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O COFRINHO É UMA BOA OPÇÃO

Com a proximidade do dia das crianças, segue artigo do consultor e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro O Menino do Dinheiro (Editora Gente), no qual ele ensina como um simples cofrinho de presente para as crianças pode representar na mudança de comportamento em relação ao dinheiro com a educação financeira.

COFRINHOS SÃO ÓTIMAS OPÇÕES PARA EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Difícil encontrar alguém que na infância não tinha um cofrinho para guardar as moedas que ganhava dos familiares, ou que economizava no recreio da escola. Um momento que marcava na infância era o dia de quebrar esse objeto e descobrir o quanto tinha guardado e depois usar esse dinheiro nos mais variados desejos. Essa ação inocente, contudo, era muito importante, sendo os primeiros contatos das crianças com o dinheiro e o ato de poupar.

Infelizmente, nas décadas de 80 e 90 essas peças sumiram dos quartos das crianças em função dos altos índices de inflação e da mudança constante de moedas. Mas depois desse período cada vez é mais interessante que os pais voltem a presentear seus filhos com os cofrinhos para que eles iniciem um contato cada vez maior com o dinheiro, aprendendo a poupar para realizar esses sonhos.

Esses cofres podem ter os mais variados formatos, os mais comuns são os porquinhos, de todos os tamanhos e cores, isso não importa. O que realmente é importante é que na hora que se dá esse presente para as crianças se tenha uma conversa mostrando a importância de poupar, relacionando o dinheiro guardado a um sonho a ser realizado.

Um ponto importante é quando o dinheiro guardado no cofrinho atinge o valor do sonho, neste momento os pais devem fazer com que a compra do bem desejado seja realizada. Mas muito cuidado, é comum que os pais fiquem orgulhosos ao ver que a criança atingiu seu objetivo e ao invés de levá-la com seu dinheiro para realizar a compra os pais acabam não utilizando o dinheiro dela, quebrando neste momento o encanto e o prazer de conquista da criança de continuar poupando para realização de seus sonhos.

Não existe uma hora certa para a quebra do cofrinho, é aconselhável que o mesmo esteja cheio, ou em uma data que foi pré-estabelecida quando começou a guardar o dinheiro nele, como faz O Menino do Dinheiro. A antecipação da quebra demonstra falta de controle, pois é um compromisso que a criança assumiu. Assim, a quebra do cofrinho antes da hora somente em caso de extrema necessidade.

Fonte: www.disop.com.br

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TUDO EM TORNO DO DINHEIRO

Quem não sonha em ter sempre e sempre mais dinheiro. De forma geral vamos falar sobre o dinheiro, primeiramente uma definição, pois esta palavra carrega significados diferentes, dependendo de quem a ouve. Enquanto para uns, significa a esperança de aumentar o patrimônio bancário, para outros, falar em dinheiro só dá dor de cabeça, associam a palavra a coisas negativas.

Enfim a definição mais lógica é: "Meio usado na troca de bens, na forma de moedas ou notas (cédulas), usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição. É também a unidade contábil. Seu uso pode ser implícito ou explícito, livre ou por coerção."

O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário. Este sistema, regulado através de legislação própria, é organizado a partir de um valor que lhe serve de base e que é sua unidade monetária. Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor.

Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas. As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior à das cédulas, tornando-as mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco. Os países, através de seus bancos centrais, controlam e garantem as emissões de dinheiro. O conjunto de moedas e cédulas em circulação, chamado meio circulante, é constantemente renovado através de processo de saneamento, que consiste na substituição das cédulas gastas e rasgadas. Na Internet existem milhares de cursos que ensinam como ganhar dinheiro, mas será que é tão difícil assim que precisa de um curso? Outras pessoas buscam meios de ganhar o dinheiro mais fácil, em apostas de jogos de loterias. Qual o meio mais fácil de ganhar dinheiro, bom eu ainda não descobri, você já?

