes, as oportunidades realmente atraentes. Continue sua exploração visual usando aquilo que Kim chama de o modelo das seis fronteiras:

a) As competências alternativas: seu concorrente não é apenas quem faz a mesma coisa que você. É também quem tem competências alternativas às suas. Restaurante e cinema são opções de lazer distintas, mas as pessoas vão a eles com o mesmo objetivo: lazer fora de casa. Quem pode concorrer com você?

b) Examine os profissionais estratégicos dentro da empresa: descubra aqueles que cultivam as mesmas diferenças fundamentais. Estude-as.

c) Examine sua cadeia de clientes: questione a definição convencional sobre quem deve e pode ser cliente de suas competências. A Canon criou a indústria de copiadoras de mesa deslocando o cliente-alvo (as empresas) para o usuário final. Qual é a sua cadeia de clientes?

d) Examine a oferta de competências complementares: o oceano azul geralmente se oculta em produtos e serviços complementares aos oferecidos hoje. O estacionamento e a pipoca, por exemplo, são complementares ao cinema.

e) Examine qual é o seu apelo: você oferece mais competências técnicas ou de gestão? Lembre-se que profissionais com apelo gerencial aumentam seu valor de mercado sem oferecer novas habilidades técnicas. No sentido contrário, os técnicos podem ganhar nova vida acrescentando gestão ao seu portfólio.

f) Examine o transcurso do tempo: todos estamos sujeitos a tendências externas que afetam a carreira ao longo do tempo. O problema é que tendemos a nos concentrar na projeção da tendência em si. Daí ajustamos nosso ritmo a ela. No entanto, segundo Kim, os insights mais importantes para a estratégia do oceano azul raramente brotam da tendência em si. Em vez disso, surgem de especulações sobre como a tendência mudará o valor para os clientes e como mudará o modelo de negócios deles.

PASSO 3: VISUALIZE A ESTRATÉGIA

Para cada estratégia visual (por exemplo: melhorar seu relacionamento interpessoal, aprender a negociar etc.), escreva uma mensagem consistente que reflita a essência dela. Qualquer idéia cuja explicação leve mais de dez minutos é complicada demais para ser boa. Se não tiver foco, singularidade e mensagem consistente, a estratégia vai encalhar ou terá execução dispendiosa de tempo e dinheiro. Apresente sua nova matriz visual para clientes e não-clientes. Prepare-se para descartar aqueles atributos que não despertarem a atenção visual dos "juízes".

PASSO 4: COMUNICAÇÃO VISUAL

Agora que você já sabe o gap entre o que é e o que deseja ser, pode montar seu plano estratégico para cruzar a distância entre as duas linhas. Para isso, faça quatro perguntas-chave:

a) Quais atributos que o mercado considera indispensáveis devem ser eliminados porque manterão você nadando num oceano vermelho?

b) Que atributos devem ser reduzidos bem abaixo dos padrões de mercado?

c) Que atributos devem ser elevados bem acima dos padrões do mercado?

d) Que atributos nunca oferecidos devo criar?

Para finalizar, divulgue a sua nova estratégia. "Ela deve ser o ponto de referência em todas as suas decisões de carreira, desde uma mudança de emprego até um investimento em desenvolvimento profissional", diz Kim.

Fonte: vocesa.abril.com.br e empreendedorjovem.wordpress.com

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FUNDOS CICLO DE VIDA

Se o seu estilo de vida muda ao longo dos anos, nada mais razoável que o seu plano de previdência acompanhe essas mudanças. Esse é o conceito dos chamados fundos "ciclo de vida", nos quais a política de investimentos prevê a alocação dos recursos entre renda fixa e renda variável de acordo com o horizonte de tempo planejado por você para utilização dos recursos.

Por exemplo: se você é jovem, a alocação dos recursos de seu plano em um primeiro momento pode ser mais arrojada, com maior participação de renda variável. Na medida em que se aproxima a data de realização do seu projeto de vida, essa alocação pode se tornar menos agressiva – privilegiando, por exemplo, os investimentos em renda fixa.

O objetivo é promover o equilíbrio entre o tempo do investimento e os riscos aos quais você estará associado nos diferentes períodos, permitindo assim a maximização do retorno financeiro e maior tranqüilidade no momento de utilização dos recursos.

Os fundos com conceito "ciclo de vida" são desenhados especialmente para as pessoas que não têm tempo ou experiência para acompanhar de perto o dia-a-dia do mercado financeiro. As decisões de investimento dos fundos, sempre de acordo com a data de saída escolhida, são tomadas por gestores de recursos altamente qualificados no longo prazo, que buscam as melhores oportunidades de ganhos no mercado financeiro. Em outras palavras, você determina quando irá precisar do dinheiro e, em função disso, o banco oferece o conjunto de investimentos mais adequado às suas necessidades.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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FILHOS CONSUMISTAS

Uma preocupação cada vez maior que vejo das pessoas com quem converso e que possuem filhos é a dificuldade de impor limites de compra para crianças, que querem adquirir tudo que vêem na televisão e nos shoppings. Isso sempre termina no questionamento: Como saber se a criança virou consumista demais?

Essa é uma resposta complicada. Já que hoje a criança é elevada ao status de consumidora adulta sem estar preparada. E a publicidade utiliza de propagandas são apelativas, que causam desejos imediatos nas crianças de querer o produto, e isso não significa necessariamente que essa criança é excessivamente consumista, pois, esse desejo será rapidamente esquecido.

Contudo, uma situação que indica uma criança excessivamente consumista é quando ela gasta todo seu dinheiro ganho com mesadas e logo pede mais dinheiro para seus pais. Porém, não existe um índice que mostre qual o grau que esse problema atingiu e, infelizmente, vivemos em uma sociedade de consumo onde cada vez mais cedo as crianças estão expostas a um infindável número de produtos e, conseqüentemente, gastam mais.

Por isso, os pais possuem papel fundamental desde cedo para que seus filhos não percam o controle do dinheiro desde os primeiros anos. Principalmente porque cada família tem seus valores, e isso faz com que qualquer ação de pessoas fora desse grupo não tenha tanta relevância, é simples, se a criança vê os pais comprando sem parar, vão tender a seguir esse exemplo e acabar ficando desta forma.

