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EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Educação Financeira – nunca é tarde para começar! O momento é de aprender uma nova forma de lidar com o dinheiro e se habituar a uma vida financeira em equilíbrio. Esse é o caminho para realizar seus sonhos. Sair das dívidas e adotar novos hábitos com relação ao dinheiro pode ser aprendido. É preciso estar disposto a mudar e acreditar que é possível atingir a liberdade financeira. Essa decisão exige planejamento, disposição e orientação, que pode ser encontrada na opinião de quem entende do assunto, num livro ou num curso. O atual cenário econômico brasileiro permitiu que milhões de pessoas passassem a integrar a nova classe média. Essa nova e grande parcela da população, com maiores ganhos, passou a comprar sua casa própria, ter conta bancária, cartões de crédito e acesso a financiamentos. Como consequência, as vendas de automóveis novos e bens de consumo domésticos aumentaram como nunca antes, movimentando a indústria.

O importante nisso tudo é saber se o consumidor, que está fazendo dívidas, sabe cuidar de sua vida financeira. O hábito de planejar antes de consumir é novo para muita gente. Com o despreparo de muitos, as mensalidades maiores do que a renda levaram ao uso do cheque especial e do crédito acima do limite. O interessante é que, as dívidas aumentam proporcionalmente na medida em que se ganha mais!

A educação financeira não costuma fazer parte do currículo das escolas, nem mesmo as do Ensino Superior. As famílias também não cultivam o hábito de educarem as crianças para cuidar do dinheiro. Depois de conquistar o emprego, muita gente está preparada para a profissão, mas não para usar o dinheiro que ganham! E não há outra saída a não ser começar a aprender a planejar a vida financeira e buscar os benefícios que um investimento pode trazer para o futuro.

O chamado “efeito demonstração”, também conhecido como “Maria vai com as outras”, tem um poder muito forte sobre nós. Além da pressão social para consumir certos bens, somos bombardeados pela propaganda diariamente, na TV, na Internet, outdoors, por onde quer que caminhemos. A ansiedade por consumir se estende ao lazer, ao turismo, à estética. Tudo perfeitamente dentro da busca pela felicidade. O único senão fica por conta das despesas maiores do que a receita, isto é, as dívidas para ter acesso a tudo que se deseja.

Perder o controle das finanças vem ocorrendo em grande escala. Muitas vezes isso ocorre pelo simples desconhecimento de como estabelecer um planejamento financeiro e a supervisão do dinheiro. Às vezes, depois de anos de dificuldades, aprendemos a vencer uma difícil batalha e reconhecemos que se tivéssemos tido acesso aos conceitos básicos de Educação Financeira poderíamos ter evitado tanto dinheiro que foi para o ralo, em pagamento de multas e juros.

Os cursos de educação financeira estão cada vez mais disponíveis, online, e até mesmo gratuitos. A BM&F Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo tem um bom curso para quem quer aprender a sair do vermelho e começar a guardar um pouco do salário todo mês. O curso oferece os conteúdos para orientar a organização do orçamento pessoal, planejamento, poupança e opções de investimento. O material e a linguagem do curso são diversificados, de acordo com os módulos dirigidos a diferentes idades.

Fonte: Guilherme da Luz, editor dos sites Empréstimo Consignado, Educação, Faculdade, Curso de Inglês, e Seguro Auto

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O PÔQUER E A ECONOMIA

As mulheres reclamam e é verdade: nas grandes cidades, existem mais mulheres do que homens. Homens negros preferem ser solteiros. Muitos potenciais eleitores de Al Gore ficaram em casa na duríssima disputa que acabou levando George W. Bush à Presidência dos Estados Unidos. Seja num cassino (casino) ou em momentos corriqueiros da vida, os fatos aparentemente aleatórios escondem uma lógica matemática. A afirmação é do economista e jornalista inglês Tim Harford, que acaba de publicar o livro The Logic of Life ("A Lógica da Vida").

Harford, ex-executivo da Shell e do Banco Mundial e hoje colunista do Financial Times, defende que, ao contrário do que parece, tudo o que está relacionado ao comportamento humano encobre uma racionalidade que pode ser explicada pela teoria econômica. Sua nova obra é uma espécie de continuação de seu livro de estréia, O Economista Clandestino, já traduzido em mais de 20 idiomas.

Ao longo de pouco mais de 200 páginas, Harford guia o leitor num passeio por assuntos tão diversos como guerra, divórcio, criminalidade, racismo e vida urbana. O excesso de exemplos por vezes deixa o leitor sem fôlego. Em alguns casos, essa profusão de temas resulta em argumentos superficiais e pouco convincentes. Mas, no geral, Harford mantém um ritmo fluente e bem-humorado, sem deixar de apresentar uma série de economistas consagrados, nos quais baseia suas análises.

Entre seus heróis estão alguns dos maiores especialistas de todos os tempos, como os prêmios Nobel de Economia Robert Lucas e Thomas Schelling. Outro que aparece com destaque é o húngaro naturalizado americano John von Neumann, o matemático que ajudou a inventar o computador e a bomba atômica. Neumann foi o criador da teoria dos jogos, o ramo da economia que estuda o comportamento estratégico das pessoas. "Von Neumann acreditava que, se você quisesse uma teoria que pudesse explicar a vida, ela deveria começar com uma teoria que pudesse explicar o pôquer", narra Harford. "Seu objetivo era trazer o rigor da matemática para as ciências sociais."

