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A ESTRATÉGIA OCEANO AZUL

O que diferencia perdedores de vencedores? O que torna algumas empresas ícones de uma época enquanto outras naufragam, tentando vencer a concorrência? O professor sul-coreano Chan Kim, da escola de negócios Insead, na França, diz ter encontrado a resposta: ganhadores não competem com os rivais, eles os tornam irrelevantes. A base disso está na maneira como elaboram e executam sua estratégia para o futuro.

Kim é co-autor do livro A Estratégia do Oceano Azul, um fenômeno editorial em todo o mundo. Ao estudar a história econômica do último século, ele descobriu que as empresas que inventam seu próprio ambiente de negócios nadam livres num oceano azul, no qual a concorrência não faz a menor diferença. Para Kim, a mesma regra vale para os profissionais. Tudo começa com uma mudança de foco. Pare de olhar para profissionais concorrentes. Pense em oportunidades alternativas, em que suas competências serão úteis. Pare de enxergar apenas o cliente (chefe e equipe) e analise os não-clientes. Resista à tentação de julgar o seu sucesso pelo sucesso do outro.

Um dos exemplos preferidos de Kim vem do Cirque du Soleil, o circo canadense que arrasou em sua passagem pelo Brasil no ano passado. Guy Laliberté criou seu oceano azul ao eliminar atributos do espetáculo tradicional, como os animais, e em seu lugar ofereceu a vibração do circo aliada à sofisticação intelectual do teatro. Ao estudar movimentos estratégicos como esses, Kim e a co-autora de Oceano Azul, Renée Mauborgne, também professora do Insead, descobriram fatores em comum que podem ser copiados por qualquer empresa ou profissional. A partir daí, montaram a metodologia que vem sendo usada por empresas de todo o mundo. Uma das ferramentas é chamada de quatro passos da visualização da estratégia.

PASSO 1: O DESPERTAR VISUAL

Kim diz que a primeira coisa que percebe quando a empresa vai elaborar sua estratégia é que ela não se conhece. Com os executivos acontece a mesma coisa. Acabam elaborando planos que não se concretizam ou vão custar muito mais caro que o previsto. No caso dos profissionais, uns se acham melhores do que são e outros vivem inseguros, pensando que são piores do que são. Neste primeiro passo, o objetivo é montar uma matriz de valor, em que constam suas principais competências e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas. "Você desenha quem deseja ser", diz Kim. No mesmo gráfico, repita a operação com o perfil de um profissional que você admira e respeita. Talvez essa pessoa não exista, mas você pode colocá-la como um target ideal. Ao comparar as duas linhas, você visualiza onde está em relação ao que pode ser.

PASSO 2: A EXPLORAÇÃO VISUAL

Vá a campo para descobrir como você está sendo percebido. No caso de uma empresa, isso significa entender como seus produtos e serviços são usados e percebidos pelos clientes. Assim como elas, você jamais deve terceirizar seus olhos e ouvidos. "Nada substitui a própria percepção - os grandes artistas não pintam seus quadros com base em descrições apresentadas por outras pessoas, tampouco reproduzem fotografias. Gostam de ver o tema com os próprios olhos", diz Kim. Michael Bloomberg, antes de virar prefeito de Nova York, criou o mais inovador serviço de informações financeiras a partir da observação de que os operadores usavam papel, lápis e calculadora eletrônica para anotar as cotações e calcular os preços antes de tomar decisões sobre que ações comprar ou vender. Ele mesmo comentava que a idéia deveria ter sido óbvia para qualquer um que observasse que o mercado estava carente de ferramentas que ajudassem a interpretar os dados.