Assim, é fundamental ter muito cuidado com o exemplo que os familiares passam, e desde cedo demonstrar que a felicidade não está associada ao consumismo desenfreado e sim na atitude de atingir seus objetivos. No caso do exemplo externo, a família também terá um papel de grande relevância, que é o de estabelecer os limites para esta atitude. Os pais podem reforçar ou não a atitude consumista da criança e se o comportamento da criança não mudar nesse primeiro momento é muito provável que ela se torne um adulto sem limite nos seus gastos e que estará facilmente exposta a indústria de crédito fácil e juros abusivos que leva milhões de brasileiros as estatísticas de endividamento.

O papel dos pais é sempre ensinar a criança que existem coisas que são realmente necessárias e outras nem tanto. Sempre direcione com que a criança ao se interessar por um produto faça a seguinte pergunta: Eu realmente preciso disto? Quanto tempo irei utilizá-lo? Isto fará com que ela pense a respeito da real necessidade desta compra.

Fonte: www.disop.com.br

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A LIDERANÇA POR CÉSAR SOUZA

César Souza é consultor de várias empresas de porte no Brasil e considerado um dos maiores experts brasileiros em desenvolvimento de líderes, integração de equipes, estratégia empresarial e conquista e fidelização de clientes. Em entrevista cedida para o Blog do Dinheiro, César Souza responde à perguntas sobre liderança.

COMO O TERMO LIDERANÇA PODE SER DEFINIDO?

Liderança é a arte de influenciar pessoas. Isso acontece quando o líder consegue inspirar a equipe em torno de uma casa, de uma bandeira, de um propósito comum.

O QUE É PRECISO PARA SE TORNAR UM LÍDER? ELE JÁ NASCE PRONTO OU POSSO DESENVOLVER CARACTERÍSTICAS PARA ME TORNAR UM?

Líder não nasce pronto, a gente aprende a ser líder. As pessoas podem, sim, desenvolver várias características que a ajudam a se tornar um líder, em vez de apenas um chefe.

EXISTE DIFERENÇA ENTRE CHEFIA E LIDERANÇA? COMO IDENTIFICAR QUEM É QUEM?

Sim, o chefe inspira pela hierarquia. O líder inspira pelos valores.

QUAIS OS MÉTODOS QUE O LÍDER NATO DEVE TRABALHAR PARA APRIMORAR E DESENVOLVER SUA LIDERANÇA?

Para desenvolver sua liderança, os lideres (não os "natos", pois isso não existe) precisam aprender a:

- definir causas para a equipe, não apenas metas e tarefas;
- desenvolver outros líderes, não apenas seguidores;
- surpreender pelos resultados, não apenas fazer o combinado;
- inspirar pelos valores, não apenas pelo carisma ou hierarquia.

Não existe "método", pois liderança não é uma questão técnica e sim uma questão de atitudes e posturas. Líderes precisam ser determinados, proativos, criativos, inspiradores e ter iniciativa.

QUAL O CONSELHO PARA AQUELAS PESSOAS QUE PROCURAM SER LÍDERES MAS NÃO CONSEGUEM ATINGIR ESTE OBJETIVO?

Liderança não deve ser um objetivo e sim um meio. A liderança ocorre quando uma pessoa consegue influenciar outra. Todos somos líderes em alguma circunstância da vida. Liderança não é cargo, nem posição social. Sugiro a leitura de "Você é o Líder da Sua Vida?", livro onde procuro deixar claro que "antes de pretender liderar os outros, aprenda a liderar você mesmo". Esse é o maior conselho que daria aos jovens líderes.

Fonte: www.cesarsouza.com e www.bloglider.globolog.com.br

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PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

A previdência complementar, como o próprio nome sugere, é um produto financeiro que visa complementar a renda paga aos aposentados pelo Estado por meio da Previdência Social (INSS) ou propiciar que os valores acumulados e rentabilizados durante determinado período sejam utilizados para a realização de projetos de vida, como num investimento de longo prazo.

COMO FUNCIONA

É dividida em dois momentos distintos: o de acumulação e o de renda. No primeiro, a pessoa aporta os seus recursos de maneira periódica no plano escolhido e esses valores são investidos e rentabilizados durante o prazo contratado. No segundo momento, a pessoa deixa de fazer os aportes e passa a receber os recursos na forma de uma renda mensal ou do resgate integral dos depósitos mais o rendimento contabilizado no período. Os planos de previdência complementar possuem características específicas, e cada vez mais valorizadas para os investimentos de longo prazo.

ENTIDADES ABERTAS E FECHADAS

A previdência complementar pode ser administrada por empresas fechadas ou abertas. Fechadas são entidades de previdência ligadas a uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ou uma associação de classe que oferecem a previdência complementar exclusivamente aos seus funcionários e associados. Já as entidades abertas, como bancos e seguradoras, oferecem os planos de previdência complementar a todos os interessados, da mesma forma como disponibilizam outros produtos financeiros.

COMO ESCOLHER UM PLANO

Ao contrário do passado, existe hoje uma grande variedade de produtos de previdência no mercado, permitindo a você a escolha criteriosa de um plano que atenda exatamente a seus objetivos e necessidades. Os planos PGBL e VGBL são atualmente os mais procurados, por serem produtos ajustáveis a cada perfil e também pela possibilidade de ser utilizados como instrumento de planejamento tributário da família.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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DINHEIRO, CONSUMO E ESTILO

O significado universal do dinheiro é ser ele um meio de trocas, uma via de inúmeras possibilidades. Socialmente, estabelece alguns contornos e confere um estilo de vida determinado pela capacidade e oportunidade de alavancagem financeira. Mas a relação com o dinheiro é absolutamente singular. A forma de gastar, investir e sentir o dinheiro está relacionada com os significados inconscientes de cada um. O que representa ter? Quanto é necessário? Por que ter?

Questões como essas podem ser respondidas considerando dois aspectos. Primeiro, pelas razões concretas de segurança, conforto, empreendedorismo etc. Segundo, pelos afetos, fantasias e desejos particulares que constituem cada indivíduo. Portanto, é essencial conhecer o próprio perfil na integralidade, ou seja, na racionalidade e na subjetividade. Mas por quê?

Porque as decisões financeiras são tomadas a partir dessas duas instâncias. Considerar a subjetividade é tão importante quanto conhecer as pretensões objetivas. Por exemplo, quando as pessoas racionalmente decidem que vão economizar mais, vão parar de fumar ou fazer exercícios regularmente e simplesmente não conseguem? Existe uma determinação genuína, mas é insuficiente.

