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ENRIQUECER FAZENDO DÍVIDA

O empresário Eduardo Rosemberg enriqueceu fazendo dívida. O primeiro empréstimo foi um lance de ousadia: R$ 70 mil para pagar em 18 meses. Com o dinheiro, virou sócio de uma loja de material esportivo. Tudo planejado e bem pago.

Hoje ele é dono de uma rede de lojas, abertas com a ajuda do crédito. "A idéia é tudo! Vale mais que o crédito. Ele te ajuda, claro, vai contribuir. Ele vira um aliado. Tem que estar muito bem amparado, porque senão o crédito vira uma grande bola furada", comenta Eduardo.

Antes de ser um empresário de sucesso, ele trabalhou no setor de empréstimos em um grande banco em São Paulo. Eduardo viu tanta gente errar nas contas naquela época que aprendeu: só com cálculos bem feitos poderia passar a trabalhar por conta própria. Hoje, ele tem sete lojas, 12 lojas em clubes, uma revista, uma loja-móvel, lojas virtuais e 180 funcionários. E tudo começou com o crédito.

"Alguém acreditou no projeto e me concedeu o primeiro crédito. O valor é difícil mensurar. Temos um grupo de quase 200 pessoas trabalhando e tudo começou com esse crédito", avalia Eduardo. Empréstimo que virou investimento. Investimento que se transformou em geração de renda e empregos.

Em uma das lojas de Eduardo, há quase um ano, o vendedor Roberto Pereira Silva Junior passou a ter a garantia de um salário certo no fim do mês. E salário certo na carteira de trabalho. Aos 24 anos, ele acha que faltou maturidade para dizer não.

"Você fica meio deslumbrado: cartão, cheque, crediário e limite de crédito. Era fácil pegar dinheiro emprestado, fazer crediário, ter cheque e cartão. Com carteira assinada há mais de seis meses e o comprovante do salário, isso tudo foi fácil. A gente faz o crediário, parcela, vê quantas vezes pode pagar. Dependendo dos juros, quanto menos vezes você fizer, melhor", comenta o vendedor.

Moto, aparelhos eletrônicos, material para reforma da casa. Tudo em pequenas parcelas a perder de vista, mas, na hora de somar tudo, não deu pra pagar. Roberto atrasou o pagamento do armário, do DVD, da moto. A dívida virou um problema em família.

A irmã, Juliana Aguilera Silva, ajudou, a moto teve que ser vendida e, hoje, as contas estão em dia. "A gente acabou aprendendo que fazer financiamento é complicado", conta ela. "Não quero mais ouvir a palavra 'devedor'. As cartas que chegam aqui são para agredecer pelo pagamento efetuado", comemora Roberto.



Fonte: globoreporter.globo.com

3 comentários:

Tânia Marchezin disse...

Empréstimo é muito bom na hora em que recebemos o dinheiro, mas se não houver administração e o saldo não for quitado vira uma bola de neve. Tudo na vida deve ser comedido. Parar e pensar se realmente este ou aquele bem é necessário e somente aí recorrer a dinheiro de terceiros.
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Jonilson, será uma honra para mim tê-lo como parceiro, já add seu link. Sucesso para nós.

Francisco Amado disse...

O problema é que os bancos querem que tu prove que não precisa do dinheiro.

Valtércio Mendes disse...

hehehe realmente é desenrolado...
eu a verdade não teria a coragem dele...
Concordo com o que nossa amiga Tânis disse acima hehehe

um forte abraço!!

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