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EDUCAÇÃO PARA INVESTIDORES

Em 2002 a Bovespa lançou um programa de popularização do mercado de ações, feito para quem queria começar a investir, porém este não obteve os resultados esperados.

E então, há um ano, a Bovespa criou vários cursos gratuitos para quem tem de 11 a 70 anos, com o objetivo de ajudar as pessoas a primeiro organizar suas finanças para só depois pensar em investir. Elas aprendem que a administração do dinheiro tem muito a ver com sua vida e que isso pode trazer muitos ganhos futuros.

É por causa da falta de uma educação e administração das próprias finanças que muitas pessoas não conseguem prosperar financeiramente. Infelizmente nem todo mundo faz cursos, estuda ou procura entender sobre suas finanças. Mas elas querem investir, querem ganhar dinheiro, mas não conseguem porque têm dificuldade de lidar com o dinheiro, gastando mais do que podem, ficando naquele "vai-e-vem financeiro". E se conseguem investir, não ficam felizes o suficiente, pois os ganhos não correspondem às suas expectativas. Isso tudo porque a pessoa não foi educada financeiramente, não da maneira correta, ou se está tentando, ainda não conseguiu.

De acordo com a psicóloga Fernanda Patriarca, planejar seu dinheiro é planejar sua vida, e para ser alguém próspero, é preciso olhar para nossas raízes familiares, nossa cultura e principalmente para quem somos e como fazemos nossas escolhas. Para sair do saldo negativo não basta apenas entender de cálculos. A forma como as pessoas lidam com o dinheiro tem tudo a ver com a maneira como se relacionam com seu dia-a-dia. É necessário gastar com a razão e não com o sentimento, pois as dívidas são o reflexo de uma desorganização emocional. Agir com a razão antes de comprar é se perguntar: "Eu preciso mesmo disso?". É comprar tendo a certeza de que você precisa mesmo daquilo.

Precisamos também perceber quando seguimos para o caminho dos extremos: o perdulário e o avarento. A pessoa que gasta demais, não tendo controle, não poupa para o futuro. Mas quem guarda tudo, não se permite ser feliz, restringindo-se aos pequenos prazeres da vida. Educar-se financeiramente é seguir a trilha do meio e esse é um processo longo, onde é preciso determinação e persistência, o que nem sempre é fácil.

Tenha certeza que quem consegue chegar a esse caminho se permitirá a uma vida muito mais tranqüila, tendo em mãos ferramentas poderosas para transformar alguns de seus sonhos em realidade.

Fonte: sucesso.hitechlive.com.br

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PROFISSÕES DO FUTURO

Um estudo mostra que cerca de 80% das profissões desaparecerão nos próximos dez a vinte anos, mas novas oportunidades surgirão. O que as pessoas precisam entender é que as coisas não serão mais como eram antes. Além disso, existe uma dúvida grande sobre o tipo de formação que o mercado exigirá: se generalista ou superespecialista.

Veja algumas das profissões do futuro publicadas por uma revista americana:

• Administrador de Comunidades Virtuais;
Gestor de Segurança na Internet;
Designer e Planejador de Games;
• Gestor de Grandes Cidades;
• Oficial de Ética para Combater a Corrupção;
• Atores e Escritores Virtuais para Internet.

É difícil saber o futuro das profissões em um mundo em constantes mudanças. No futuro, haverá oportunidades somente para profissionais com capacidade de expressar e aplicar seu conhecimento, competências e habilidades de muitas maneiras.

Fonte: www.menegatti.srv.br e daianifurtado.blogspot.com

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FINANÇAS HOJE E AMANHÃ

Muita gente escreve sobre Finanças na web e, em larga medida, o que vejo é "auto-ajuda", que tem apelo emotivo e o resultado alcançado por essa via é instável. A administração financeira exitosa começa por não se endividar pelos apelos emotivos do marketing Nada é mais real e presente em nossas vidas que finanças pois ela precede o nascimento e remanesce após a morte. Quando um bebê é concebido os pais abrem, mesmo inconscientemente, uma rubrica para os gastos pré-natalícios.