Pelo fato de as decisões racionais serem sempre acompanhadas pelas motivações inconscientes é comum que, em muitos casos, não haja uma ressonância positiva. É nesse cenário que o consumo está inserido. É fundamental, necessário e prazeroso consumir. Por outro lado, o consumismo é prejudicial, dispensável e doloroso. O consumo é limitado, o consumismo é desregrado. Enquanto o primeiro gera uma satisfação muito mais prolongada, o segundo estabelece rapidamente arrependimentos, angústias e, por muitas vezes, endividamentos.

Na realidade, o consumismo desenfreado parte de um endividamento afetivo. Por motivações afetivas, homens, mulheres e crianças buscam freneticamente a satisfação em algum objeto palpável. Isso tem levado milhões de pessoas em todo o mundo às lojas, com a expectativa de que o bem-estar seja ali encontrado.

Estariam todos enganados? Sim e não. Sim porque todos sabem, ou vão saber mais cedo ou mais tarde, que a felicidade, o bem-estar verdadeiro e a auto-estima não são exteriores; portanto, não podem ser comprados. Ao mesmo tempo, não estão propriamente enganadas. Acima de tudo, estão absorvidas pela cultura do ter, ou do parecer ter. Refletir sobre as escolhas financeiras fortalece o seu estilo e a sua individualidade.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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O COFRINHO É UMA BOA OPÇÃO

Com a proximidade do dia das crianças, segue artigo do consultor e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro O Menino do Dinheiro (Editora Gente), no qual ele ensina como um simples cofrinho de presente para as crianças pode representar na mudança de comportamento em relação ao dinheiro com a educação financeira.

COFRINHOS SÃO ÓTIMAS OPÇÕES PARA EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Difícil encontrar alguém que na infância não tinha um cofrinho para guardar as moedas que ganhava dos familiares, ou que economizava no recreio da escola. Um momento que marcava na infância era o dia de quebrar esse objeto e descobrir o quanto tinha guardado e depois usar esse dinheiro nos mais variados desejos. Essa ação inocente, contudo, era muito importante, sendo os primeiros contatos das crianças com o dinheiro e o ato de poupar.

Infelizmente, nas décadas de 80 e 90 essas peças sumiram dos quartos das crianças em função dos altos índices de inflação e da mudança constante de moedas. Mas depois desse período cada vez é mais interessante que os pais voltem a presentear seus filhos com os cofrinhos para que eles iniciem um contato cada vez maior com o dinheiro, aprendendo a poupar para realizar esses sonhos.

Esses cofres podem ter os mais variados formatos, os mais comuns são os porquinhos, de todos os tamanhos e cores, isso não importa. O que realmente é importante é que na hora que se dá esse presente para as crianças se tenha uma conversa mostrando a importância de poupar, relacionando o dinheiro guardado a um sonho a ser realizado.

Um ponto importante é quando o dinheiro guardado no cofrinho atinge o valor do sonho, neste momento os pais devem fazer com que a compra do bem desejado seja realizada. Mas muito cuidado, é comum que os pais fiquem orgulhosos ao ver que a criança atingiu seu objetivo e ao invés de levá-la com seu dinheiro para realizar a compra os pais acabam não utilizando o dinheiro dela, quebrando neste momento o encanto e o prazer de conquista da criança de continuar poupando para realização de seus sonhos.

Não existe uma hora certa para a quebra do cofrinho, é aconselhável que o mesmo esteja cheio, ou em uma data que foi pré-estabelecida quando começou a guardar o dinheiro nele, como faz O Menino do Dinheiro. A antecipação da quebra demonstra falta de controle, pois é um compromisso que a criança assumiu. Assim, a quebra do cofrinho antes da hora somente em caso de extrema necessidade.

Fonte: www.disop.com.br

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200 ANOS DE BANCO DO BRASIL

Tradição, confiança, segurança, qualidade, transparência e modernidade. Esses são os fundamentos que caracterizam uma instituição que mereça ser reconhecida como referencial no mercado. Ao completar 200 anos de sua fundação, ocorrida em outubro de 1808, o Banco do Brasil se orgulha de ter construído uma história que lhe assegura essa condição.

Ao longo de quase dois séculos, período em que o Brasil passou por profundas transformações políticas, econômicas e sociais, o Banco do Brasil manteve-se sempre uma instituição à altura das aspirações maiores do País e dos brasileiros, honrando sua condição de maior empresa financeira do Brasil e uma das mais importantes no cenário internacional.

Resultado da confiança que sempre lhe depositaram seus clientes – atualmente mais de 25 milhões – e da dedicação dos seus colaboradores, o BB manteve ao longo da sua história uma posição de vanguarda e liderança no mercado financeiro. Foi o primeiro banco brasileiro a ingressar na Bolsa de Valores, a lançar cartão de múltiplas funções, a implantar o serviço de mobile banking e a se comprometer com uma agenda socioambiental. Hoje é líder em ativos, depósitos totais, câmbio, exportação, carteira de crédito, correntistas e rede própria de atendimento, entre tantas outras conquistas.

Agora, é chegado o momento de comemorar os êxitos acumulados ao longo desse tempo. É hora de compartilhar as conquistas com todos os brasileiros que ajudaram a escrever esta história de sucesso, celebrando esse marco com públicos de relacionamento e reforçando os vínculos com os clientes, funcionários e com a sociedade, definindo os objetivos estratégicos e ações que irão contribuir para a continuidade dessa trajetória, que une tradição, ação e construção do futuro.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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DIVERSIFICAR É PRECISO

Ao fazer um investimento você está necessariamente assumindo um risco. Ao contrário de poupar, em que o objetivo é apenas preservar o valor do seu dinheiro, sem correr riscos, no investimento você tem a possibilidade de obter maior rentabilidade sobre os recursos aplicados. E por isso aceita assumir algum risco.

Há, no entanto, maneiras de minimizar o risco inerente ao investimento. A mais importante delas é a chamada diversificação, na qual procura-se fazer uma distribuição adequada dos recursos entre diferentes alternativas de investimento. O objetivo é assegurar que eventuais perdas em uma das opções sejam compensadas por ganhos em outras.

Trata-se da sábia recomendação de não se colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Adaptado ao mercado financeiro, o conceito significa que, mesmo que uma cesta de aplicação - renda fixa ou Bolsa - pareça segura e confiável, podem ocorrer imprevistos no cenário econômico que a fragilizam.