De acordo com o consultor de finanças pessoais, Altemir Farinhas, dinheiro causa estresse para muita gente. Quem não tem dinheiro, pode ter dívidas. A pessoa fica preocupada em pagar as contas, em acertar a dívida com o amigo, parente ou financeira. Fica correndo atrás de uma chance, talvez um novo empréstimo, um cheque pré-datado, um vale. Mas não é só a falta dele que pode gerar desconforto. Quem tem muito, fica preocupado em ganhar mais, melhores opções de investimento, juros etc. Fica correndo atrás de oportunidades, mas preocupado em não perder. Se a bolsa cai, fica nervoso, se sobe e não aplicou fica chateado, enfim parece que nada é o bastante.

A quantidade de dinheiro numa dada economia diretamente afeta fenômenos como a inflação e a taxa de juros. Uma crise monetária pode ter efeitos significativos, particularmente se ela levar a uma falência generalizada tal que resulte na adoção de economia de trocas. O dinheiro está diretamente ligado as finanças pessoais, economia doméstica, ao planejamento financeiro, as organizações de pequeno, médio e grande porte, a situação do país, taxas de juros, inflação, enfim a todos os itens que move a economia do pais.

Dinheiro custa dinheiro. Por isso cuide bem do seu.

Fonte: daianifurtado.blogspot.com

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SISTEMA DE PAGAMENTOS

O Sistema de Pagamentos Brasileiro, é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e operações integrados que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro, tanto em moeda local quanto estrangeira, visando a maior proteção contra rombos ou quebra em cadeia de instituição financeira. Sua função básica é permitir a transferência de recursos financeiros, bem como processar e liquidar pagamentos para pessoas físicas, jurídicas e entes governamentais, ou seja, praticamente todos os agentes atuantes em nossa economia.

O cliente bancário utiliza-se do sistema de pagamentos toda vez que emite cheques, faz compras com cartão de débito e de crédito ou ainda quando envia um DOC (Documento de Crédito) ou um TED (Transferência Eletrônica Disponível).

O Sistema de Pagamentos Brasileiro é integrado por:

* Banco Central do Brasil (BACEN);
* Instituições Financeiras;
* Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC);
* Câm. Reg. Comp. e Liquidação de Operações de Ativos BM&F;
* Câm. Reg. Comp. e Liquidação de Operações de Câmbio BM&F;
* Câm. Reg. Comp. e Liquidação de Operações de Derivativos BM&F;
* Cetip;
* Selic;
* Visanet e Redecard;
* Tecban;
* Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).

As transferências de recursos financeiros são formalizadas por meio de mensagens eletrônicas transmitidas exclusivamente por intermédio da Rede do Sistema Financeiro Nacional - RSFN. Estas mensagens são padronizadas e observam procedimentos específicos de segurança (criptografia e certificado digital).

Fonte: pt.wikipedia.org e www.febraban.org.br

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POLÍTICAS ECONÔMICAS

Entendem-se como Políticas Econômicas, as ações tomadas pelo governo, que, utilizando instrumentos econômicos, buscam atingir determinados objetivos macroeconômicos. É papel do governo zelar pelos interesses e pelo bem-estar da comunidade em geral, por isso, o setor público, como agente econômico de peso dentro do sistema, procura atuar sobre determinadas variáveis e através destas alcançar determinados fins positivos para a população.

As principais funções do setor público são destacadas em quatro áreas de grande abrangência:

- reguladora;
- provedora de bens e serviços;
- redistributiva;
- estabilizadora.

Política Monetária é a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em circulação, de crédito e das taxas de juros, controlando a liquidez global do sistema econômico. A Política Monetária age diretamente sobre o controle da quantidade de dinheiro em circulação, visando defender o poder de compra da moeda. Tal prática pode ser expansionista ou restritiva.

A Política Monetária é conduzida na prática, com o propósito de influenciar o nível da taxa de juros em curto prazo, através de mudanças na oferta de reservas bancárias. O Banco Central tem o monopólio de emissão de papel-moeda e pode controlar a quantidade de sua circulação, isto é, o tamanho da base monetária. No mesmo sentido, o Banco Central pode inibir a criação de moeda pelos bancos comerciais e assim controlar a liquidez da economia.