Após a morte, os gastos decorrentes, do fato mais indesejável para o ser humano, são honrados com provisão do falecido ou da família ou de amigos ou do Estado. As lágrimas vertidas, de alegria ou tristeza, não pagam as obrigações financeiras dos extremos da vida (nascer e morrer). Tem uma música antiga de Silvio Brito, se não me falha a memória, que diz "tem que pagar pra nascer, tem que pagar pra viver, tem que pagar pra morrer". Finanças. Apenas isso!

Para o êxito em administração financeira apresento os dois Princípios Regentes em qualquer que seja o campo financeiro: pessoal, empresarial e governamental. São eles:

PRINCÍPIO DA OSTENTAÇÃO
Calcado na emoção, estático e individualista por tendência. Opera no curtíssimo prazo. Nele o trabalho é abjeto e, por extensão, é abjeção para o homem. Esse princípio é suporte à Gestão de Recursos Orientada para Imobilizar (GROI) em que, no caso do empresário, este imobiliza em excesso em terrenos, edificações, veículos, máquinas e outros. Quando isso acontece dizemos que a empresa tem Capital Fixo demasia (Capital Morto). O Capital Morto acarreta perdas pelo Custo de Oportunidade que é a receita que poderia ser obtida pela aplicação desse Capital Morto em Ativos Rentáveis. As dívidas são muito bem vindas, mesmo aquelas com efeito desastroso a longo prazo porque a marca desse princípio é o uso dos recursos para a aparência, seja o crédito ou Recursos Humanos ou o que for. Por isso, há pessoas em certas organizações que trabalham feito "burros-de-carga" e não vêem o fruto do seu trabalho. O Capital Humano não tem a devida importância no conjunto e a promoção do indivíduo é dada por critérios pessoais. Não contribui para a auto-sustentabilidade e nem para a mobilidade social necessária ao desenvolvimento de uma nação.

PRINCÍPIO DA UTILIDADE
Calcado na razão, dinâmico e coletivista por tendência. Opera no longo prazo. Nele o trabalho é digno e, por extensão, dignifica o homem. Esse princípio dá suporte à Gestão de Recursos Orientada para Girar (GROG). A "menina dos olhos" do empreendedor é a Capacidade de Geração de Receitas cujo motor é o Capital em Giro. Aqui o Capital Fixo é muito bem delimitado para que a empresa aproveite ao máximo a disponibilidade de Capital no giro da sua atividade econômica. A imobilização em excesso pode deixar o empresário na dependência de Capitais de Terceiros para Financiar o seu Giro. Se você tem dinheiro e quer investir em um negócio já instalado, procure aqueles com grande potencial para girar e gerar receita. O "bom do negócio" pode não ser tão evidente como por exemplo uma bela carteira de clientes. É necessário ter tino e saber perscrutar. As dívidas são bem vindas quando há "perspectiva de retorno" porque a marca desse princípio é a utilidade dos recursos, o crédito se insere nesse contexto. O Capital Humano é primordial e a promoção do indivíduo é dada pelo mérito técnico-profissional. Contribui para auto-sustentabilidade e para a mobilidade social necessária ao desenvolvimento nacional. As indústrias para comportar sua robusta estrutura, instalações e máquinas, necessitam de grande área em terreno e edificações mas isso não quer dizer que tenham Capital Morto.

No Brasil, até os anos 90, se avaliavam as empresas com base no IMOBILIZADO delas. As empresas eram bem vistas pelos prédios onde funcionavam e pela frota estacionada no pátio. Qual a utilidade desses ATIVOS? Essa não era uma indagação recorrente. O setor público era campeão nesse Pecado Capital. Os bancos públicos, ao contrário dos particulares, quando se instalavam numa cidadezinha ali construíam um palacete imponente que passava a servir como referência para transeuntes e visitantes.

A partir da década de 90, após a desastrosa hiperinflação e a abertura da economia para o mundo aprendemos um pouco que TRABALHO e CAPITAL EM GIRO são aliados e não inimigos. E isso é muito significativo num país em que TRABALHO sempre foi vilipendiado. Deixamos um pouquinho de pensar em "ganhar mais em menos" para pensar em "ganhar menos em mais". Essa é a lógica.