Daí a importância de construir uma carteira diversificada de investimentos, reduzindo os riscos da concentração em determinados ativos financeiros. Não é por acaso que as práticas modernas de gestão de recursos privilegiam cada vez mais o desempenho de uma carteira de investimentos, e não mais uma alternativa de investimento isolada.

Obviamente, essa alocação dos "ovos" em diferentes cestas precisa ser orientada por uma equipe de especialistas em assessoria financeira. Esses profissionais consideram não somente os riscos envolvidos em cada alternativa de investimento no cenário econômico, mas sobretudo o seu perfil de investidor. Essa avaliação indica o tipo de risco que você está disposto a assumir.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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QUAL SEU PERFIL DE INVESTIDOR

"Quanto maior o retorno, maior o risco." Não é por acaso que essa é a regra número 1 no mundo das finanças. No entanto, em um ambiente de juros elevados, mesmo aplicações consideradas de baixo risco, como os fundos DI, podem gerar retornos atrativos para os investidores. Por isso, é cada vez mais importante para o investidor entender qual é o seu perfil de risco.

Se o seu objetivo é apenas preservar o patrimônio conquistado, evitando riscos, você pode ser classificado como um investidor "conservador". Se visa fazer crescer o investimento, aceitando riscos maiores, será classificado como "arrojado". Ou, ainda, um meio-termo entre esses dois extremos: o perfil "moderado". É importante destacar que esse perfil não guarda relação direta com a sua personalidade ou com a sua idade, mas sim com o que você pretende fazer com o seu investimento. Por exemplo: é preciso levar em conta se você vai necessitar desses recursos no curto prazo ou se está disposto a aceitar variações negativas de rentabilidade nos momentos de maior volatilidade.

Um investidor que hoje se encaixa no perfil "arrojado" pode perfeitamente, em razão de mudanças na sua vida, passar para o perfil "conservador". O importante é que você se sinta confortável com o seu investimento.

CONSERVADOR

Busca segurança acima de tudo. Geralmente, são pessoas com vários dependentes, pouca experiência em mercado financeiro, não toleram perdas e o principal objetivo do investimento é a preservação do patrimônio. Os produtos com maior participação na carteira de investimentos desse perfil são: CDB, fundos DI e renda fixa.

MODERADO

Visa melhores retornos para seus investimentos, mas com moderação. Normalmente, aplica a maior parte em DI e renda fixa e o restante em produtos de média volatilidade, como fundos multimercado. Geralmente, são pessoas com algum conhecimento em mercado financeiro, poucos dependentes e cujos investimentos não serão utilizados em despesas diárias. Os produtos mais indicados para esse perfil são: fundos de renda fixa, multimercado e um pouco em ações ou fundo de ações.

ARROJADO

Aceita correr maiores riscos na busca de melhor rentabilidade. Aloca boa parte dos seus recursos em produtos de maior volatilidade, como ações e fundos de ações. Geralmente, são pessoas que conhecem muito bem o mercado financeiro, têm poucos dependentes, ou nenhum, e investimentos que serão utilizados no longo prazo. Os produtos mais indicados para esse perfil são os fundos multimercado, fundos de ações e ações.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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A NECESSIDADE DE APRENDER

É incrível a velocidade com que as coisas estão acontecendo, o ritmo das pessoas, das empresas, do mundo. Entre estas loucuras aumentam também as exigências, então, temos menos tempo e muito mais responsabilidades e atividades.

Nesta corrida contra o tempo, temos que nos preocupar em estarmos dentro do perfil que estão sendo procurados, pois só assim poderemos nos manter nesta necessária loucura. Muitas vezes não sabemos o que realmente é preciso para se encaixar no "modelo" desejado e ficamos como cachorros correndo atrás do rabo enquanto o tempo passa e as oportunidades se vão junto com ele.

Tudo é necessário, atualizar-se é necessário, ouvir, falar, aprender e ensinar. Estar por dentro de tudo, sabendo de tudo, entendendo de tudo. Hoje em dia não temos um profissional especializado em uma única coisa que seja bem sucedido, temos um profissional especializado em algo com conhecimento em "N" coisas. Quanto mais se sabe, mais se tem.

A sabedoria é a arma para coordenarmos nossa vida profissional e mantermos nosso currículo desejável no mercado. Este é o grande segredo amigos, precisamos aprender, aprender sempre. Precisamos nos mexer e muitas vezes abrir mão do lazer para buscarmos aperfeiçoamento, porém abdicar deste lazer pode proporcionar uma grande estabilidade e satisfação ao longo prazo.

O aprendizado deve começar desde quando saímos do útero de nossas mães, até quando já estamos no fim de nossas vidas pela Terra. Aprendemos com amigos, familiares, pais, professores, filhos e até com os netos. Ensinamos, mas também aprendemos. Se paramos no tempo, passamos a ser obsoletos, deixamos de ser desejados pelo mercado e passamos a ser um profissional de antigamente, e este profissional só será lembrado como referência do que não devemos ser para atingir o sucesso.

Precisamos estar em constante movimento, seja como for, em grupo de colegas de profissão, colegas de faculdade, freqüentando workshops, palestras e cursos no geral. O mercado oferece um milhão de alternativas. Recebemos por dia em nossa caixa de e-mails no mínimo cinco anúncios de ferramentas para atualização, desde palestras gratuitas, até cursos de MBA, mas é necessário ter consciência da necessidade e querer continuar na mira do mundo corporativo.

Os profissionais bem sucedidos tiveram muitas vezes que abrir mão de algo que queriam fazer, de noites de sono para estudar, de uma noite de descanso para assistir a uma palestra ou fazer um curso, porém hoje colhem os frutos deste esforço, sem dizer a satisfação e o orgulho de si mesmos de terem lutado por algo e atingido o objetivo.

Nada vem fácil, tudo exige perseverança e dedicação, tudo exige empenho, vontade e todos nós podemos conquistar este objetivo, só precisamos realmente querer e nos esforçar um pouco mais para conseguir. "Estamos condenados à civilização. Ou progredimos, ou desaparecemos." (Euclides da Cunha).

Fonte: daianifurtado.blogspot.com e Andréia Guedes

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ALAVANQUE SUA CARREIRA

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.

Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostariam do gosto destes peixes. Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.

Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como "sardinhas".

Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos. Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria? Antes da resposta, leia o que vem abaixo:

Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões. Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta. Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50: "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema. Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos seus barcos. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo" e frescos no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques. Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.

"Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".