Fonte: materiais para concursos

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A RELAÇÃO DO DINHEIRO

A relação das pessoas com o dinheiro tem tantas possibilidades de sucesso e fracasso quanto é a multiplicidade dos seres humanos no mundo. Saber usar o dinheiro não é uma questão de economia, mas de princípios. O modo de se ganhar e gastar dinheiro revela a visão que seu proprietário tem do mundo e de si mesmo. Talvez seja por isso que tantas pessoas ganhem o suficiente para levar boa vida e garantir seu futuro, mas vivem apertadas ou endividadas. O sujeito ganha mil, mas vive segundo um padrão de mil e quinhentos.

Há pessoas que conseguem realizar muito com o pouco que ganham. Há outras que vêem seu dinheiro evaporar como éter. Dinheiro não é um papel ou metal. O seu valor não se limita ao que está impresso sobre ele. Pode ser mais ou menos, por que é energia viva. O segredo do valor da moeda está na intenção de quem a usa e para qual finalidade.

Dinheiro também pode funcionar como uma droga e ter efeito entorpecente sobre aqueles que o encaram somente como um meio para terem status social.

Assim como uma vida sem sentido não tem valor algum para quem a vive, dinheiro sem uma atitude decidida também nada vale. Seja quanto for.

E você? Como encara o dinheiro que ganha? Decida adotar uma atitude positiva. Que tal planejar usá-lo para fazer coisas boas e não gastar sem consciência e sabedoria? Você verá que, desta forma, uma dificuldade que hoje existe e lhe incomoda, poderá se converter instantaneamente em alegria e durar muito.

Fonte: www.hsm.com.br

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COMO É FEITO O DINHEIRO

As moedas e as cédulas de real são feitas na Casa da Moeda, que fica no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Mas nem todas as etapas da produção da grana rolam por lá. As grandes folhas de papel que vão virar notas, por exemplo, já chegam à Casa da Moeda pré-preparadas, fornecidas por empresas terceirizadas - que também entregam a matéria-prima que dá origem às moedas. Ligada ao Ministério da Fazenda, a Casa da Moeda tem três prédios: um para a fábrica de cédulas, outro para a de moedas mesmo e o terceiro para a gráfica geral, que imprime documentos como passaportes e carteiras de motorista. Essa dinheirolândia tem 500 mil m2 e emprega quase 2 mil funcionários.

É claro que, por conta da grana alta que sai de lá, o lugar tem um superesquema de segurança. Os empregados, por exemplo, usam crachás personalizados que só dão acesso ao prédio em que trabalham. Há também câmeras por todos os lados e, para evitar riscos, a matéria-prima que vai virar dinheiro fica armazenada no almoxarifado em quantidades pequenas, suficientes para apenas dois dias de produção. No final de cada dia de trabalho, toda grana é conferida e lacrada, e depois que sai do parque industrial vira responsabilidade do Banco Central. A Casa da Moeda tem capacidade para produzir 2 bilhões de cédulas e 1,2 bilhão de moedas por ano. As moedas levam dois dias para ficar prontas, enquanto as notas demoram nove.

MOEDAS

1 - A Casa da Moeda compra de uma empresa terceirizada o metal que vai ser transformado em dinheiro. Dependendo da moeda, mais de uma matéria-prima é usada. A de 1 real, por exemplo, leva aço inox e aço-carbono (material do aro que a envolve). Esses metais chegam lisinhos, mas já cortados em formato de discos.

2 - Para facilitar a identificação, as moedas ganham tamanhos e cores diferentes. Por isso, o aço-carbono do aro da moeda de 1 real passa por um banho galvânico: ele é mergulhado em uma solução com bronze e recebe uma corrente elétrica que faz o metal amarelado aderir ao aço.

3 - Após algumas horas de secagem, o aro da moeda está pronto para ser cunhado. Ele e o núcleo da moeda de 1 real (que não passou pelo banho galvânico) seguem para uma prensa por meio de uma esteira rolante. Com até 60 toneladas de pressão ela marca as duas faces da moeda (cara e coroa) ao mesmo tempo. São até 850 moedas cunhadas por minuto.