Se pensarmos um pouco mais coletivamente, vamos ver o quanto já temos como armas sociais: ganhamos o Código de Defesa do Consumidor em 1990, as práticas das Perdas Contábeis por conta dos Créditos de Liquidação Duvidosa deixou de ser estática e dinamizou-se a partir de 1999/2000, a farra do Poder Executivo é disciplinada pela Lei de Responsabilidade Fiscal de 2001, melhoramos o Código Civil Brasileiro em 2002, a Legislação Societária (antiga Lei das S.A. e Lei de Falências e Concordatas) também foi dinamizada, ganhamos a CGU Controladoria Geral da União que é promissora apesar da, ainda, falta de autonomia diretiva. O Mercado de Capitais, os Fundos de Aposentadoria e Pensão, a Poupança popular (a chamada Poupança Rural) estão em expansão. Em paralelo espera-se que os ativos financeiros lastreados pelo endividamento irresponsável dos governos sejam reduzidos drasticamente no longínquo prazo. Isso tudo denota uma tendência de fortalecimento da Poupança Interna que é o anteparo do equilíbrio social em qualquer economia moderna. Já não é tão proibido falar em lucro e contenção de gastos. Temos o direito de avaliar o Estado e outras organizações e estamos desenvolvendo consciência para avaliar melhor nossas próprias finanças.

No plano conjuntural penso que estamos à frente do plano das famílias. O mais importante, contudo, não é a velocidade das mudanças e sim a efetividade delas. A performance da nossa caminhada será ditada pela Consciência Cidadã, dentro da qual são determinantes o lastro em Educação para o Valorização Trabalho e do Mérito e a Educação Financeira.

O Princípio da Utilidade e o Princípio da Ostentação concorrem o tempo todo para pautar as nossas atitudes. Ora tendemos para o ÚTIL ora tangenciamos ao OSTENSIVO. Esse dilema não é circunscrito ao âmbito das empresas. Boa parte da classe média brasileira "investe" toda a riqueza nos sonhos da mansão e do carro (para ostentar) e levam os apelos do seu Déficit Orçamentário para as instituições onde trabalham, especialmente, as do setor público.

Seja como administrador na família seja como gestor nas organizações públicas ou privadas, observar o antagonismo desses princípios e utilizar os RECURSOS DISPONÍVEIS com a MÁXIMA UTILIDADE é fazer com que o POTENCIAL PARA O DESENVOLVIMENTO seja suplantado pela REALIDADE DO DESENVOLVIMENTO com prosperidade e justiça social como a nação necessita e merece.

Fonte: www.artigonal.com

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O TEMPO E A VIDA

O tempo é o mais democrático dos recursos. Pouco importa sua idade, escolaridade ou condição sócio-econômica. Todos nós dispomos de 24 horas diárias e a forma como as utilizamos justifica nossos resultados e nos diferencia. Temos a sensação constante de que o tempo acelerou. Os dias parecem mais breves. Quando se vê, mais um mês se passou. E diante da rotina, das atividades meramente operacionais a que nos entregamos, a angústia e a frustração podem nos visitar.

Por isso, é fundamental tomar consciência de que administrar o tempo é administrar a própria vida. Diante disso, proponho que você redija uma Constituição Pessoal, ou seja, uma espécie de carta identitária capaz de nortear seu caminho. Para tanto, identifique os valores que governam sua vida. Pode ser desde amor e generosidade, até sucesso e riqueza material. O universo de valores é amplo e solicita um consciencioso exercício de reflexão. Em seguida, coloque-os em ordem de prioridade. É o momento de se fazer escolhas e descobrir o que é mais relevante em seu julgamento. Depois, você deverá unir razão e emoção, cabeça e coração, escrevendo um pequeno parágrafo para cada um destes valores. Por fim, leia esta sua pequena lista com freqüência e tome suas decisões com base nela.

Peter Drucker, em seu livro, The Effective Executive in Action, sentencia que gerenciar o tempo é a base da eficácia. E o guru desafia você a responder a algumas questões:

1. O que eu estou fazendo que não precisa ser feito?
2. O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa?
3. O que eu estou fazendo que só eu posso fazer?
4. O que eu deveria fazer que não estou fazendo?