Fonte: daianifurtado.blogspot.com

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6 MESES DE BLOG DO DINHEIRO

Olá amigos, venho através deste post agradecer a todos que tem lido, votado e comentado nos posts do Blog do Dinheiro. Aos poucos, com muito trabalho e otimização, o Blog do Dinheiro vem conseguindo ganhar espaço e o melhor: ser lembrado!

Assim como nosso amigo Catarino escreveu a poucos dias atrás, agora é a minha vez de comunicar que, no dia 25/07/2008, o Blog do Dinheiro completa 6 meses de vida.

Poucos sabem, mas inicialmente o Blog do Dinheiro foi muito criticado por causa do nome, pois muitos associavam com os blogs de conteúdo apelativo para ganhar dinheiro fácil e programas de marketing multi nível. Nunca critiquei os blogs que destinam-se a isso, mas este não é o objetivo do Blog do Dinheiro.

O Blog do Dinheiro tem por finalidade aglutinar e compilar notícias, curiosidades e informações sobre dinheiro, investimentos, finanças pessoais, mercado financeiro, estratégias empresariais e negócios em geral.

O Blog do Dinheiro está aberto a sugestões de matérias e, a partir de hoje, os leitores também podem enviar artigos para que eu publique, desde que estes sejam claros, objetivos e com conteúdo relacionado à temática do blog. Se você gosta de escrever e quer ser autor contante do Blog do Dinheiro, entre em contato comigo por e-mail!

Após completar 6 meses de vida, estamos ampliando as parcerias na forma de links (não aceitamos parceria por banner para evitar poluição visual). Já destinamos 2 áreas específicas para estas parcerias, que são: BLOGS FINANCEIROS e BLOGS PARCEIROS. Se o seu blog possui bom conteúdo, seja financeiro ou não, não é apelativo, é contantemente atualizado e você tem interesse em fazer parceria, entre em contato comigo por e-mail!

Mais uma vez agradeço a todos.

Abraços e web-sucesso para vocês!

Jonilson Vallim
avalanchededinheiro@gmail.com

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GESTÃO DO DINHEIRO

Degustar um bom vinho e escolher uma roupa de grife já são hábitos incorporados à rotina de muitos brasileiros. Aliás, comprar, gastar, consumir parecem não ter qualquer mistério para a maioria. Mas, quando o assunto é controlar e administrar com inteligência as próprias finanças, a situação muda completamente. Muita gente erra. E não é difícil entender por que isso acontece.

Decisões relacionadas a dinheiro geralmente são complexas e envolvem o lado emocional das pessoas. Um grande passo mal dado ou uma sucessão de equívocos menores pode colocar tudo a perder. Seja nas bolsas de valores, no mercado imobiliário ou no supermercado, nós sempre cometemos erros financeiros que nos causam enormes perdas.

Os enganos podem começar pelas pequenas economias que deixam de ser feitas no dia-a-dia, passar pela falta de informação na hora de aplicar o dinheiro que sobra e chegar às grandes decisões, como a compra de um imóvel ou a abertura de um negócio próprio. Mesmo o investimento em imóveis, tido como um negócio incondicionalmente lucrativo, pode não trazer o retorno esperado.

Endividar-se além das possibilidades também está entre os maiores pecados financeiros que se podem cometer. Você certamente deve conhecer alguém que tem um bom carro, uma casa confortável, freqüenta os melhores restaurantes, mas vive atolado em dívidas. Pessoas assim não poupam um centavo sequer porque querem manter o status. Pagam altos juros no cartão de crédito e no cheque especial e nem se dão conta de quanto isso é prejudicial para o seu bolso. Outro engano comum é pensar mais no curto prazo do que em planejamentos mais longos.

Muita gente ainda pensa como nos tempos de inflação alta, em que o importante era a sobrevivência imediata, e acaba por tomar decisões erradas. Não há problema em cometer erros, isso acontece até com os especialistas, mas você realmente terá dificuldades se não aprender com eles ou se continuar a cometer os mesmos erros um dia depois do outro. Melhor ainda do que aprender com os próprios erros, é poder antecipar-se e conhecer os erros dos outros para não repeti-los.

Por isso, listamos os nove principais erros cometidos na gestão do patrimônio:

INVESTIR NAQUILO QUE NÃO CONHECE
É provável que você já tenha ouvido falar de alguém que perdeu grandes quantias num negócio próprio que não deu certo ou num investimento exótico oferecido por um vendedor mal-intencionado. Pode ser que você mesmo já tenha passado por uma situação semelhante e, no final, vociferado contra o gerente do banco ou qualquer outra pessoa que o tenha estimulado a tomar aquela decisão. Infelizmente, nessas ocasiões, encontrar culpados não costuma ser recomendável para a sua saúde física e mental nem alivia o tamanho da sua perda. O erro maior, segundo os especialistas, não está em ouvir a opinião de fulano ou beltrano, mas em deixar de conferir se o que se diz tem real fundamento antes de entrar numa barca furada. Se você não for capaz de compreender em que está investindo, não o faça. Antes de tomar uma decisão, é aconselhável informar-se, primeiro, sobre as características do negócio ou da aplicação nos quais você está interessado. Mergulhar em algo novo sem conhecer as suas especificidades pode ser um convite ao fracasso. Em tempo: não se esqueça de que o olho do dono engorda a boiada. Quem deixa a cargo de um conhecido ou de um profissional as decisões de sua empresa ou de todos seus investimentos pode abrir uma brecha para surpresas indesejáveis. Mesmo que você acredite que um expert possa trazer melhores resultados na gestão de seu patrimônio, você será sempre a melhor pessoa para administrar o seu dinheiro.

CONCENTRAR SEUS INVESTIMENTOS EM IMÓVEIS
A concentração de quase todo o patrimônio em imóveis é um dos principais erros cometidos pelos investidores brasileiros. Nem poderia ser diferente. Nossos avós costumavam dizer que um bem de raiz, como o imóvel, é o melhor investimento do mundo. E, realmente, durante a era da superinflação, ter um imóvel era uma forma eficiente e segura de proteger o dinheiro contra a desvalorização da moeda e as bruxarias heterodoxas geradas pelos economistas do governo. Uma família típica brasileira chega a ter 90% do patrimônio em imóveis, segundo consultores de finanças pessoais. O ideal, no entanto, de acordo com os especialistas, seria imobilizar de 35% a, no máximo, 60% do patrimônio, contando com a sua própria casa. A compra de imóveis nem sempre compensa. É claro que, do ponto de vista do investimento, tudo depende do tipo de imóvel do qual se está falando, da região, do bairro e até do trecho da rua em que ele se localiza. Num mercado tão diversificado, existem alguns inconvenientes comuns à concentração do patrimônio em imóveis. Talvez a principal desvantagem seja a falta de liquidez. Você coloca o imóvel à venda, mas entra mês, sai mês e o negócio simplesmente não acontece. Se estiver precisando do dinheiro com urgência, você, provavelmente, terá de baixar o preço. Conseguir o valor que você acredita ser justo leva tempo, às vezes, anos. E, no final, é possível que você se dê conta de que aquele imóvel ao qual se afeiçoou tanto pode não valer a quantia imaginada. Uma vez realizado o sonho da casa própria, comprar outro imóvel nem sempre está entre as melhores opções de investimento.

