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DESIGN DE MECANISMOS

A Teoria de Design de Mecanismos recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2007, representada por três economistas de escolas norte-americanas: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson. Seus conceitos, inaugurados por Hurwicz e desenvolvidos por Maskin e Myerson, permitem identificar instituições abstratas que formem uma alocação eficiente de recursos, de acordo com os interesses de diversas classes de negociadores. Algo especialmente útil em situações nas quais as preferências dos agentes não são reveladas.

O design de mecanismos mostra por que um leilão representa a melhor forma de alocar bens dentro de um conjunto de compradores potenciais, sem que saibamos as reais intenções de cada um. E também mostra qual tipo de leilão é apropriado para garantir o máximo retorno esperado por parte do vendedor.

Antes da elaboração da teoria, a análise microeconômica dos mecanismos de distribuição ótima estava restrita ao desempenho dos mercados. A pergunta principal era: "Como os mercados conseguem alocar recursos de maneira eficiente?".

As respostas apareciam dentro de modelos teóricos, mas exigiam premissas com pouco apelo concreto, tal como informação perfeita, interesses privados e ausência de externalidades. Ou seja, o equilíbrio era previsto pela teoria. Mas alcançá-lo na prática parecia muito mais difícil.

Pensando nesse obstáculo, Hurwicz resolveu virar o jogo. Em vez de exigir que o mercado resolva o problema, por que não desenvolver outras instituições, que simulem o que há de melhor nas trocas livres? A partir daí, o objetivo científico mudou. Economistas como Hurwicz, Maskin e Myerson passaram a discutir o design de mecanismos, com base nas necessidades de grandes grupos sociais. Esse caminho levou a avanços significativos em campos antes saturados, como regulação, tributação, eleições e finanças corporativas.

Discutir o design de mecanismos está longe do trivial. Depois de elaborado o algoritmo, o economista deve considerar diferentes equilíbrios previstos pelo conjunto de soluções. Os equilíbrios podem corresponder a situações ótimas sob perspectivas diversas. Isto é, de acordo com a posição de cada classe de agentes. Como exemplo, um mesmo mecanismo pode favorecer os compradores ou chegar ao maior preço de venda.

Felizmente, a teoria agraciada com o Nobel de 2007 fornece os meios para que um planejador descubra qual arranjo é preferido por determinado grupo. Dessa forma, a instituição é definida deliberadamente.

Fonte: web.infomoney.com.br

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O QUE É ECONOMIA

Economia é a Ciência Social que estuda a maneira pela qual os homens decidem empregar recursos escassos, a fim de produzir diferentes bens e serviços e atender às necessidades de consumo. Segundo palavras do professor Paul Samuelson: “Economia é a Ciência Social que estuda a administração de recursos escassos entre usos alternativos e fins competitivos”. A ciência econômica, como qualquer ciência, utilizará a observação, formulação de hipóteses e construção de teorias para explicar a realidade. Está relacionada a outras áreas do conhecimento como matemática, estatística, história, geografia e sociologia.

Os princípios referentes à escolha individual são:

- os recursos são escassos;
- o custo real de algo é o que você desiste para adquirí-lo;
- o “quanto” é uma decisão na margem;
- as pessoas em geral exploram as oportunidades de melhorar sua própria situação.

Os princípios referentes à interação entre as escolhas individuais são:

- o comércio pode melhorar a situação de todos;
- os mercados são em geral uma boa forma de organizar a atividade econômica;
- quando os mercados não alcançam a eficiência, a intervenção do governo pode melhorar o bem-estar da sociedade.

Na economia existem dois grandes ramos: microeconomia e macroeconomia.

A microeconomia é considerada a base da moderna teoria econômica, estudando suas relações fundamentais. As famílias são consideradas fornecedores de trabalho e capital, e demandantes de bens de consumo. As firmas são consideradas demandantes de trabalho e fatores de produção e fornecedoras de produtos. Os consumidores maximizar a utilidade a partir de um orçamento determinado. As firmas maximizam lucro a partir de custos e receitas possíveis. A microeconomia procura analisar o mercado e outros tipos de mecanismos que estabelecem preços relativos entre os produtos e serviços, alocando de modos alternativos os recursos dos quais dispõe determinados indivíduos organizados numa sociedade.

A macroeconomia é o estudo do comportamento agregado de uma economia, ou seja, das principais tendências (a partir de processos microeconômicos) da economia no que concerne principalmente à produção, à geração de renda, ao uso de recursos, ao comportamento dos preços, e ao comércio exterior. Os objetivos da macroeconomia são principalmente: o crescimento da produção e consumo, o pleno emprego, a estabilidade de preços, o controle inflacionário e uma balança comercial favorável. Um conceito fundamental à macroeconomia é o de sistema econômico, ou seja, uma organização que envolva recursos produtivos, unidades de produção e instituições (regras que definem as relações econômicas).

Os principais agentes envolvidos nestes mercados são:
- famílias;
- empresas;
- governo;
- resto do mundo.

O governo pode interferir nestes mercados através de políticas macroeconômicas:
- política fiscal (arrecadação tributária / gastos do governo);
- política monetária (emissões monetárias / reservas compulsórias / open market);
- política cambial e comercial (controle da taxa de câmbio / incentivo à exportações / estabelecimento de quotas);
- política de rendas (controle de preços e salários / combate à inflação).

Fonte: pt.wikipedia.org e materiais para concursos

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