Suas respostas, com olhos atentos na Constituição Pessoal, com certeza lhe sinalizarão a necessidade de delegar atividades, de retomar o foco em suas metas pessoais ou de corrigir rotas.

Um dos instrumentos mais difundidos em termos de gestão do tempo é a chamada matriz desenvolvida por Covey que divide as tarefas a partir de sua urgência e importância. O primeiro quadrante reúne atividades urgentes e importantes. Trata-se de reuniões, atividades com prazos definidos e eventuais crises. Estas tarefas devem ser feitas de imediato e da melhor forma possível. O segundo quadrante engloba as atividades importantes, porém não urgentes. São tarefas que demandam planejamento, envolvem aprendizado e criatividade e que podem trazer consigo grandes oportunidades. Todavia, quando procrastinadas, ou seja, recorrentemente adiadas, são promovidas ao quadrante anterior, exigindo urgência em seu tratamento. No terceiro quadrante residem as atividades que correspondem aos maiores desperdiçadores de tempo. São as tarefas urgentes, mas não importantes, como telefonemas, relatórios, correspondências e até interrupções. Livre-se delas com rapidez, pois não contribuem com suas metas. Finalmente, o último quadrante da matriz de gerenciamento do tempo contém atividades que não são importantes e também não são urgentes. Trata-se de trabalho irrelevante, telefonemas inúteis, situações alienantes, apego a detalhes. Enfim, pura perda de tempo. Aqui nada se produz.

E então, como você tem distribuído suas tarefas?

Fonte: www.tomcoelho.com.br e daianifurtado.blogspot.com

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ADMINISTRAÇÃO DO DINHEIRO

Histórias de casais que não conseguem conversar sobre dinheiro e muito menos administrar a renda familiar em parceria tornaram-se comuns desde que a mulher começou a despontar no mercado de trabalho. As mulheres têm agora mais reconhecimento financeiro, mais poder, e isso pode ser um pontapé no ego de muitos homens.

Para entender como esse trinômio casamento-carreira-dinheiro está sendo administrado pelos profissionais brasileiros, foram entrevistados 150 profissionais na capital paulista, das classes A e B, que são casados ou moram juntos. Dentre as mulheres, 37% dizem ganhar mais do que os maridos, mas só 13% deles admitem (ou sabem) isso! Quatro em cada dez casais dividem igualmente as despesas da casa.

A pesquisa confirma o conflito: 38% das pessoas já assumem que brigam em casa por causa de dinheiro. Falta de dinheiro e despesas excessivas do cônjuge são as razões mais apontadas. Os homens dizem que discutem porque a esposa gasta demais. E as mulheres tendem a discordar da decisão deles sobre onde aplicar o dinheiro. O fato é que essa transferência de responsabilidades não leva a nada. Acontece que muita gente ainda continua escorregando nos erros clássicos: falta de comunicação e de objetivos em comum, descontrole do orçamento, excesso de dívidas e nenhum plano para emergências.

É preciso ter disciplina e disposição para manter as contas do casal sob controle e, claro, seguir algumas recomendações básicas como estas:

PERGUNTE QUANTO ELE GANHA: Um terço das mulheres declara que seu companheiro não sabe quanto é sua renda. No caso dos homens, 21% mantêm em segredo o valor do salário. Os escritórios de advocacia já detectaram um outro fenômeno: altos executivos escondem o valor do bônus e a existência de contas no exterior. Tudo isso para evitar que o dinheiro entre na partilha em caso de divórcio. Em resumo: falta a confiança para que exista o diálogo. Segundo os sociólogos americanos Philip Blumstein e Pepper Schwartz, os casais, em geral, se sentem mais confortáveis em conversar sobre detalhes da vida sexual pregressa do que dividir sua intimidade financeira. Nessas horas, as pessoas tendem a ser emocionais e reativas, menos estratégicas e desconsideram a personalidade financeira do outro. Um conjunto de fatores determinará o estilo de cada um ao lidar com dinheiro. As pessoas são, em certa medida, resultado do seu passado, da educação que receberam dos pais, dos valores que aprenderam em casa e da vida que tiveram. O dinheiro pode representar liberdade, segurança, poder e amor. O fator determinante da sua personalidade financeira é aquele que o faz acordar toda manhã e batalhar por seu salário. Essa informação deve ser usada na hora de sentar e conversar abertamente sobre a situação financeira, os sonhos e as frustrações do casal.