4 - A moeda de 1 real (única bimetálica do país) passa mais uma vez pela prensa para que as suas duas partes (aro e núcleo) se unam. Também por meio da pressão, o núcleo de aço inox se encaixa no aro de aço-carbono "bronzeado". Esse processo de produção leva dois dias para terminar.

NOTAS

1 - O papel das notas chega à Casa da Moeda em grandes folhas que já possuem itens de segurança, como o fio magnético e a marca-d'água (desenho que aparece contra a luz). A marca-d'água é feita com tramas de filetes de cobre que marcam o papel quando ele ainda é uma pasta, antes de virar "sólido".

2 - A grande folha de papel vai para uma primeira impressora, que trabalha simultaneamente os dois lados das futuras cédulas. Ela imprime as microletras, o registro de coincidência (esfera que tem nos dois lados da nota) e a tonalidade mais clara do fundo colorido da cédula. A tinta demora cerca de 48 horas para secar.

3 - Depois de seca, a folha segue para uma segunda impressora, que acrescenta, com o uso de chapas em baixo relevo, os outros itens visuais da cédula: algarismos, desenhos, tarjas e o fundo mais escuro. Essa máquina imprime um lado de cada vez, com intervalos para secagem de até 72 horas.

4 - Uma terceira impressora marca as cédulas com as assinaturas do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central e ainda os números de série que identificam cada nota. Aí só falta cortar a grande folha de papel (que rende 50 notas) e embalar as cédulas, que estão prontas para circular no país, após nove dias sendo produzidas. Tanto as moedas como as cédulas saem da Casa da Moeda em caminhões do Banco Central, escoltados por viaturas da Polícia Militar, e são distribuídas às agências bancárias. As moedas têm uma vida útil de até 20 anos. Já as notas circulam por muito menos tempo: as de 10 reais, por exemplo, são recolhidas após 22 meses no mercado.

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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DINHEIRO DE EMERGÊNCIA

Dinheiro de emergência é todo o meio utilizado como substituto da moeda oficial emitida por órgão público regulador. A moeda é a unidade representativa de valor, aceita como instrumento de troca. É parte integrante da sociedade, controla, interage e participa dela, independentemente da cultura. O desenvolvimento e a ampliação das bases comerciais fizeram do dinheiro uma necessidade. Sejam quais forem os meios de troca, sempre se tenta basear em um valor qualquer para avaliar outro. Em épocas de escassez de meio circulante, a sociedade procura formas de contornar o problema, o importante é não perder o poder de compra. Cupons, passes, recibos, cheques, vales, notas comerciais entre outros podem substituir o dinheiro governamental.

A escassez de dinheiro já criou fatos inusitados, porém uma peculiar saída encontrada para a falta de dinheiro corrente existiu na Europa central, em especial na Alemanha e Áustria, durante e após a Primeira Grande Guerra. E ficou conhecida na sua abrangência pelo nome em alemão Notgeld ou traduzido literalmente dinheiro de emergência.

O Brasil vivencia diariamente diversas formas de dinheiro de emergência, desde os passes de transporte públicos vendidos nas esquinas de qualquer cidade aos vales alimentação e refeição, que também são comercializados. Historicamente, cédulas de emergência foram emitidas durante o período imperial e mais recente em São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Fonte: pt.wikipedia.org

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A HISTÓRIA DO DINHEIRO

ESCAMBO
A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor. Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito. As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.


MOEDA-MERCADORIA
Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras. Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas-mercadorias. O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte. O sal foi outra moeda-mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados. No Brasil, entre outras, circularam o cauri - trazido pelo escravo africano - o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos. Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.

METAL
Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra. Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc. O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.

MOEDA EM FORMATO DE OBJETOS
Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas. Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos. A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro. É o caso das moedas faca e chave que eram encontradas no Oriente e do talento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, que circulou na Grécia e em Chipre.

