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O PÔQUER E A ECONOMIA

As mulheres reclamam e é verdade: nas grandes cidades, existem mais mulheres do que homens. Homens negros preferem ser solteiros. Muitos potenciais eleitores de Al Gore ficaram em casa na duríssima disputa que acabou levando George W. Bush à Presidência dos Estados Unidos. Seja num cassino (casino) ou em momentos corriqueiros da vida, os fatos aparentemente aleatórios escondem uma lógica matemática. A afirmação é do economista e jornalista inglês Tim Harford, que acaba de publicar o livro The Logic of Life ("A Lógica da Vida").

Harford, ex-executivo da Shell e do Banco Mundial e hoje colunista do Financial Times, defende que, ao contrário do que parece, tudo o que está relacionado ao comportamento humano encobre uma racionalidade que pode ser explicada pela teoria econômica. Sua nova obra é uma espécie de continuação de seu livro de estréia, O Economista Clandestino, já traduzido em mais de 20 idiomas.

Ao longo de pouco mais de 200 páginas, Harford guia o leitor num passeio por assuntos tão diversos como guerra, divórcio, criminalidade, racismo e vida urbana. O excesso de exemplos por vezes deixa o leitor sem fôlego. Em alguns casos, essa profusão de temas resulta em argumentos superficiais e pouco convincentes. Mas, no geral, Harford mantém um ritmo fluente e bem-humorado, sem deixar de apresentar uma série de economistas consagrados, nos quais baseia suas análises.

Entre seus heróis estão alguns dos maiores especialistas de todos os tempos, como os prêmios Nobel de Economia Robert Lucas e Thomas Schelling. Outro que aparece com destaque é o húngaro naturalizado americano John von Neumann, o matemático que ajudou a inventar o computador e a bomba atômica. Neumann foi o criador da teoria dos jogos, o ramo da economia que estuda o comportamento estratégico das pessoas. "Von Neumann acreditava que, se você quisesse uma teoria que pudesse explicar a vida, ela deveria começar com uma teoria que pudesse explicar o pôquer", narra Harford. "Seu objetivo era trazer o rigor da matemática para as ciências sociais."

Todas as justificativas de Harford seguem o princípio de que as pessoas tomam decisões levando em consideração custos e benefícios de cada ação. Ele usa princípios econômicos como o de que uma coisa se torna mais comum à medida que fica mais acessível. É isso que, segundo ele, explica por que o número de adolescentes fumantes aumentou nos países em que a propaganda de adesivos e chicletes de nicotina para acabar com o vício foi intensificada. "A propaganda informa essas pessoas de que existem novas alternativas para ajudá-las a largar o vício. Então, se tornou racionalmente menos arriscado iniciar o hábito", diz Harford.

Outra variante é o comportamento estratégico, aquele que leva em consideração os possíveis movimentos do oponente (é aqui que se encaixa o ramo da economia conhecido como teoria dos jogos). O autor conta como Chris Ferguson, filho de um professor de teoria dos jogos, virou um dos maiores campeões de pôquer (
poker) da atualidade ao perceber as relações lógicas por trás das jogadas aparentemente intuitivas. Ferguson passou anos introduzindo métodos matemáticos em seu estilo de jogar. Penou muito, mas acabou obtendo uma vantagem sobre os jogadores tradicionais, que normalmente se dedicam a estudar apenas os tiques nervosos dos adversários.

Ao fim do percurso, o leitor fará uma pergunta inevitável: o livro pode trazer algum tipo de vantagem pessoal ou nos negócios? A resposta é: dificilmente. As histórias de Harford e as teorias econômicas demonstram apenas que o ser humano é surpreendentemente mais individualista e racional do que gostaríamos de admitir. Agora você já sabe, seja nos momentos do cotidiano ou quando for ao
Texas Holdem apostar num jogo de pôquer, a teoria dos jogos sempre estará presente em sua vida.

Fonte: portalexame.abril.com.br

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DO QUE É FEITA A MOTIVAÇÃO

Você acha que não pode motivar ninguém? Pode sim, fazendo com que as pessoas queiram fazer o que você quer que elas façam. Esta vontade de se fazer alguma coisa pode ser conseguida se a sua equipe encontrar um ambiente de trabalho condizente.

Se praticada todos os dias, cada pessoa encontrará:

1. NOVAS IDÉIAS: Elas nos fazem pensar em novas maneiras de se fazer o trabalho e encontrar soluções para problemas. Aumentam a nossa capacidade de realizar as coisas. É muito fácil dizer "não dá para fazer isso". Mas, se pararmos um pouco para pensar, encontraremos maneiras de se fazer aquilo. Pelo menos uma vez por mês, sente com sua equipe para uma atividade de brainstorming (também conhecido pelo nome mais simpático e adequado de tempestade de idéias). Outra maneira de gerar novas idéias é estimular o hábito da leitura. Você pode fazer uma minibiblioteca no seu escritório, com livros e revistas do interesse da equipe.

2. RECOMPENSAS: Falem o que quiserem, mas nada funciona tão bem como uma recompensa. Algo que lembre seu funcionário como trabalhar duro vale a pena. E isso não precisa ser muito caro. Um jantar a dois para o bom funcionário e a mulher/marido, ingressos para o cinema e mesmo bilhetes dizendo "bom trabalho, valeu". Por mais simples que pareça esse gesto, ele vale muito para as pessoas. Elas se sentem reconhecidas e, lógico, sentem vontade de fazer mais. Para melhores resultados, não torne esse programa de recompensas "oficial". Procure agradecer, oferecer algo às pessoas sem que elas esperem.

3. PROGRESSO: Peça, no início da reunião, para eles pensarem em como era a vida de cada um dois anos atrás. Para pensarem em tudo o que eles conseguiram, no que eles realizaram no trabalho. Esses pensamentos são ótimos para levantar o moral e fazer com que as pessoas desejem realizar mais.

Fonte: www.lideraonline.com.br e daianifurtado.blogspot.com

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