É claro que o primeiro a opinar deve ser seu cliente (no caso, o chefe e a equipe), mas você deve ir atrás também do não-cliente. Não basta conversar. Também é preciso analisar como eles podem encontrar maneiras alternativas de suprir as necessidades que hoje são atendidas por você. A seguir, desenhe uma nova matriz estratégica para sua carreira. O desafio é identificar com sucesso, em meio à pilha de possibilidades existentes, as oportunidades realmente atraentes. Continue sua exploração visual usando aquilo que Kim chama de o modelo das seis fronteiras:

a) As competências alternativas: seu concorrente não é apenas quem faz a mesma coisa que você. É também quem tem competências alternativas às suas. Restaurante e cinema são opções de lazer distintas, mas as pessoas vão a eles com o mesmo objetivo: lazer fora de casa. Quem pode concorrer com você?

b) Examine os profissionais estratégicos dentro da empresa: descubra aqueles que cultivam as mesmas diferenças fundamentais. Estude-as.

c) Examine sua cadeia de clientes: questione a definição convencional sobre quem deve e pode ser cliente de suas competências. A Canon criou a indústria de copiadoras de mesa deslocando o cliente-alvo (as empresas) para o usuário final. Qual é a sua cadeia de clientes?

d) Examine a oferta de competências complementares: o oceano azul geralmente se oculta em produtos e serviços complementares aos oferecidos hoje. O estacionamento e a pipoca, por exemplo, são complementares ao cinema.

e) Examine qual é o seu apelo: você oferece mais competências técnicas ou de gestão? Lembre-se que profissionais com apelo gerencial aumentam seu valor de mercado sem oferecer novas habilidades técnicas. No sentido contrário, os técnicos podem ganhar nova vida acrescentando gestão ao seu portfólio.

f) Examine o transcurso do tempo: todos estamos sujeitos a tendências externas que afetam a carreira ao longo do tempo. O problema é que tendemos a nos concentrar na projeção da tendência em si. Daí ajustamos nosso ritmo a ela. No entanto, segundo Kim, os insights mais importantes para a estratégia do oceano azul raramente brotam da tendência em si. Em vez disso, surgem de especulações sobre como a tendência mudará o valor para os clientes e como mudará o modelo de negócios deles.

PASSO 3: VISUALIZE A ESTRATÉGIA

Para cada estratégia visual (por exemplo: melhorar seu relacionamento interpessoal, aprender a negociar etc.), escreva uma mensagem consistente que reflita a essência dela. Qualquer idéia cuja explicação leve mais de dez minutos é complicada demais para ser boa. Se não tiver foco, singularidade e mensagem consistente, a estratégia vai encalhar ou terá execução dispendiosa de tempo e dinheiro. Apresente sua nova matriz visual para clientes e não-clientes. Prepare-se para descartar aqueles atributos que não despertarem a atenção visual dos "juízes".

PASSO 4: COMUNICAÇÃO VISUAL

Agora que você já sabe o gap entre o que é e o que deseja ser, pode montar seu plano estratégico para cruzar a distância entre as duas linhas. Para isso, faça quatro perguntas-chave:

a) Quais atributos que o mercado considera indispensáveis devem ser eliminados porque manterão você nadando num oceano vermelho?

b) Que atributos devem ser reduzidos bem abaixo dos padrões de mercado?

c) Que atributos devem ser elevados bem acima dos padrões do mercado?

d) Que atributos nunca oferecidos devo criar?

Para finalizar, divulgue a sua nova estratégia. "Ela deve ser o ponto de referência em todas as suas decisões de carreira, desde uma mudança de emprego até um investimento em desenvolvimento profissional", diz Kim.

Fonte: vocesa.abril.com.br e empreendedorjovem.wordpress.com

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NEGÓCIOS ASSERTIVOS

O mundo dos negócios hoje passa por um profundo processo de reestruturação, onde o perfil dos profissionais deixa de ser apenas a sua capacitação técnica, sendo acrescido do desenvolvimento e da avaliação de suas atitudes humanas. Técnicas e ferramentas como: empowerment, terceirização de atividades, downsizing, achataram as estruturas empresariais e as pessoas ganharam mais autonomia para o trabalho.

Do outro lado, estão os profissionais que vivenciam este momento e precisam se adaptar e desenvolver suas competências emocionais, para liderar, dirigir uma reunião ou realizar uma negociação, com o objetivo de atingir os interesses da empresa para a qual trabalha.