NÃO TER UMA RESERVA PARA EMERGÊNCIAS
Você gasta tudo o que ganha mensalmente e não tem uma reserva, por menor que seja, no banco? Se a resposta for positiva, cuidado! Você pode estar no fio da navalha. O que você faria se precisasse de um dinheiro extra para cobrir acidentes de percurso: uma doença, um falecimento na família, uma demissão ou um período de entressafra no seu negócio? Provavelmente, ficaria na mão ou teria de recorrer a parentes ou amigos. Ou pediria um empréstimo no banco a juros estratosféricos. Portanto, se você faz parte do time dos sem-reserva, talvez seja conveniente começar a formá-la. Em princípio, essa poupança deve ser feita para não ser usada. Mas, se for preciso, ela estará lá. Segundo os especialistas, essa reserva não deve ser misturada com a sua poupança de longo prazo. Deve ficar numa conta à parte. Como ela pode ser necessária quando você menos espera, é recomendável que esteja investida em aplicações de alta liquidez, ou seja, que permitam resgate a qualquer hora, como a velha caderneta de poupança ou um fundo de renda fixa. O objetivo aqui não é conseguir a melhor rentabilidade do mercado. Apenas preservar o valor do dinheiro. Para a pessoa física, manter uma reserva para emergências é uma obrigação, assim como uma empresa não pode viver sem capital de giro.

PERDER O CONTROLE DAS DÍVIDAS
Ficar no vermelho por causa de uma emergência ou de um descuido eventual não é demérito para ninguém. O crédito bancário existe exatamente para isso. Mas pagar juros no cartão de crédito ou no cheque especial com freqüência é, obviamente, um erro drástico. Seja simplesmente pelo fato de se gastar mais do que se ganha, seja por não querer sacar o dinheiro aplicado no banco. Não há investimento que compense os juros exorbitantes do cheque especial e do cartão de crédito, os maiores do mercado, hoje na faixa de 9% ao mês. A essas taxas, uma dívida dobra de valor em apenas oito meses. Muita gente incorpora o limite de crédito dado por bancos e administradoras de cartões como parte da renda familiar. Às vezes, ao juntar todas essas facilidades, a capacidade de compra pode até dobrar. O cliente fica com a sensação equivocada de poder consumir mais, sem se dar conta de que, na prática, ao usar boa parte de sua renda para o pagamento de juros, estará diminuindo o seu padrão de vida.

DAR IMPORTÂNCIA ÀS GRANDES DECISÕES E MENOSPREZAR AS PEQUENAS
Quase todo mundo costuma se preocupar com os grandes gastos, como a compra de um carro ou de um imóvel, mas acaba se esquecendo das pequenas despesas do dia-a-dia. Como as compras, em geral, são semanais ou mensais, cada ida ao supermercado oferece uma infinidade de possibilidades de economizar preciosos trocados. Quem conseguir economizar 10 reais uma vez por semana a cada ida ao supermercado terá acumulado no final de um ano 540 reais, o suficiente para passar, no mínimo, dois fins de semana com a família na praia. O mesmo princípio vale para as idas ao restaurante, à padaria, a consultas médicas e a outras atividades corriqueiras. O importante não é poupar muito, mas poupar sempre. É claro que ninguém vai quebrar porque paga uma tarifa de 20 reais por um pacote de serviços de um banco, enquanto poderia estar gastando apenas 5 reais em outra instituição. Mas, ao longo de um ano, esses 15 reais de diferença se transformarão em 180 reais. E se você somar os 180 reais que poderiam ser economizados em tarifas bancárias com os 540 reais do supermercado, já seriam 720 reais num ano. Isso para ficar em apenas dois exemplos banais. A compulsão pelas compras com cheque pré-datado, essa instituição nacional que se popularizou na era da superinflação, é mais uma armadilha que consome valiosos reais que poderiam estar reforçando sua poupança. Muita gente pensa que um desconto de 5% nas compras à vista é desprezível. Mas é preciso levar em conta que, num cenário de economia relativamente estável como o atual, representa muito. A maioria das aplicações financeiras hoje em dia não rende nem 1% ao mês. O mesmo vale para os pagamentos em três, quatro, cinco ou até dez vezes "sem juros" oferecidos por muitas lojas. O dinheiro, como qualquer outra mercadoria, tem um custo, e nenhum comerciante, absolutamente nenhum, vai cobri-lo para você de graça. Na verdade, o que costuma acontecer nesses casos é que o lojista, que deveria viver da venda de suas mercadorias, acaba atuando como se fosse um banqueiro. Com a diferença de que você acha que ele está sendo "bonzinho".

NÃO SEGUIR OS OBJETIVOS FINANCEIROS QUE VOCÊ MESMO DEFINIU
Você decide economizar para comprar um apartamento. No meio do caminho, não resiste a uma promoção tentadora e desvia aquele suado dinheiro para a compra de um carro. Resultado: tem de recomeçar do zero a poupança para o apartamento. E sejamos sinceros: se a cada novo impulso consumista você deixar de lado o apartamento, dificilmente vai conseguir comprá-lo. O mesmo raciocínio vale para a simples compra de um computador, a tão sonhada temporada no exterior ou aquela renda complementar para aproveitar tranqüilamente a aposentadoria. Por falta de disciplina, muita gente não estabelece prioridades em seus objetivos e acaba desviando seu foco de atenção daquilo que realmente importa. A maioria das pessoas não traça planos nem controla seus hábitos de consumo. Simplesmente sai gastando sem se planejar, endivida-se além da conta e depois reclama que não ganha o suficiente. A culpa, como sempre, sobra para o patrão. De acordo com os consultores, a palavra-chave para se ater às suas prioridades é disciplina. Sem ela, fica difícil conseguir realizar qualquer um de seus sonhos. E disciplina significa, quase sempre, poupar, fazer uma reserva para alcançar seus objetivos, separar uma parte da sua renda mensal, de 10% a 20%, para aplicar e esquecer que esse dinheiro existe. O hábito de poupar independe da sua renda. É muito mais uma questão de atitude, que pode ser incorporada ao cotidiano de qualquer um. Tem gente que ganha pouco e consegue guardar seu rico dinheirinho. Outras pessoas, que recebem verdadeiras fortunas, gastam absolutamente tudo. Isso quando não entram no cheque especial. Um dos grandes erros do brasileiro é investir apenas o que sobra no final do mês e não ter disciplina de guardar um pouco de seu dinheiro com regularidade.