Todas as justificativas de Harford seguem o princípio de que as pessoas tomam decisões levando em consideração custos e benefícios de cada ação. Ele usa princípios econômicos como o de que uma coisa se torna mais comum à medida que fica mais acessível. É isso que, segundo ele, explica por que o número de adolescentes fumantes aumentou nos países em que a propaganda de adesivos e chicletes de nicotina para acabar com o vício foi intensificada. "A propaganda informa essas pessoas de que existem novas alternativas para ajudá-las a largar o vício. Então, se tornou racionalmente menos arriscado iniciar o hábito", diz Harford.

Outra variante é o comportamento estratégico, aquele que leva em consideração os possíveis movimentos do oponente (é aqui que se encaixa o ramo da economia conhecido como teoria dos jogos). O autor conta como Chris Ferguson, filho de um professor de teoria dos jogos, virou um dos maiores campeões de pôquer (
poker) da atualidade ao perceber as relações lógicas por trás das jogadas aparentemente intuitivas. Ferguson passou anos introduzindo métodos matemáticos em seu estilo de jogar. Penou muito, mas acabou obtendo uma vantagem sobre os jogadores tradicionais, que normalmente se dedicam a estudar apenas os tiques nervosos dos adversários.

Ao fim do percurso, o leitor fará uma pergunta inevitável: o livro pode trazer algum tipo de vantagem pessoal ou nos negócios? A resposta é: dificilmente. As histórias de Harford e as teorias econômicas demonstram apenas que o ser humano é surpreendentemente mais individualista e racional do que gostaríamos de admitir. Agora você já sabe, seja nos momentos do cotidiano ou quando for ao
Texas Holdem apostar num jogo de pôquer, a teoria dos jogos sempre estará presente em sua vida.

Fonte: portalexame.abril.com.br

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IMPOSTO NA PREVIDÊNCIA

Os planos de previdência complementar também podem ser utilizados como importante instrumento de planejamento tributário, uma vez que os aportes podem ser abatidos do imposto de renda. No caso da declaração completa, a melhor alternativa é utilizar um plano PGBL, pois esse tipo de plano permite que o valor dos aportes sejam abatidos até o limite de 12% da renda bruta anual tributável para efeito de cálculo do IR, desde que o cliente também contribua para o regime do INSS ou para o regime próprio dos servidores públicos.

Se você é um profissional liberal e a renda tributável não chega a ser relevante, o plano ideal em termos tributários é o VGBL. Nesse plano, o imposto de renda incide somente sobre o ganho de capital dos recursos aplicados, não sobre o volume total. É a alternativa mais recomendada para quem faz a declaração simplificada do IR.

Há ainda a possibilidade de um mix dos dois perfis de planos no planejamento tributário, recomendado para os casos em que os aportes extrapolem o teto de 12% da declaração completa. Nesse caso, os especialistas recomendam que se adotem duas estratégias de formação de poupança: um PGBL até o valor correspondente ao limite de 12% dedutíveis e um VGBL para o restante.

É também importante saber que os fundos de previdência não pagam imposto durante o período de acumulação dos recursos – processo conhecido no mercado como come cotas, pois o imposto de renda só incidirá no momento do pagamento do benefício. A partir de 2005, uma nova regulamentação permitiu ainda que os fundos de previdência seguissem uma tabela regressiva de desconto do IR. Se o período de acumulação desse benefício for de dez anos ou mais, por exemplo, a alíquota do IR a incidir nos valores será de apenas 10% – um diferencial tributário importante em comparação com outras alternativas de investimento de longo prazo.

Fonte: Boletim Estilo do Banco do Brasil

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CRÉDITO CONSIGNADO

O chamado crédito consignado é uma modalidade de empréstimo relativamente recente em nosso país. Consiste na autorização de débito diretamente na folha de pagamento (holerite) de profissionais empregados ou subtração dos benefícios a receber, no caso de aposentados, da prestação mensal decorrente de um empréstimo feito. Como a instituição credora tem uma garantia real de recebimento, posto que o tomador terá o valor deduzido de seu salário ou aposentadoria, as taxas de juros praticadas são menores do que as de um CDC (Crédito Direto ao Consumidor).

Criado em 2003, o crédito consignado representa atualmente a modalidade de empréstimo pessoal mais pujante do país. Devido à sua facilidade de contratação e taxas menores aplicadas, poderia ser entendido como a melhor alternativa financeira possível. Contudo, vejo com preocupação esta tese.

A armadilha reside na falta de educação financeira. Fazer a antecipação de uma renda futura, seja para consumir no presente, seja para liquidar uma dívida de maior ônus, pode significar o comprometimento da estabilidade num horizonte próximo.

Muitos são os casos de pessoas que entram no crédito consignado para quitar, por exemplo, o cheque especial. Porém, como não há um planejamento orçamentário adequado e a renda disponível passa a ser menor em virtude do desconto mensal da prestação do crédito consignado, imediatamente o ciclo de endividamento se reinicia.

A intranqüilidade financeira gera conflitos no lar e no trabalho, problemas físicos e emocionais, queda de produtividade no trabalho e, até mesmo, risco de acidentes laborais. Por isso, enquanto não tivermos uma disciplina regular de educação financeira, caberá às empresas oferecerem aos seus colaboradores, antes mesmo do crédito consignado, aulas práticas sobre consumo consciente, noções de matemática financeira e instrução sobre orçamento doméstico.

Fonte: www.tomcoelho.com.br

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