Neste contexto a assertividade entra como uma ferramenta para auxiliar a adaptação neste processo. Pode ser definida como ferramenta porque existem pessoas que já possuem esta característica desenvolvida, mas existem cursos que ajudam a aprender como ser assertivo.

Afinal, o que é Assertividade? No dicionário Aurélio está definido como afirmação, asseveração, alegação, argumento. De acordo com a pedagoga Vera Lúcia Franco Martins da Assertiva Consultores, “signfica afirmativa ou asserção naquilo que se acredita verdadeiro.” Existe ainda uma definção de Max Gehringer que diz que o assertivo não enrola, não inventa, não distorce e não diz uma vírgula além do necessário. Assertividade é a capacidade de falar idéias, expressar opiniões, de uma forma simples, direta, empática e respeitando as outras pessoas. É neste momento que se dá o encontro com as características pessoais que impulsionam o fato de uma pessoa ser assertiva ou não.

A assertividade ganha contornos complexos, pois o comportamento assertivo exige várias outras habilidades. Para ser assertivo é preciso ser flexível, empático, bom ouvinte, transparente, objetivo, de bem com a vida, ou seja, ter uma boa auto-estima é fundamental para ser assertivo. Analisando desta forma fica fácil entender o porquê do desenvolvimento da assertividade nos dias de hoje.

Com a globalização, as constantes mudanças de cenários, a eterna busca pela vantagem competitiva, as escolhas precisam ser tomadas com base no equilíbrio de interesses, o famoso ganha-ganha. Para atender as demandas de um mercado competitivo e ágil, um profissional deve ter as características do comportamento assertivo. O comportamento assertivo constrói uma comunicação interna saudável dentro de uma empresa. Saudável porque as pessoas passam a encarar os problemas do cotidiano com naturalidade e os resolvem de forma efetiva. As informações fluem com transparência e na quantidade e na qualidade necessárias.

A assertividade está diretamente ligada ao seu conhecimento pessoal. Se você não tem o costume de se perguntar o que quer, por que quer, por que isso é realmente importante, você não terá certeza se deve ser firme e assertivo sobre determinado assunto. A auto-estima é o alicerce do desenvolvimento da assertividade e é uma área a qual todos precisam cuidar muito. Poucos de nós experimentam uma elevada proporção de experiências positivas na infância e, como resultado, há poucas pessoas com auto-estima elevada. Muitas têm auto-estima média.

Estima-se que entre 85% e 90% das pessoas precisam de algum tipo de aconselhamento ou psicoterapia para corrigir comportamentos destrutivos internos e externos. Existem 04 tipos básicos de comportamento assertivo: o agressivo, diretamente caracterizado pela vontade de dominar e impor suas vontades e desejos sobre a outra parte. Uma pessoa com este tipo de comportamento vira uma espécie de rolo compressor e passa por cima dos outros com o objetivo de atender aos seus objetivos. Existe ainda o comportamento passivo, cujo o seu lema é não incomodar os outros, mesmo que seja às custas dos seus próprios interesses. É uma pessoa que tem muita dificuldade de dizer não e impor as suas opiniões. O passivo-agressivo é um mix dos dois anteriores, ele quer resolver a questão sem confronto. Existe também o comportamento assertivo, que desenvolve relacionamentos e procura negociar nos momentos de conflito, buscando entender o problema e buscar soluções para as partes.

A assertividade é uma escolha individual de cada um, porém ser assertivo não implica em não haver conflitos, porém, se duas pessoas em desacordo se expressarem e agirem de forma assertiva, o conflito será resolvido de forma mais fácil. É importante ser flexível, ouvir o outro e estabelecer limites para que o outro não invada o seu espaço. A escolha é a palavra chave da assertividade. Ser assertivo é sempre, em qualquer situação, escolher o que é melhor fazer, o momento adequado e o local certo - com cada pessoa do seu convívio, respeitando a si e ao outro. Lembre-se, aquilo que não agregar valor a você e nem ao outro é melhor não dizer e não fazer.

Fonte: www.administradores.com.br

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