MOEDAS ANTIGAS
Surgem, então, no século VII A.C., as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor. São cunhadas na Grécia moedas de prata e, na Lídia, são utilizados pequenos lingotes ovais de uma liga de ouro e prata chamada eletro. As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Nelas podem ser observados aspectos políticos, econômicos, tecnológicos e culturais. É pelas impressões encontradas nas moedas que conhecemos, hoje, a efígie de personalidades que viveram há muitos séculos. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 A.C. A princípio, as peças eram fabricadas por processos manuais muito rudimentares e tinham seus bordos irregulares, não sendo, como hoje, peças absolutamente iguais umas às outras.

OURO, PRATA E COBRE
Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de astronomia, ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isto levou à crença no poder mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados. A cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor. Durante muitos séculos os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor, reservando a prata e o cobre para os valores menores. Estes sistemas se mantiveram até o final do século passado, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser muito empregados, passando a moeda a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido. Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária à moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas, produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.

MOEDA DE PAPEL
Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel. No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como, hoje, fazemos com os cheques. Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento. Atualmente quase todos os países possuem seus bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas. A moeda de papel evoluiu quanto à técnica utilizada na sua impressão. Hoje a confecção de cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão que se complementam, dando ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.

FORMATOS DIVERSOS
O dinheiro variou muito, em seu aspecto físico, ao longo dos séculos. As moedas já se apresentaram em tamanhos ínfimos, como o stater, que circulou em Aradus, Fenícia, atingindo também grandes dimensões como as do dáler, peça de cobre na Suécia, no século XVII. Embora, hoje, a forma circular seja adotada em quase todo o mundo, já existiram moedas ovais, quadradas, poligonais etc. Foram, também, cunhadas em materiais não metálicos diversos, como madeira, couro e até porcelana. Moedas de porcelana circularam, neste século, na Alemanha, quando, por causa da guerra, este país enfrentava grave crise econômica. As cédulas, geralmente, se apresentam no formato retangular e no sentido horizontal, observando-se, no entanto, grande variedade de tamanhos. Existem, ainda, cédulas quadradas e até as que têm suas inscrições no sentido vertical. As cédulas retratam a cultura do país emissor e nelas podem-se observar motivos característicos muito interessantes como paisagens, tipos humanos, fauna e flora, monumentos de arquitetura antiga e contemporânea, líderes políticos, cenas históricas etc. As cédulas apresentam, ainda, inscrições, geralmente na língua oficial do país, embora em muitas delas se encontre, também, as mesmas inscrições em outros idiomas. Essas inscrições, quase sempre em inglês, visam a dar à peça leitura para maior número de pessoas.

SISTEMA MONETÁRIO
O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário. Este sistema, regulado através de legislação própria, é organizado a partir de um valor que lhe serve de base e que é sua unidade monetária. Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor. Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas. As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior à das cédulas, tornando-as mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco. Os países, através de seus bancos centrais, controlam e garantem as emissões de dinheiro. O conjunto de moedas e cédulas em circulação, chamado meio circulante, é constantemente renovado através de processo de saneamento, que consiste na substituição das cédulas gastas e rasgadas.

CHEQUE
Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso, o dinheiro cada vez mais se desmaterializa, assumindo formas abstratas. Uma destas formas é o cheque, que, pela simplicidade de seu uso e pela segurança que oferece, está sendo, progressivamente, adotado por número sempre maior de pessoas nas atividades de seu dia-a-dia. Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários. O importante papel que esse meio de pagamento ocupa, hoje, na economia, deve-se às inúmeras vantagens que proporciona, agilizando a movimentação de grandes somas, impedindo o entesouramento do dinheiro em espécie e diminuindo a necessidade de troco, por ser um papel preenchido à mão, com a quantia de que se quer dispor. O dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços que pode comprar. É uma espécie de título que dá a seu portador a faculdade de se considerar credor da sociedade e de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno. A moeda não foi, pois, genialmente inventada, mas surgiu de uma necessidade e sua evolução reflete, a cada momento, a vontade do homem de adequar seu instrumento monetário à realidade de sua economia.


Fonte: materiais de economia

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