NÃO SONHE SOZINHO: A primeira conseqüência da falta de comunicação é a inexistência de um objetivo comum, de uma prioridade do casal. É quando ela sonha com a casa própria e ele quer o carro zero. Se cada um sonhar sozinho, o casamento e as finanças ficam no prejuízo. Há especialistas que defendem que um plano financeiro, com direito a metas numéricas, pode ser um excelente remédio para casais em crise. A importância de compartilhar um objetivo não vale apenas para quem tem uma certa folga financeira. Vale também para quem está no vermelho.

DIVIDA AS TAREFAS: Determinada a meta do casal, é hora de pôr a mão na massa, organizar o dinheiro que entra, estabelecer a divisão das despesas e optar ou não pela conta conjunta. Não há uma fórmula perfeita para dividir a gestão das finanças. Cabe ao casal buscar um caminho que seja satisfatório para os dois. A regra no país ainda é a de que o homem paga as contas mais pesadas e a mulher, as menores. Somente 22% dos casais mantêm conta bancária conjunta. Na maioria dos casos (51%), o homem arca com as contas de aluguel, escola dos filhos, enquanto a mulher fica com contas de gás, luz, água e telefone. Os especialistas recomendam que cada parceiro reserve um pedaço de sua renda para os gastos individuais. É aquele dinheirinho para bancar a manicure, os presentinhos, o equipamento de mergulho, entre outros. Além de preservar a privacidade de ambos, essa estratégia evita brigas. E mais, se um dos dois não estiver trabalhando, é preciso estipular uma mesada, de comum acordo, que sairá do salário de quem está na ativa. Isso é recomendado se quem estiver sem trabalho assumiu responsabilidades de cuidar da casa e dos filhos.

NÃO AFUNDE SEU CASAMENTO EM DÍVIDAS: 37% dos casais estão endividados. E a explicação não é novidade, na grande maioria dos casos, as dívidas são resultado da falta de controle do orçamento. Os especialistas dizem que há pelo menos duas verdades no mundo da psicologia das finanças. A primeira é que não existe a hora mais adequada para economizar. As pessoas sempre vão encontrar algo mais atraente para fazer com o dinheiro do que simplesmente deixá-lo numa conta no banco. Por isso, é preciso esforço, disciplina e objetividade nessa hora. A segunda mostra que as despesas tendem a crescer conforme aumenta o contra-cheque. Quanto maior é o salário, mais despesas as pessoas assumem. O psicólogo e matemático Daniel Kahneman levou o Prêmio Nobel de Economia em 2002 ao provar que não somos racionais na hora de tomar decisões sobre como gastar nosso dinheiro. Tendemos a ser emocionais. Portanto, todo cuidado é pouco. Administre seu orçamento sempre levando em conta as metas e os sonhos já traçados. Fuja de dívidas!

MULTIPLIQUE SEU DINHEIRO: Administrar o orçamento é também cuidar dos investimentos, fazer o dinheiro crescer. O investimento determina como será administrado o orçamento do ano: os cortes nas despesas e a inclusão de outros gastos. Se esse não é o seu caso, busque ajuda. Pode ser um especialista, um gerente de banco de sua confiança ou mesmo um livro. Monte um plano considerando o perfil de investimento do casal. Diversifique os produtos. Se você não tem intimidade com o mercado financeiro, fuja dos mais arriscados, como ações e derivativos. Mantenha-se informado sobre a economia e o rumo do país.

Depois de tanto empenho, é preciso comemorar as vitórias. Abra uma garrafa de champanhe, vá jantar fora, saia para uma noite especial. As recompensas não são apenas uma boa idéia, elas são indispensáveis. Além da diversão, elas ajudam a reforçar a mudança de comportamento. Afinal, a organização das finanças não é um fim em si mesma. Ela só tem sentido se permitir que o casal ultrapasse os pequenos problemas do cotidiano para conquistar uma vida a dois feliz, realizada e mais rica.

Fonte: vocesa.abril.uol.com.br

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