USAR MAIS A EMOÇÃO DO QUE A RAZÃO NA HORA DE INVESTIR
Eis aqui outro erro clássico do brasileiro. É difícil, mas é fundamental deixar a emoção de lado na hora de aplicar seu dinheiro. Em geral, por medo ou desconhecimento, as pessoas agem precipitadamente e acabam perdendo dinheiro por isso. Para se sentir livre em relação ao dinheiro, é essencial perder o medo que se tem dele. O mercado acionário costuma ser um dos melhores testes para avaliar o lado emocional dos investidores. O sobe-e-desce faz parte da dinâmica das bolsas, sujeitas a turbulências provocadas pela variação de resultado das empresas e pelas expectativas de investidores em relação ao desempenho econômico do Brasil e de outros países. Quem investe em ações sabe que bolsa não é o lugar apropriado para cardíacos. Mesmo assim, é comum encontrar investidores que se desesperam nos piores momentos do mercado. Agem de forma emocional e tiram o dinheiro justamente quando a ação chega ao seu nível mais baixo, teoricamente o melhor momento para comprar. Se agissem racionalmente, provavelmente manteriam seus investimentos até que passasse o pânico e o cenário clareasse. As reações emocionais causadas pela perda são enormes e muitos investidores comuns não conseguem suportá-las. Pular de galho em galho na tentativa de sempre acertar o melhor alvo também é uma atitude emocional. A probabilidade de ser bem-sucedido é mínima; nem os experts costumam conseguir essa proeza. O investidor assíduo, que aplica sempre, com consciência e sob o império da razão, tem mais chance de se dar bem do que aquele que está sempre em busca do melhor momento para entrar e sair do mercado. Obviamente, ser racional não significa ser omisso. Quem fica parado é poste. Mas muita gente acaba por avaliar seus investimentos pelo que eles eram quando foram feitos, e não pelo que valem hoje ou pelo seu potencial futuro de valorização. E isso vale para tudo, não apenas para o mercado financeiro.

NÃO CORRER RISCOS
Desde pequeno, todo mundo aprendeu a evitar riscos. "Cuidado com o escorregador, não brinque perto do carro", diziam e dizem as mamães. A lição começou em casa, continuou na escola e entrou na vida das pessoas - a insegurança, o medo de trocar o certo pelo duvidoso, ainda é muito forte para a maioria, principalmente na carreira e nos assuntos relacionados a dinheiro. Não é raro encontrar quem se acomode numa posição na qual o salário não parece bom e o trabalho não satisfaz. Afinal, para que arriscar? É difícil evoluir profissionalmente sem correr riscos. Na carreira, assim como nos investimentos, as grandes oportunidades embutem risco, por isso as recompensas são maiores. Com as aplicações financeiras não é diferente. A maioria não suporta a idéia de investir suas economias e não tê-las de volta integralmente. Uma máxima do mercado financeiro, no entanto, diz justamente que, quanto maior for o risco de uma aplicação, maior a possibilidade de ganho. Essencialmente, toda decisão que nós tomamos é um risco, de uma forma ou de outra. É importante aprender a gerenciar o risco, em vez de evitá-lo. No dia-a-dia, já fazemos isso sem nos dar conta. Quando deixamos de ir a um caixa eletrônico à noite, num lugar escuro, por exemplo, estamos minimizando o risco de ser assaltados. Se não fizermos esportes radicais, também teremos menor probabilidade de morrer ou de nos acidentar. Que tal aplicar esse princípio para fazer a gestão de risco de seus investimentos? Ao diversificar as suas aplicações, por exemplo, você poderá diminuir o risco de ver o seu patrimônio minguar. A idéia do gerenciamento de riscos é não ser surpreendido.

NÃO LEVAR EM CONTA A INFLAÇÃO, POR MENOR QUE ELA SEJA
Quando se fala em investimento, um dos maiores erros que se podem cometer é desprezar a inflação, independentemente de ela ser alta ou baixa. A inflação pode anular parte ou todo o ganho que o investidor acredita estar obtendo com uma aplicação financeira. Principalmente quando o que está em pauta é uma poupança de longo prazo, seja para custear a sua aposentadoria, seja para pagar a faculdade das crianças dentro de alguns anos. É certo que, hoje em dia, com a estabilidade trazida pelo Plano Real, implementado em 1994, esse problema já não é tão grave quanto alguns anos atrás. Afinal, desde então, o salário deixou de ser corroído diariamente pela inflação e as pessoas puderam organizar seus gastos. Muita gente tem conseguido até se planejar para realizar objetivos futuros. Mas nem por isso a inflação deve ser desprezada por qualquer investidor digno do nome. A tendência é que a inflação continue sob controle. Ao menos é o que se espera. Mas a recente desvalorização cambial mostra que nem tudo pode ser previsto. Para se garantir, é importante, sempre, levar em conta o rendimento real, ou seja, descontado da inflação, de seus investimentos. Muitas vezes, ao descontar os impostos e a inflação, os ganhos que você julgava extraordinários são mínimos e, em alguns casos, até inexistentes. Isso significa que, em termos reais, o investidor está perdendo dinheiro ou diminuindo o seu patrimônio. A única maneira realmente efetiva para resguardar o valor das aplicações é obter um rendimento maior do que a taxa inflacionária do período em que você está aplicando seu capital.

Fonte: www.guiadeinvestimento.com.br

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ADMINISTRAÇÃO DO DINHEIRO

Histórias de casais que não conseguem conversar sobre dinheiro e muito menos administrar a renda familiar em parceria tornaram-se comuns desde que a mulher começou a despontar no mercado de trabalho. As mulheres têm agora mais reconhecimento financeiro, mais poder, e isso pode ser um pontapé no ego de muitos homens.

Para entender como esse trinômio casamento-carreira-dinheiro está sendo administrado pelos profissionais brasileiros, foram entrevistados 150 profissionais na capital paulista, das classes A e B, que são casados ou moram juntos. Dentre as mulheres, 37% dizem ganhar mais do que os maridos, mas só 13% deles admitem (ou sabem) isso! Quatro em cada dez casais dividem igualmente as despesas da casa.

A pesquisa confirma o conflito: 38% das pessoas já assumem que brigam em casa por causa de dinheiro. Falta de dinheiro e despesas excessivas do cônjuge são as razões mais apontadas. Os homens dizem que discutem porque a esposa gasta demais. E as mulheres tendem a discordar da decisão deles sobre onde aplicar o dinheiro. O fato é que essa transferência de responsabilidades não leva a nada. Acontece que muita gente ainda continua escorregando nos erros clássicos: falta de comunicação e de objetivos em comum, descontrole do orçamento, excesso de dívidas e nenhum plano para emergências.

É preciso ter disciplina e disposição para manter as contas do casal sob controle e, claro, seguir algumas recomendações básicas como estas:

PERGUNTE QUANTO ELE GANHA: Um terço das mulheres declara que seu companheiro não sabe quanto é sua renda. No caso dos homens, 21% mantêm em segredo o valor do salário. Os escritórios de advocacia já detectaram um outro fenômeno: altos executivos escondem o valor do bônus e a existência de contas no exterior. Tudo isso para evitar que o dinheiro entre na partilha em caso de divórcio. Em resumo: falta a confiança para que exista o diálogo. Segundo os sociólogos americanos Philip Blumstein e Pepper Schwartz, os casais, em geral, se sentem mais confortáveis em conversar sobre detalhes da vida sexual pregressa do que dividir sua intimidade financeira. Nessas horas, as pessoas tendem a ser emocionais e reativas, menos estratégicas e desconsideram a personalidade financeira do outro. Um conjunto de fatores determinará o estilo de cada um ao lidar com dinheiro. As pessoas são, em certa medida, resultado do seu passado, da educação que receberam dos pais, dos valores que aprenderam em casa e da vida que tiveram. O dinheiro pode representar liberdade, segurança, poder e amor. O fator determinante da sua personalidade financeira é aquele que o faz acordar toda manhã e batalhar por seu salário. Essa informação deve ser usada na hora de sentar e conversar abertamente sobre a situação financeira, os sonhos e as frustrações do casal.

NÃO SONHE SOZINHO: A primeira conseqüência da falta de comunicação é a inexistência de um objetivo comum, de uma prioridade do casal. É quando ela sonha com a casa própria e ele quer o carro zero. Se cada um sonhar sozinho, o casamento e as finanças ficam no prejuízo. Há especialistas que defendem que um plano financeiro, com direito a metas numéricas, pode ser um excelente remédio para casais em crise. A importância de compartilhar um objetivo não vale apenas para quem tem uma certa folga financeira. Vale também para quem está no vermelho.

DIVIDA AS TAREFAS: Determinada a meta do casal, é hora de pôr a mão na massa, organizar o dinheiro que entra, estabelecer a divisão das despesas e optar ou não pela conta conjunta. Não há uma fórmula perfeita para dividir a gestão das finanças. Cabe ao casal buscar um caminho que seja satisfatório para os dois. A regra no país ainda é a de que o homem paga as contas mais pesadas e a mulher, as menores. Somente 22% dos casais mantêm conta bancária conjunta. Na maioria dos casos (51%), o homem arca com as contas de aluguel, escola dos filhos, enquanto a mulher fica com contas de gás, luz, água e telefone. Os especialistas recomendam que cada parceiro reserve um pedaço de sua renda para os gastos individuais. É aquele dinheirinho para bancar a manicure, os presentinhos, o equipamento de mergulho, entre outros. Além de preservar a privacidade de ambos, essa estratégia evita brigas. E mais, se um dos dois não estiver trabalhando, é preciso estipular uma mesada, de comum acordo, que sairá do salário de quem está na ativa. Isso é recomendado se quem estiver sem trabalho assumiu responsabilidades de cuidar da casa e dos filhos.

NÃO AFUNDE SEU CASAMENTO EM DÍVIDAS: 37% dos casais estão endividados. E a explicação não é novidade, na grande maioria dos casos, as dívidas são resultado da falta de controle do orçamento. Os especialistas dizem que há pelo menos duas verdades no mundo da psicologia das finanças. A primeira é que não existe a hora mais adequada para economizar. As pessoas sempre vão encontrar algo mais atraente para fazer com o dinheiro do que simplesmente deixá-lo numa conta no banco. Por isso, é preciso esforço, disciplina e objetividade nessa hora. A segunda mostra que as despesas tendem a crescer conforme aumenta o contra-cheque. Quanto maior é o salário, mais despesas as pessoas assumem. O psicólogo e matemático Daniel Kahneman levou o Prêmio Nobel de Economia em 2002 ao provar que não somos racionais na hora de tomar decisões sobre como gastar nosso dinheiro. Tendemos a ser emocionais. Portanto, todo cuidado é pouco. Administre seu orçamento sempre levando em conta as metas e os sonhos já traçados. Fuja de dívidas!

MULTIPLIQUE SEU DINHEIRO: Administrar o orçamento é também cuidar dos investimentos, fazer o dinheiro crescer. O investimento determina como será administrado o orçamento do ano: os cortes nas despesas e a inclusão de outros gastos. Se esse não é o seu caso, busque ajuda. Pode ser um especialista, um gerente de banco de sua confiança ou mesmo um livro. Monte um plano considerando o perfil de investimento do casal. Diversifique os produtos. Se você não tem intimidade com o mercado financeiro, fuja dos mais arriscados, como ações e derivativos. Mantenha-se informado sobre a economia e o rumo do país.

Depois de tanto empenho, é preciso comemorar as vitórias. Abra uma garrafa de champanhe, vá jantar fora, saia para uma noite especial. As recompensas não são apenas uma boa idéia, elas são indispensáveis. Além da diversão, elas ajudam a reforçar a mudança de comportamento. Afinal, a organização das finanças não é um fim em si mesma. Ela só tem sentido se permitir que o casal ultrapasse os pequenos problemas do cotidiano para conquistar uma vida a dois feliz, realizada e mais rica.

Fonte: vocesa.abril.uol.com.br

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